Em 28 de abril de 2003, Steve Jobs lança a primeira loja online de música digital, a iTunes Store
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Em 28 de abril de 2003, Steve Jobs lança a primeira loja online de música digital, a iTunes Store

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O dia 28 de abril de 2003 viu o início a uma nova fase na Apple, quando seu fundador Steve Jobs — apresentando pela primeira vez o visual de camisa preta de gola rolê, calça jeans e tênis branco que se tornaria seu uniforme de executivo-mágico — lança a versão online de seu software iTunes, transformando-o em uma loja de conteúdo digital que conectaria os produtos de sua empresa em uma nova forma de se consumir música.

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Steve Jobs já tinha seu lugar na história do mundo digital quando ajudou a transformar um estranho artefato portátil — o computador pessoal — em um eletrodoméstico e um sonho de consumo. Ele não inventou nem o computador em si nem o sistema operacional ou o mouse, mas soube transformar aquela novidade tecnológica em um objeto de desejo na virada dos anos 1970 para os anos 1980. Transformou-se num gênio do marketing e ajudou a computação entrar para o dia-a-dia das pessoas comuns, mas sofreu um golpe administrativo que o fez ser expulso da própria empresa que criou, a Apple. 

Durante os anos 1990, passou a investir em outras iniciativas, entre elas uma certa empresa de animação em computação gráfica que estava sonhando em lançar o primeiro longa-metragem naquele tipo de animação e que contou com a ajuda de Midas de Jobs. Assim, a Pixar lançou seu "Toy Story" em 1995. Foi apenas um dos truques que Jobs fez fora da Apple, que obrigou seu conselho administrativo a recontratá-lo, desta vez dando-lhes poderes que não tinha na primeira década que comandou a empresa.

Steve Jobs passou a investir na Pixar e assim o lançamento de "Toy Story" foi possível, em 1995 / Foto: Reprodução
Steve Jobs passou a investir na Pixar e assim o lançamento de "Toy Story" foi possível, em 1995 / Foto: Reprodução

Assim, ele começa a repensar toda a forma como as pessoas utilizam os computadores a partir de duas novidades interconexas: a conexão em banda larga e a pirataria digital. A velocidade da nova internet permitia que o download de uma música levasse menos que um minuto e um álbum poderia ser baixado em menos de meia hora — algo impensável nos tempos da conexão anterior, discada. Isso fez com que as pessoas começassem a transformar suas coleções de CD em arquivos digitais — os recém-lançados MP3 — e, estimulados por um novo tipo de software, que permitia que se baixasse conteúdo de qualquer computador logados à internet, não apenas servidores, as pessoas começaram a baixar gigabytes de música de graça, sem gastar um tostão para ter discotecas gigantescas em seus computadores.

A partir disso, Jobs conectou seus computadores — os Macs — ao recém-lançado player de música portátil — a simpática sensação que era o iPod — e, naquele dia 28 de abril apresentava o ponto de encontro: o iTunes, que deixava de ser um software para executar diferentes tipos de mídia para se tornar a primeira loja de conteúdo digital online em larga escala. 

Em 2003, o iTunes deixou de ser um software capaz de executar diferentes tipos de mídia para se tornar a primeira loja de conteúdo digital online em larga escala do mundo / Foto: Getty Images
Em 2003, o iTunes deixou de ser um software capaz de executar diferentes tipos de mídia para se tornar a primeira loja de conteúdo digital online em larga escala do mundo / Foto: Getty Images

A novidade de Jobs também quebrava os joelhos da já sem rumo indústria fonográfica, que começava a processar seus próprios clientes em potencial: todas as músicas custariam 99 centavos de dólar — e poderiam ser compradas de forma avulsa. Assim terminava um golpe dado pela indústria fonográfica nas décadas seguintes que obrigava as pessoas a comprarem um álbum inteiro de um artista, mesmo que quisessem ouvir apenas uma ou duas músicas. Era o fim de uma venda casada feita indiscriminadamente.

Ao ter o mesmo preço para todas as faixas, Jobs também mexeria na possibilidade de superfaturar um artista ou de menosprezar musicalmente outros. No iTunes, todos os artistas tinham o mesmo peso — e, portanto, o mesmo preço.

Claro que havia uma série de problemas, como todo projeto pioneiro enfrenta: era preciso ter um cartão de crédito para se comprar na loja, que só funcionava nos Estados Unidos e não permitia que uma música comprada no iPod fosse tocada no computador da mesma pessoa. Mas a praticidade para se descobrir músicas — diferentes das redes de troca de downloads — pegou um público que queria mais comodidade e apenas no primeiro dia o software foi baixado por mais de um milhão de pessoas e, ao final daquele ano, a Apple anunciou que vendera 25 milhões de canções avulsas.

Era só o começo de uma nova era de consumo digital de música, que teria na própria Apple sua principal protagonista do próximo capítulo: a internet para celulares e o celular que vira um computador de bolso, o iPhone. Mas isso é outra história...

Quem nasceu

1949 - Paulo César Pinheiro, letrista, compositor e poeta carioca 

1952 - Chuck Leavell, tecladista do grupo norte-americano The Allman Brothers Band 

1953 - Kim Gordon, baixista do grupo norte-americano Sonic Youth

1955 - Eddie Jobson, violinista e tecladista do grupo inglês Roxy Music

1965 - Ithamara Koorax, cantora carioca

1966 - Too $hort, nascido Todd Anthony Shaw, rapper norte-americano

1968 - Daisy Berkowitz, nascido Scott Mitchell Putesky, guitarrista da banda norte-americana Marilyn Manson (m. 2017)

1968 - Howard Donald, integrante da boy-band inglesa Take That 

1973 - Bigg Gipp, nascido Cameron Gipp, rapper norte-americano integrante do grupo Goodie Mob

Quem morreu

1934 - Charley Patton, guitarrista de blues norte-americano (n. 1891)

1981 - Steve Currie, baixista do grupo inglês T. Rex (n. 1947)

2005 - Percy Heath, baixista de jazz norte-americano (n.1923)

2013 - Paulo Vanzolini, zoólogo e compositor paulistano (n. 1924)

2015 - Jack Ely, vocalista do grupo norte-americano The Kingsmen (n. 1943)

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