Em 15 de fevereiro de 1969, a 'Rolling Stone' imortaliza as groupies em sua capa
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Em 15 de fevereiro de 1969, a 'Rolling Stone' imortaliza as groupies em sua capa

No dia 15 de fevereiro de 1969, a revista "Rolling Stone" dedica sua capa não a um artista, banda ou personalidade específica, mas a um novo hábito comportamental que se consolidou à medida em que o rock tornava-se a grande força-motriz da cultura pop dos anos 1960: as groupies. Eram garotas que seguiam artistas e bandas apenas para manter relações sexuais — e contar vantagens sobre isso. A revista consagra o termo que começou a ser usado pejorativamente para diminuir as conquistas sexuais destas garotas e que depois foi apropriado pelas próprias mulheres como uma forma de se afirmar dentro deste cenário — e assim, as groupies entravam para a história.

Apesar de existirem bem antes da ascensão do rock'n'roll, este comportamento ganhou outras conotações nesta nova era, e as garotas passavam a ser mais diretas em relação às suas intenções com os músicos. Reza a lenda que o termo foi inventado pelo baixista dos Rolling Stones Bill Wyman em uma turnê pela Austrália em 1965, como um código para se referir a estas garotas.

Embora vistas apenas como mulheres à disposição dos homens que faziam sucesso na música, as groupies da geração do rock iam além da mera tietagem e elas mesmas eram celebridades apenas por conseguir se relacionar com os artistas que queriam. A norte-americana Cynthia Albritton ficou conhecida por fazer modelos em gesso dos paus dos caras que ela conquistava, ganhando o apelido de "Plaster Caster", imortalizado em uma música do Kiss. Frank Zappa era tão maravilhado com estas garotas que montou uma banda só de groupies, chamada GTOs.

Outras, como as norte-americanas Bebe Buel (mãe da atriz Liv Tyler), Barbara Cope (a "rainha da manteiga"), Cleo Odzer (descrita pela revista "Time" como uma "supergroupie"), Pamela Des Barres (que escreveu dois livros sobre o tema) e a inglesa Jenny Fabian (autora de "Groupie", lançado ainda em 1969) tornaram-se celebridades entre os artistas e não eram vistas como presas, mas como versões femininas do conceito de rockstar. No ano seguinte, foi lançado o documentário "The Groupies", dirigido por Ron Dorfman e Peter Nevard.

Quem nasceu

1941 — Brian Holland, compositor e produtor norte-americano do trio Holland/Dozier/Holland que escrevia músicas para a gravadora Motown artists

1942 — Glyn Johns, engenheiro de som inglês que trabalhou com Eric Clapton, Rolling Stones, Who, Beatles, Led Zeppelin, entre outros.

1944 — Mick Avory, baterista do grupo inglês The Kinks

1945 — John Helliwell, saxofonista do grupo inglês Supertramp

1947 — David Brown, baixista norte-americano da primeira formação do grupo Santana (m. 2000)

1950 — Billy Ficca, baterista que tocou com os grupos norte-americanos Neon Boys e Television

1959 — Ali Campbell, vocalista do grupo inglês UB40

1960 — Mikey Craig, baixista do grupo inglês Culture Club

1976 — Ronnie Vannucci Jr, baterista do grupo norte-americano The Killers

Quem morreu

1965 — Nat King Cole, cantor e compositor norte-americano (n. 1919)

1968 — Little Walter, nascido Marion Walter Jacobs, gaitista de blues norte-americano (n. 1930)

1981 — Mike Bloomfield, guitarrista dos grupos norte-americanos Paul Butterfield Band e Electric Flag (n. 1943)

1984 — Ethel Merman, cantora norte-americana (n. 1908)

2005 — Pierre Bachelet, cantor francês (n. 1944)

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