Elliott Smith: na data em que o compositor faria 50 anos, conheça 10 de suas músicas mais emocionantes
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Elliott Smith: na data em que o compositor faria 50 anos, conheça 10 de suas músicas mais emocionantes

Se estivesse vivo, o músico americano Elliott Smith completaria 50 anos nesta terça-feira (6). Mas, desde 21 de outubro de 2003, sentimos sua ausência, já que, aos 34, foi encontrado morto depois de desferir duas facadas no próprio peito, em Los Angeles, na Califórnia. Anos antes, em 1994, ele estava instalado em um "porão numa colina", com nada além de seu violão, voz e um gravador de quatro faixas. Foi assim, na simplicidade, que o cantor se tornou reconhecido como um dos grandes trovadores urbanos do fim do milênio passado, a partir do lançamento de seu primeiro disco solo, "Roman Candle".

Tempos depois, em 2003, sua realidade mudaria totalmente. Não estava mais na "precariedade", mas num estúdio luxuoso de uma gravadora trabalhando no seu álbum, que viria a ser lançado postumamente, "From A Basement On The Hill". O título, não por coincidência, remete a uma época nostálgica da vida de Elliott, que deverá ser lembrado, por toda história, como um músico brilhante de canções melancólicas e muito inspiradas. Abaixo, conheça uma lista com dez das faixas mais emocionantes do músico.

10. 'Condor Ave'

A faixa "Condor Ave" é uma das narrativas musicais mais vívidas de Elliott Smith, e foi escrita quando o músico tinha apenas 17 anos. A letra conta que a namorada do personagem principal foi embora em seu carro após uma discussão do casal. Dirigindo com sono, ela bate o automóvel e atropela um homem bêbado na estrada. Os dois morrem após o acidente.

9. 'Ballad Of Big Nothing'

"Ballad of Big Nothing" não é uma canção alegre, apesar de seu refrão otimista e harmonia enérgica. É, na verdade, uma música que demonstra como Elliott estava disposto a trabalhar com tão pouco. E foi assim que ele fez alguns de seus maiores hits.

8. 'Roman Candle'

Música que dá nome ao disco de estreia solo de Elliott Smith, "Roman Candle" é calma, mas também abrasiva — ao menos, se compararmos com qualquer faixa que ele produziu com sua antiga banda, Heatmiser. As ameaças no refrão, "I want to hurt him/I want to give him pain", são dirigidas ao seu padrasto, que supostamente batia nele.

7. 'Miss Misery'

"Miss Misery" é uma das músicas mais famosas de Elliott. Ela está na trilha sonora do filme "Gênio Indomável", de 1997, e acabou sendo indicada ao Oscar de canção original. Mas quem acabou levando o prêmio foi Celine Dion, com "My Heart Will Go On", de "Titanic".

6. 'Pretty (Ugly Before)'

"Pretty (Ugly Before)" é uma das músicas mais bonitas que Elliott escreveu. Fala sobre problemas passageiros que, torce a letra, logo chegarão ao fim. Muito provavelmente, porém, ele também está se referindo ao vício em drogas que marcou sua vida adulta.

5. 'Needle In The Hay'

Outra faixa de Elliott que foi usada na trilha sonora de um filme, "Os Excêntricos Tenenbaums" (2001), do diretor Wes Anderson. O título "Agulha No Palheiro", entrega, para além do sentido figurado, que se trata sobre o vício em heroína. É uma das músicas mais sombrias do compositor.

4. 'Say Yes'

"Say Yes" é uma música descaradamente pop que já foi parar até em trilha sonora de besteirol americano — "American Pie: O Livro do Amor", de 2009. Como Elliott não era um cara de cantar muita vitória, até sua canção mais "alegre" é sobre um assunto raramente encarado de forma leve: separação. Mas ele se mostra otimista, e quer seguir em frente numa boa.

3. 'Angeles'

"Say Yes" e "Angeles" são duas canções do terceiro disco de Elliott, "Either/Or", de 1997. Elas fazem parte da primeira metade de sua carreira, quando ficou famoso pelo formato voz e violão e ainda não era contratado por uma gravadora grande. Depois do lançamento desse álbum, ele assinou um contrato maior e se mudou de Portland para Los Angeles. E "Angeles" fala exatamente sobre isso, um diálogo imaginário entre Elliott e um empresário tentando manejar sua arte.

2. 'Between The Bars'

"Between the Bars" já foi usada em muitos filmes, como "A Pele que Habito", de Pedro Almodóvar, e até de um episódio da animação "Rick and Morty". É uma canção de amor, mas não se trata de uma mensagem de um homem para a pessoa amada. É uma narrativa do álcool para um alcoólatra.

1. 'Waltz #2 (XO)'

O título do disco "Either/Or", apontado por alguns críticso como o melhor álbum da carreira de Elliott, sugere uma dicotomia: ele era um cantor e compositor lo-fi, ou um cantor de pop muito bem acompanhado. A faixa "Waltz #2 (XO)", portanto, mostra que o artista podia ser os dois ao mesmo tempo.

"XO", que em inglês significa "um beijo e um abraço", é direcionada para a mãe de Elliott. Ela se afastou do filho por conta do relacionamento abusivo que tinha com o marido, padrasto do músico. No refrão, ele repete que, de qualquer modo, vai amá-la.

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