Em 1° de fevereiro de 1949, a gravadora RCA apresenta o disco compacto
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Em 1° de fevereiro de 1949, a gravadora RCA apresenta o disco compacto

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Os anos 1940 estavam chegando ao fim, e um lançamento apresentado pela gravadora Columbia em 1948 iria mudar completamente o mercado a partir da década seguinte: o disco de dez polegadas, que começou a ser vendido com o nome de Long Play (e depois encurtado para LP). O artefato era prensado em um material que deixava os velhos discos de goma-laca e acetato obsoletos, o vinil. A bolacha era feita de um plástico de refugo do petróleo que era perfeito para material sonoro. Além de mais resistentes e fáceis de transportar que os fragilíssimos discos do período, eles também eram bem menos ruidosos ao contato com a agulha, tornando o som límpido e cristalino para os ouvidos da época. A novidade da Columbia ainda mexia na rotação das vitrolas e exigia que o novo consumidor de LPs comprasse um aparelho que rodava os discos a 33 ⅓ rotações por minuto, ao contrário dos 78 rotações dos discos de cera.

Até que a principal rival da Columbia, a gravadora RCA, veio com sua resposta no ano seguinte: o compacto de sete polegadas. Apresentado ao mercado no dia 1° de fevereiro de 1949, o novo lançamento parecia apenas uma versão mais curta dos LPs, mas tinha como estratégia comercial o foco nas canções. A RCA também aproveitou para prensá-los em cores diferentes, para além do preto básico de até então, dividindo seus lançamentos em gêneros e cores. O compacto — o famoso single — trouxe uma terceira velocidade aos toca-discos, a de 45 rotações por minuto. As duas novas velocidades dominariam os aparelhos em pouco tempo e dez anos depois as gravadoras parariam de lançar os 78 rotações.

Ao valorizar a canção, o compacto deu origem a um aparelho que por muito tempo foi sinônimo de festa: a jukebox. A máquina tinha vários pequenos discos em seu interior e os tocava quando o cliente escolhia uma música ao pagá-la com uma moeda. As jukeboxes se popularizaram pelos anos 1950 quando o jazz, o blues, o rhythm’n’blues e o rock’n’roll passaram a ser os gêneros musicais dominantes no maior mercado fonográfico do mundo, o dos Estados Unidos. Sua influência musical tornou a canção o principal estilo de composição da metade do século, apenas se fortalecendo com o tempo. 

1° de fevereiro de 1995: Desaparecido

O vocalista e guitarrista do grupo galês Manic Street Preachers, Richey Edwards, foi visto pela última vez deixando o Embassy Hotel, em Londres, na Inglaterra, às 7h, sem levar sua mala, que estava pronta no quarto. Seu carro foi encontrado próximo a Bristol, 16 dias depois. Ele nunca foi encontrado e em novembro de 2008 foi declarado oficialmente morto.

Quem nasceu

1907 - Camargo Guarnieri, maestro e compositor erudito (m. 1993)

1934 - Bob Shane, do grupo norte-americano The Kingston Trio 

1937 - Don Everly, metade da dupla norte-americana The Everly Brothers 

1938 - Jimmy Carl Black, baterista de Frank Zappa (m. 2008)

1939 - Joe Sample, tecladista do grupo norte-americano The Crusaders 

1950 - Mike Campbell, guitarrista do grupo Tom Petty and the Heartbreakers 

1957 - Dennis Brown, cantor jamaicano de reggae (m. 1999)

1968 - Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley 

1969 - Patrick Wilson, baterista do grupo norte-americano Weezer 

1971 - Ron Welty, baterista do grupo norte-americano The Offspring

1975 - Big Boi, MC do grupo norte-americano Outkast

1994 - Harry Styles, integrante do grupo inglês One Direction 

Quem morreu

1934 - Ernesto Nazareth, pianista e compositor carioca (n. 1863)

1986 - Dick James, editor de músicas (n. 1920)

1989 - Paul Robi, vocalista do grupo The Platters (n. 1931)

2003 - Mongo Santamaria, percussionista cubano (n. 1917)

2012 - Don Cornelius, apresentador do programa norte-americano "Soul Train" (n. 1936)

2013 - Cecil Womack, cantora norte-americana (n. 1947)

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