Em 25 de maio de 1996, morre Brad Nowell, vocalista e líder do Sublime
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Em 25 de maio de 1996, morre Brad Nowell, vocalista e líder do Sublime

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No dia 25 de maio de 1996, Brad Nowell, vocalista e líder da banda americana Sublime, acordou mais cedo e bateu na porta dos quartos de seus companheiros de grupo no Ocean View Motel, em São Francisco, nos EUA, mas todos estavam virados da noite anterior. Quando o baterista Bud Gaugh acordou, foi para o quarto do amigo e tentou chamá-lo, sem resposta. Abriu a porta e o encontrou deitado no chão, ao lado do dálmata de Brad, que estava encolhido e ganindo. Pensou que o amigo estivesse apenas virado da noite anterior quando viu a cor amarela da baba no canto de sua boca. Tentou reanimá-lo, em vão: ao chamar os paramédicos, descobriu-se que ele havia sofrido uma overdose de heroína horas antes. Tinha apenas 28 anos.

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Vinte e oito anos e uma carreira em ascensão. O Sublime estava surfando a terceira onda do ska e certamente era o grupo com mais potencial para liderá-la. O gênero jamaicano, que funcionou como a base do reggae no início dos anos 1960, já tinha tido uma sobrevida na Inglaterra quando encontrou-se com o punk rock no fim dos anos 1970. Agora, no início dos anos 1990 encontrava-se mais uma vez com outro gênero — desta vez o hardcore californiano — e começava a ganhar público e notoriedade, graças a bandas como The Toasters, Fishbone, The Mighty Mighty Bosstones, Hepcat, Slackers, Voodoo Glow Skulls, Reel Big Fish, Less Than Jake, Goldfinger, Dance Hall Crashers e No Doubt. Destas, o grupo Sublime era certamente o grupo mais promissor — justamente por ser o mais pop.

Sublime: Bud Gaugh, Brad Nowell e Eric Wilson nos bastidores de um show no Shoreline Amphitheatre, na Califórnia, em 1995 / Foto: Getty Images
Sublime: Bud Gaugh, Brad Nowell e Eric Wilson nos bastidores de um show no Shoreline Amphitheatre, na Califórnia, em 1995 / Foto: Getty Images

Além da ascensão de popularidade da banda, o próprio Brad estava vivendo uma ótima fase. Tinha conseguido se livrar das drogas — uma constante em sua vida — e havia acabado de se casar com sua namorada, Troy Dendekker, no dia 18 de maio, além de ter um filho de apenas 11 meses de idade, chamado Jakob. O grupo também havia acabado de gravar seu terceiro álbum, o primeiro a ser lançado por uma grande gravadora, a Geffen, e estava partindo para uma turnê na Europa e na costa leste americana, onde começaria a testar as músicas novas. O disco se chamaria "Killin' It", mas depois da morte de Brad, resolveram rebatizá-lo apenas com o nome do grupo.

Claro que a morte de Brad ajudou o desempenho das vendas, mas o disco foi um sucesso radiofônico, puxado por hits como "What I Got", "Santeria" e "Wrong Way", vendendo mais de cinco milhões de cópias. Sem o vocalista, os dois remanescentes do grupo, o baterista Gaugh e o baixista Eric Wilson, formaram outra banda para levar o legado de Brad adiante. Primeiro o grupo se chamou Long Beach Dub Allstars, mas ao encontrarem o vocalista Rome Ramirez, rebatizaram para Sublime with Rome, e fazem turnês até hoje.

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