Em ensaio na favela, fotógrafo coloca instrumentos musicais no lugar de armas
Criatividade

Em ensaio na favela, fotógrafo coloca instrumentos musicais no lugar de armas

Instrumentos musicais no lugar de armas. A ideia de resignificar a favela levou o fotógrafo Anderson Valentim a criar um ensaio em que crianças e adolescentes com o rosto coberto empunham trombones, guitarras e trompetes no lugar de fuzis e metralhadoras. As fotos compõem o projeto "Favelagrafia" que promove uma visão “de dentro para fora” sobre nove comunidades do Rio de Janeiro.

“O que a gente costuma ver é um olhar da favela que é feito de fora para dentro. A proposta do projeto era justamente inverter isso. Hoje a gente faz uma leitura muito errada das favelas e das periferias do Rio de Janeiro. As pessoas acham que tudo é violência. Há 10% de coisas ruins que reverberam de uma forma muito grande. Então queríamos mostrar a nossa visão, de dentro para fora”, explica Anderson.

O fotógrafo, que é da favela do Borel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deu o título de “Alguns lutam com outras armas” para o ensaio. “Nós, que estamos lá (na favela), falamos isso. A nossa luta é com outras armas. Uma pessoa vai olhar essas fotos e, à primeira vista, vai achar que se trata de traficantes ou bandidos. Ela precisa de um segundo olhar para entender que são apenas meninos com instrumentos”, conclui.

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