Earth Day: 10 músicas para celebrar a Terra, às vésperas da 50ª edição do evento que terá lives de Jack Johnson e Jason Mraz
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Earth Day: 10 músicas para celebrar a Terra, às vésperas da 50ª edição do evento que terá lives de Jack Johnson e Jason Mraz

O Earth Day foi criado em 1970 para incrementar os debates sobre os problemas ambientais e ecológicos do planeta. Este ano, o evento será comemorado com o Earth Day Live, evento de três dias de duração com agenda de divulgação científica, debate e conscientização. Na parte de shows, Jack Johnson, Jason Mraz, Angélique Kidjo, Emily Wells, Aimee Mann, Ted Leo, Questlove, Talib Kweli e Beverly Bond confirmaram as lives de suas casas. "O Earth Day Live visa estimular ações coletivas para proteger nossas comunidades e nosso planeta, através de performances, conversas e treinamento com curadoria de ativistas climáticos", informaram os organizadores.

Criado pelo senador americano Gaylord Nelson, o Earth Day é comemorado em todo o mundo e inclui desde aulas especiais até manifestações e eventos culturais. Este ano a programação será mais extensa não só porque é o 50º aniversário da data, mas pela situação de pandemia que o homem está enfrentando em todo o planeta.

Earth Day: dia para se debater o meio ambiente. Foto: Unsplash
Earth Day: dia para se debater o meio ambiente. Foto: Unsplash

A transmissão do evento será nos dias 22, 23 e 24 de abril pelo www.earthdaylive2020.org (e também pelas midias sociais como Facebook, YouTube e Twitter), quando nomes como Joaquin Phoenix, Moby, Patricia Arquette, Jane Fonda, Robby Romero, Al Gore e Stacey Abrams vão conversar ao vivo com cientistas e jornalistas sobre a atual crise climática.

Veja uma lista de canções eco-amigáveis com 10 clássicos — e uma cover extra — para comemorar a data:

‘Big Yellow Taxi’ (‘Ladies of the Canyon’, de 1970) — Joni Mitchell

Não há música mais apropriada para o Dia da Terra do que a que tem um refrão que diz "eles asfaltaram o paraíso/ E montaram um estacionamento". Joni Mitchell disse que a letra foi inspirada em uma viagem ao Havaí, e esse verso veio de sua vista do quarto de hotel, com montanhas ao fundo e calçadas se estendendo abaixo delas.

'(Nothing But) Flowers’ ('Naked’, de 1988) — Talking Heads

Enquanto todo mundo canta sobre natureza e as responsabilidades de conservá-la, David Byrne, vocalista do Talking Heads, imaginou um mundo que havia retornado à sua essência (“Esta era uma Pizza Hut/Agora está toda coberta de margaridas”) e o homem, ao seu passado de hominídeo: “Costumávamos cozinhar no micro-ondas/ Agora, apenas comemos nozes e frutas”.

'The Prophet’s Song’ (‘A Night at the Opera’, de 1975) — Queen

A música mais longa do Queen é um épico inspirado no sonho do guitarrista Brian May com uma grande enchente. Há referências ao fim dos tempo mas também parece ser sobre os poderosos poderes da natureza que não se curvam à vontade dos homens.

'Hole in the Sky’ (Sabotage’, de 1975) — Black Sabbath

"Hole in the Sky" pode parecer descrever o buraco na camada de ozônio mas, curiosamente, essa descoberta só foi feita dez anos após o lançamento da música, tornando a letra de Geezer Butler no mínimo profética. De todo modo, uma possível inspiração, os buracos negros, quasares, foram descobertos no começo da década de 1960. Os versos falam também de um dia do juízo final onde o sol não vai brilhar e as estrelas vão sumir.

‘Where Do the Children Play?’ (‘Tea for the Tillerman’, de 1970) — Cat Stevens

Em seu quarto álbum, Cat Stevens questiona que preço teremos que pagar pelo excesso de desenvolvimento no mundo moderno. Com “estradas sobre grama verde fresca”, o cantor folk se pergunta se ainda haverá espaços abertos para as crianças se divertirem e se a sociedade não estaria perdendo mais do que ganhando em nome do progresso.

‘After the Gold Rush’ (‘After the Gold Rush’, de 1970) — Neil Young

O verso "olhe para a mãe natureza em fuga nos anos 70" (que Neil Young alterou para "século 21" em performances recentes) já é suficiente para esta canção estar na lista. Ela parece ver a civilização como uma causa perdida, com o ciclo programado para começar novamente em "um novo lar ao sol".

'The Trees' ('Hemispheres’, de 1978) — Rush

O baterista Neil Peart escreveu este clássico do Rush como uma alegoria, falando sobre diferentes tipos de árvores brigando na floresta como seres humanos. Embora ele afirme que realmente não há nada mais profundo, outros perceberam uma mensagem sobre como a natureza é superior à humanidade quando se trata de uma coexistência.

'Terra' ('Muito — Dentro da Estrela Azulada', de 1975) — Caetano Veloso

"Nascer da Terra", fotografia feita em 1968 pelo astronauta William Anders da Apollo 8, foi a inspiração de Caetano Veloso nessa magnífica canção. Ele a viu numa revista quando estava preso. "Eu considerava a ironia de minha situação: preso numa cela mínima, admirava as imagens do planeta inteiro, visto do amplo espaço. Anos depois, já de volta à Bahia, compus a canção. Dirigindo-me à Terra, nos primeiros versos da canção, comento as tais fotografias 'onde apareces inteira porém lá não estavas nua e sim coberta de nuvens', escreveu o cantor e compositor no livro "Verdade Tropical".

'O Sal da Terra' ('Contos da Lua Vaga', de 1981) — Beto Guedes

A composição de Beto Guedes e Ronaldo Bastos é um dos maiores sucessos do mineiro que foi um dos integrantes do Clube da Esquina. Os versos "Vamos precisar de todo mundo/ Pra banir do mundo a opressão/ Para construir a vida nova/ Vamos precisar de muito amor" não perdem a atualidade e soam cada vez mais adequados aos tempos de quarentena.

'Planeta Água' ('Planeta Água', de 1981) — Guilherme Arantes

"Planeta Água" ficou em segundo lugar no Festival MPB Shell 1981 e é um daqueles casos em que teve muito mais repercussão que a vencedora (na ocasião, "Purpurina", de Jerônimo Jardim, defendida por Lucinha Lins). Ela foi lançada em um compacto que trazia a canção "Brasília" no lado B e, depois, entrou na coletânea "Amanhã", de 1983 e reeditada em 1987. A canção dá nome à ONG que Guilherme criou em em 2002 Barra do Jacuípe, na Bahia.

'Fragile' ('Branded', de 1995) —Isaac Hayes

Todo mundo conhece "Fragile" com Sting, em especial a que ele registrou em português em 1987 no álbum "...Nothing Like The Sun". Esqueça a versão delicada do inglês e ouça essa que o soulman americano gravou em seu 21º álbum. Com uma longa introdução — ele foi um dos precursores do estilo falado que gerou o rap —, é pura elegância pós-blaxploitation em um arranjo incrível.

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