Em Seattle, grunge é coisa do passado: conheça 10 novos artistas da cidade americana
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Em Seattle, grunge é coisa do passado: conheça 10 novos artistas da cidade americana

Em 1989, uma série de bandas na cidade de Seattle e seus arredores, no noroeste dos EUA, se preparava para mudar de vez a história do rock. Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Alice in Chains, Mudhoney e outros tantos nomes consolidaram um estilo consagrado como grunge: um som pesado e agressivo que ganhou o mundo, influenciou inúmeras bandas e rendeu álbuns clássicos. Três décadas depois, ainda que a marca do grunge permaneça forte, a música da cidade foi muito além. Hip-hop, classic rock, indie, dance music e outros gêneros estão entre as sonoridades exploradas pela atual geração de Seattle.

Veja dez das mais interessantes apostas do momento:

1.TRES LECHES

O trio liderado pela vocalista Alaia D'Alessandro faz um indie rock barulhento e eclético, com influências de punk, country e ska. As letras são carregadas de comentários sociais e as melodias, surpreendentemente assobiáveis. Ao vivo, o grupo tem a reputação de fazer apresentações imprevisíveis, com muita interação com o público.

2. VERSING

Ironia (e autoconfiança) é o que não falta a esta banda formada em 2013: os caras tiveram a audácia de batizar seu disco de estreia de... “Nirvana”! A sonoridade remete ao indie rock americano dos anos 90, com bom equilíbrio entre ruído e melodia. Indicado a fãs de Sonic Youth e Pavement (e de Nirvana também)

3. GABRIEL TEODROS

“Sinto que a música mais poderosa é aquela que se alimenta da vulnerabilidade do artista”, disse Teodros em uma entrevista recente. Trabalhando sobre letras sempre muito pessoais, o rapper aborda temas como a desigualdade social, questões raciais e problemas de autoestima, embalados em arranjos sofisticados.

4. EMMA LEE TOYODA

Ativa desde 2015, a banda (que leva o nome de sua vocalista) afirma fazer “punk rock triste e suave”. A voz grave de Emma e o som delicado, abertamente romântico e emocional, são indicados para quem quer “abraçar os amigos e enxugar lágrimas”. Autoproclamada “não-binária”, a cantora costuma levantar a bandeira dos direitos LGBT & afins.

5. JULIA SHAPIRO

Mais uma artista da nova geração inspirada no indie rock dos anos 90. Julia surgiu como vocalista da banda Chastity Belt e lançou agora em junho seu primeiro álbum solo, “Perfect Version”. Suas canções seguem a cartilha confessional, com versos sobre dúvidas existenciais e amores malsucedidos cantados de forma intimista, quase sussurrada.

6. J’VON

Rapper/cantor, produtor, designer e animador, J’Von faz questão de contrariar os clichês sobre o clima sombrio e cinzento de Seattle. Seus vídeos são divertidos e coloridos, inspirados em desenhos animados. O som é uma espécie de R&B pós-moderno e minimalista, que já conta com um bom número de seguidores no Soundcloud.

7. DARK SMITH

A cavernosa voz de Danny Denial dispensa gritos e se impõe pela potência. Unida à guitarra de Ashe Tempest, a bateria de Nozomi Momo e baixo de Lia Lovecraft, ela conduz a interessante banda Dark Smith. Sobre "Prehysteria", EP do ano passado, o vocalista diz ser "um coletivo que mostra como somos perseguidos, através de gerações, pela polícia, pelos homofóbicos, colonizadores e imperialistas". O novo disco, "Degressive", mantém o peso e os temas.

8. PARISALEXA

Nascida em New Jersey, mas considerando Seattle como sua terra natal, Parisalexa é uma compositora talentosa e, vem sendo cada vez mais admirada como cantora de R&B. Preparando seu álbum de estreia para este ano, a jovem de 20 anos segue compondo baladas de cortar o coração como "Water me".

9. DONORMAAL

Todos sabem muito bem que não é só com talento que se sobrevive no mercado musical. A rapper DoNormaal é prova disso. Além de trabalhar com os melhores produtores de Seattle, sabe rappear sobre qualquer base. Ela, que já trabalha em seu próximo projeto intitulado "yippee", acaba de lançar o clipe de “magic doNormaal”, faixa do anterior e aclamado álbum "Third daughter"

10. THE BLACK TONES

Enraizado no blues e na música negra, o som dos Black Tones não disfarça: bebe direto da fonte dos riffs do conterrâneo Jimi Hendrix. Criado pelos irmãos Eva e Cedric Walker, o grupo aborda violência racial e problemas familiares em suas letras. Eva diz que é um som influenciado pelo "ambiente em que crescemos, entre um bando de sulistas que viviam no Noroeste".

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