Fã de Guns N’ Roses, Felipe Araújo espera um dia ouvir guitarra de Slash ao vivo: ‘É o carro-chefe’
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Fã de Guns N’ Roses, Felipe Araújo espera um dia ouvir guitarra de Slash ao vivo: ‘É o carro-chefe’

Vamos pular a parte em que a gente te apresenta Felipe Araújo. Aos 24 anos, o cantor vai terminar 2019 como um dos maiores nomes da música sertaneja e muito do seu sucesso tem a ver com experimentação de outros gêneros musicais dentro da tradicional levada do ritmo que o consagrou. “Atrasadinha”, parceria com o pagodeiro e sambista Ferrugem, é um exemplo que deu certo. A faixa levou o troféu de música do ano no Prêmio Multishow 2019 e abriu as portas para Felipe esperar por um 2020 ainda melhor. Nesta sexta-feira, o cantor lançou o clipe de “Mentira” , parte de seu mais novo DVD, “Felipe Araújo in Brasília - Ao Vivo”. A faixa integra o primeiro volume da gravação, já disponível em todas as plataformas digitais.

“Brasília sempre me recebeu com muito carinho. É uma cidade onde tenho muitos fãs, além de uma ligação muito legal porque, como é pertinho de Goiânia (cidade onde o cantor nasceu), eu vou para lá desde que eu me conheço por gente”, conta, em entrevista dada ao Reverb por telefone, explicando por que escolheu gravar seu terceiro DVD na capital federal. O show foi gravado às margens do Lago Paranoá em parceria com o Na Praia, evento norteado por sustentabilidade e conservação do meio ambiente.

Felipe Araújo lança a primeira parte de seu DVD 'In Brasília' no Spotify / Foto: Daniel Rigon / Divulgação
Felipe Araújo lança a primeira parte de seu DVD 'In Brasília' no Spotify / Foto: Daniel Rigon / Divulgação

Irmão mais novo de Cristiano Araújo, que morreu vítima de um acidente de carro em 2015, o Felipe cresceu em uma família de músicos. Ele já é, pelo menos, a quarta geração da família que se envolve com a arte.

"Minha avó me contava que os pais dela tinham uma dupla sertaneja. Eles moravam no interior de Minas Gerais e saíam a cavalo para cantar nas festas de aniversário da região. Às vezes, eles iam até São Paulo só pelo prazer de cantar nas fazendas em volta e não recebiam nada por isso. Depois, voltavam para casa e faziam até um dia e meio de viagem", conta Felipe, sobre seus bisavós paternos. A própria avó do cantor tinha uma dupla sertaneja com um de seus irmãos, que é vivo até hoje, aos 96 anos.

"Ele não se lembra de muita coisa da vida cotidiana, mas lembra de todas as músicas que já compôs. São mais de 100", diz Felipe sobre o tio avô.

Embora tenha se consagrado no sertanejo, Felipe é também um fã de rock. O gosto vem da época do ensino fundamental. "Eu sempre gostei de rock até demais. Eu tinha uns 12 anos e a gente tocava no colégio, nos momentos culturais. Foi meu primeiro contato direto com a música, antes disso eu nunca tinha subido num palco ou ensaiado", lembra o vocalista. A primeira banda de rock da qual fez parte se chamava Pequininos, uma brincadeira com o nome de outro grupo. "Fazíamos parte de um projeto da Universidade Federal de Goiás e eles tinham uma banda que se chama Pequi, que nos dava aula. Aí viramos os Pequininos", conta Felipe, se divertindo com o trocadilho feito com o nome do fruto típico do cerrado brasileiro.

Um ano e meio depois ele formou outra banda com amigos. O nome? Ironia (fala-se "aironia", como em Iron Maiden). No repertório, Guns N' Roses, Queen e "todo tipo de rock", ele diz. "Eles (o Guns) fizeram um show em Brasília em 2016, mas não consegui ir porque já tinha um compromisso. Em um próximo, espero conseguir ir", torce Felipe. No set list, espera ouvir a clássica “Sweet Child O' Mine”. “Essa é o carro-chefe, né? Aquele riff da guitarra do Slash…”, empolga-se.

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