Em 19 de fevereiro de 1996, Jarvis Cocker invade o palco de Michael Jackson no Brit Awards
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Em 19 de fevereiro de 1996, Jarvis Cocker invade o palco de Michael Jackson no Brit Awards

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Em meados dos anos 1990, Michael Jackson ainda fazia parte da realeza do pop e seus problemas pessoais não tinham ultrapassado a atenção sobre seu talento — embora já fosse questionado publicamente sobre sua sanidade mental e sua falta de contato com a realidade. No dia 19 de fevereiro de 1996, o Rei do Pop subiu no palco dos Brit Awards, principal premiação musical do Reino Unido, tocando sua "Earth Song" com ares de santidade, fazendo poses de ícone religioso, sendo venerado por crianças como se estivesse numa celebração cristã. Até que o vocalista do Pulp, Jarvis Cocker, se enfureceu com aquele ritual comercial bizarro e invadiu o palco.

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Naquela época, a Inglaterra atravessava o período do britpop, movimentação cultural que resgatava valores britânicos em canções que almejavam a perfeição feitas por bandas com nomes curtos. Foi o período da guerra entre o Blur e o Oasis, quando grupos como Elastica, Suede, Verve, La's, Cast, Echobelly e Supergrass dominavam as notícias e as paradas de sucesso inglesas. Nesta cena, o veterano Pulp, liderado pelo elegante e irônico Jarvis Cocker, tinha um papel especial, como uma espécie de irmão mais velho, pronto para falar ou fazer coisas que ninguém mais se atrevia.

Mas a apresentação de Michael Jackson destoava de uma premiação como aquela. O ex-produtor do Brit Awards Johnathan King comentou ao jornal “The Independent” na época que o cantor realmente tinha passado do ponto. "Todo mundo, tirando os executivos da Sony, acharam que aquilo era um exagero. Foi a coisa mais absurda, sem noção e inacreditavelmente horrível que eu já vi em minha vida: 99% da indústria musical não conseguia acreditar". Também incrédulo, Jarvis invadiu o palco e ficou olhando para tudo aquilo com um desafiador ar de inquisição, enquanto Michael Jackson sequer percebeu a entrada do líder do Pulp.

Jarvis ficou 30 segundos no palco, desviando dos dançarinos e dos seguranças até mostrar a bunda para o público e sair pela coxia. "Meus atos foram uma forma de protesto pelo jeito que Michael Jackson se vê, como uma espécie de Jesus Cristo com o poder da cura. A indústria da música permite que ele se iluda com fantasias desse tipo porque tem poder e dinheiro. As pessoas dão trela, mesmo sabendo que é doentio. Eu não consegui me segurar", disse o vocalista em entrevista após o incidente.

Quem nasceu

1908 - Almirante, cantor, compositor e radialista carioca (m. 1980)

1924 - Lee Marvin, ator e cantor norte-americano (m. 1987)

1940 - Smokey Robinson, cantor, compositor e produtor norte-americano 

1946 - Pierre Van Den Linden, baterista da banda inglesa Focus

1948 - Tony Iommi, guitarrista da banda inglesa Black Sabbath 

1952 - Evandro Mesquita, ator e cantor carioca

1957 - Dave Wakeling, vocalista e guitarrista da banda inglesa The Beat 

1957 - Falco, nascido Hans Holzl, cantor e compositor austríaco (m. 1998)

1963 - Seal, nascido Henry Samuel, cantor e compositor inglês

1965 - Kate Radley, tecladista da banda inglesa Spiritualized

Quem morreu

2008 - Teo Macero, músico e produtor de jazz (n. 1925)

2009 - Kelly Groucutt, baixista do grupo norte-americano Electric Light Orchestra (n. 1945)

2017 - Larry Coryell, guitarrista de jazz (n. 1943)

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