Em 26 de março de 1991, Bob Dylan começa a oficializar seus discos piratas
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Em 26 de março de 1991, Bob Dylan começa a oficializar seus discos piratas

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Bob Dylan foi o primeiro artista a ser pirateado. Em 1969, gravações não-oficiais de músicas de seu primeiro ano como artista folk e suas próprias versões de músicas que ele havia composto para outros artistas foram reunidas à sua revelia num disco que se tornou uma lenda. "The Great White Hope" foi o primeiro disco pirata da história. Por este motivo, ele se sentiu à vontade para reunir suas gravações não-oficiais e lançá-las por conta própria — e começou a fazer isto no dia 26 de março de 1991, quando lançou os três primeiros volumes de sua "The Bootleg Series" em uma caixa.

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Antigamente, discos piratas não eram versões falsificadas de discos oficiais. Muito antes de os camelôs venderem cópias duvidosas e baratas de álbuns, o rótulo pirata designava gravações alternativas e versões não-oficiais de músicas que os artistas não lançavam comercialmente. Sobras de estúdio, discos ao vivo e rascunhos de canções acabavam registradas de alguma forma — normalmente de mesas de som de shows e de funcionários de gravadoras — e iam parar nas prateleiras de lojas especializadas com capas nunca vistas pelos fãs.

A pirataria teve seu primeiro auge nos anos 1970, quando, principalmente devido aos registros dos Beatles em seu último ano de produção (quando o então empresário Allen Klein "vazou" cópias das gravações que viriam se tornar o "Let It Be" para os pirateiros) e às gravações que a banda de Liverpool fez na rádio BBC. Estas duas principais fontes de pirataria beatle inspiraram pirateiros a procurar faixas alternativas principalmente de bandas de rock progressivo, hard rock e heavy metal, criando todo um mercado paralelo de álbuns com tiragens limitadas e materiais raríssimos. 

O segundo auge aconteceu com a chegada do CD às lojas. A qualidade do novo suporte permitia que as gravações chegassem ao consumidor final com um resultado que os consumidores de discos pirata nunca haviam visto. Foi justamente nesta época que Dylan resolveu oficializar suas gravações alternativas.

"The Bootleg Series Volumes 1–3" é uma coletânea que prenuncia o plano vindouro do cantor. Uma compilação em três CDs reunia 58 faixas inéditas, algumas delas consideradas obras-primas nunca lançadas, como "Blind Willie McTell", e outras trazendo versões de clássicos de diversas fases de sua carreira.

Era o início de uma série que Dylan segue lançando. Depois destes três primeiros volumes, vieram outros 14, cada um deles dedicado a um período específico. Assim, ele disponibilizou o áudio de shows inteiros e revelou joias nunca ouvidas de sua discografia, como todas as gravações do disco "Blood on the Tracks", a imensa quantidade de versões das "Basement Tapes" e o show em que foi chamado de "Judas" por alguém da plateia inglesa só porque começou a tocar instrumentos elétricos.

Como sempre, Dylan lançou a tendência e em pouco tempo outros artistas abriam seu baú para faturar em cima do passado. Um dos primeiros a entrar neste negócio foi Frank Zappa, que lançou a série "Beat the Boots" melhorando a qualidade sonora — e se apropriando de títulos e capas — de seus discos piratas mais conhecidos, até culminar com o projeto "Anthology" dos Beatles, lançado cinco anos depois.

Quem nasceu

1917 - Rufus Thomas, cantor norte-americano (m. 2001)

1944 - Diana Ross, cantora norte-americana 

1948 - Richard Tandy, tecladista do grupo inglês Electric Light Orchestra

1948 - Steven Tyler, vocalista e compositor do grupo norte-americano Aerosmith 

1949 - Fran Sheehan, baixista do grupo norte-americano Boston

1950 - Teddy Pendergrass, cantor norte-americano (m. 2010)

1955 - Martin Price, do grupo inglês 808 State 

1957 - Paul Morley, jornalista inglês que cobria música, fundador do selo ZTT Records e integrante do grupo Art of Noise 

1962 - Kátia, cantora carioca com deficiência visual 

1968 - James Iha, guitarrista do grupo norte-americano Smashing Pumpkins 

Quem morreu

1976 - Duster Bennett, cantor e compositor inglês (n. 1946)

1995 - Eazy-E, nascido Eric Lynn Wright, rapper norte-americano (n. 1964)

1999 - Ananda Shankar, musicista de bengali (n. 1942)

2002 - Randy Castillo, baterista norte-americano que acompanhava o vocalista Ozzy Osbourne (n. 1950)

2004 - Jan Berry, da dupla de surf music norte-americana Jan and Dean (n. 1941)

2006 - Nikki Sudden, cofundador do grupo inglês Swell Maps (n. 1956)

2010 - Speedfreaks, nascido Cláudio Márcio de Souza Santos, rapper fluminense (n. 1973)

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