Em 1° de março de 1973, o Pink Floyd lança sua obra-prima 'The Dark Side of the Moon'
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Em 1° de março de 1973, o Pink Floyd lança sua obra-prima 'The Dark Side of the Moon'

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Apesar de conseguir sucesso no primeiro momento de sua carreira, o Pink Floyd sofreu um abalo considerável logo que lançou seu primeiro disco, “The Piper at the Gates of Dawn”. Em 1967, o grupo perdeu seu líder e fundador Syd Barrett. Sem seu idealizador e mentor, a banda passou cinco anos à deriva, experimentando novos formatos e ideias até consolidá-las naquele que seria seu principal álbum, “The Dark Side of The Moon”, lançado no dia 1° de março de 1973. 

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O caminho até o “disco do prisma”, como o álbum ficou mais conhecido, foi longo e incerto. O grupo inglês foi um dos principais artífices do hype da psicodelia, que distorceu o rock britânico (e depois o do resto do planeta) ao misturar drogas lisérgicas, temas fantásticos, instrumental experimental, referências ao passado e muitas cores. O Pink Floyd foi o grande idealizador daquele movimento que, aos poucos, se espalharia pela Califórnia, nos Estados Unidos, e para outros países. O nome por trás dessa nova era havia sido o talentoso Syd Barrett.

Foi Syd quem transformou o Pink Floyd em ícone psicodélico. Sem ele, seus colegas no máximo seguiriam a linha de inúmeros ingleses da época, bebendo do blues norte-americano e devolvendo uma nova sonoridade mais pesada como nomes importantes da época, como Yardbirds, Animals, Ten Years After, Groundhogs, Cream, entre outros. Com Syd, a banda viajou por outras galáxias e paisagens, levando a música pop de seu tempo a um patamar nunca imaginado por artistas que tocavam no rádio para um público adolescente.

Mas Syd foi nocauteado pela mesma raiz que o inspirou. As muitas doses de LSD que consumiu no começo de sua carreira acabaram por sabotar seu talento ao vivo. O carisma irresistível de antes se tornou um muro para o desenvolvimento criativo do Pink Floyd. Na primeira excursão do grupo para os EUA, Syd não tocava seu instrumento ou não conversava nada nas entrevistas, obrigando o Pink Floyd a contratar um segundo guitarrista, David Gilmour, para depois tirá-lo de vez da banda. 

Perdido sem seu fundador, o Pink Floyd começou a explorar novas paragens. Como parte das bandas psicodélicas de seu tempo, eles se aproximaram do novíssimo rock progressivo, onde o virtuosismo musical e a exuberância temática abria espaços para épicos que pavimentariam o caminho para a nova década. Mas, diferentemente dos contemporâneos, o Floyd passou a flertar com a trilha sonora para filmes de arte e a buscar novas formas de se apresentar ao vivo. Neste meio tempo, fez um clássico show nas ruínas da cidade de Pompeia, destruída pela vulcão Vesúvio na época do Império Romano, e esticava canções que passavam a ocupar lados inteiros de seus discos — mas sem perder o senso pop. Experimentando os limites, mas sem deixar as canções de lado.

E assim, em 1973, o Pink Floyd atingiu seu ápice criativo ao lançar um disco conceitual sobre a vida. Com faixas com títulos como “Time”, “Us and Them” e “Money” (três dos maiores hits da banda), o álbum contemplava diferentes aspectos da existência, sempre tentando dar um sentido lírico para tudo — e inevitavelmente resvalando na loucura, em faixas como “Brain Damage” e “Eclipse”, que faziam referência ao amigo Syd Barrett. 

O equilíbrio entre seus principais compositores, o baixista Roger Waters e o guitarrista David Gilmour, acompanhado da eficácia dos outros dois integrantes, o tecladista Rick Wright e o baterista Nick Mason, criaram um álbum perfeito, icônico, que ainda por cima se tornou um dos discos que se manteve por mais tempo entre os mais vendidos da parada da revista “Billboard” por inacreditáveis 741 semanas, entre seu lançamento e 1988. O disco voltou às paradas em 2009, totalizando mais de 900 semanas entre os mais vendidos da história.

Quem nasceu

1904 - Glenn Miller, músico, compositor, arranjador e band-leader norte-americano 

1927 - Harry Belafonte, cantor norte-americano 

1942 - Jerry Fisher, vocalista do grupo norte-americano Blood Sweat & Tears

1944 - Mike D'Abo, vocalista e compositor do grupo inglês Manfred Mann 

1944 - Roger Daltrey, vocalista do grupo inglês The Who

1949 - Jorge Aragão, cantor e compositor carioca

1963 - Rob Affuso, baterista da banda norte-americana Skid Row 

1969 - Dafydd Leuan, baterista da banda galesa Super Furry Animals

1969 - Christina Bergmark, tecladista e vocalista da banda sueca The Wannadies 

1973 - Ryan Peake, guitarrista do grupo canadense Nickelback 

1987 - Ke$ha, nascida Kesha Rose Sebert, cantora e compositora norte-americana 

1994 - Justin Bieber, cantor canadense 

Quem morreu

1991 - Frank Esler-Smith, tecladista e compositor do grupo inglês Air Supply (n. 1948)

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