'Eurovision 2019': o que é e como funciona a competição musical fenômeno na Europa
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'Eurovision 2019': o que é e como funciona a competição musical fenômeno na Europa

A comoção em torno do "Eurovision" na Europa é quase como a de uma Copa do Mundo de futebol no Brasil. A competição musical mais famosa do lado de lá do Atlântico chegou a sua 64ª edição em 2019, com sede em Tel Aviv, em Israel (apesar de não integrar o continente europeu, o país participou de quase todas as edições desde 1973). Aqui no Brasil, o programa não é tão conhecido quanto o "The Voice", "American Idol" ou "X Factor". Mas, com certeza, é acompanhado por alguns telespectadores apaixonados por esse tipo de show.

Agora, como funciona o "Eurovision"? O programa foi proposto pela primeira vez pelo roteirista italiano Sergio Pugliese. Ele havia se inspirado no modelo do Festival de Música de Sanremo, criado em 1951, na cidade italiana, como forma de integrar os países europeus devastados após a guerra. Como a ideia não era ruim, Marcel Bezencon, presidente da European Broadcasting Union, associação das companhias de televisão estatais do continente, aprovou o projeto em uma escala mais abrangente.

O português Salvador Sobral, vencedor do Eurovision de 2017/Getty Images
O português Salvador Sobral, vencedor do Eurovision de 2017/Getty Images

A edição de estreia do "Eurovision" aconteceu em 24 de maio de 1956, em Lugano, na Suíça. A primeira vencedora da competição foi Lys Assia, com a canção "Refrain". Quem sugeriu o nome "Eurovision" foi o jornalista britânico George Campey, que se referiu ao concurso de Lugano como "O Grande Prêmio Eurovision" em sua reportagem sobre o evento.

Para entrar no concurso há diversas etapas. Em alguns países existem classificatórias nacionais, como Portugal e Espanha, que fazem o maior sucesso. Assim, são escolhidos os competidores que entram no programa como representantes nacionais. Aliás, existe uma regra chamada "Big Four", na qual quatro nações, consideradas "potências econômicas", tem passe livre direto para a final do campeonato. São eles Reino Unido, Alemanha, França e Espanha. Já outros, como Portugal e Suíça, entram na fase eliminatória, onde metade dos votos válidos são dos jurados, e a outra metade do público. É importante dizer que, por exemplo, os votos de Portugal jamais serão válidos para os competidores desse país, caso contrário, seria injusto.

O sistema de 50% dos votos pelos jurados e 50% pelo público também vale na final do "Eurovision". Outra regra importante para o programa: os cantores devem levar duas músicas para apresentarem, de até 3 minutos e meio. Elas são utilizadas na seleção eliminatória e na final.

O Eurovision de nº1 teve apenas sete países do Velho Continente competindo. Para se ter uma ideia como o torneio cresceu, na edição de 2019 participam 43 nações — incluindo algumas fora da Europa, como Marrocos e Austrália.

A drag queen austríaca Conchita Wurst, vencedora do Eurovision de 2014/Getty Images
A drag queen austríaca Conchita Wurst, vencedora do Eurovision de 2014/Getty Images

Inicialmente, os jurados esperavam que os participantes cantassem em suas línguas nativas, mas, com o passar do tempo, tornou-se natural a maioria das músicas apresentadas no concurso serem cantadas em inglês. O ABBA, por exemplo, venceu o torneio em 1974 interpretando faixas no idioma, sendo que todos os integrantes do grupo são suecos.

Mesmo sendo considerado uma competição "brega", o Eurovision completa 64 edições e continua servindo com o mesmo propósito fundador: reunir todos os países da Europa em uma noite na qual todos deixam de lado suas diferenças culturais e políticas.

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