Fã idosa que dançou com Bruce Springsteen no palco três vezes morre aos 95 anos
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Fã idosa que dançou com Bruce Springsteen no palco três vezes morre aos 95 anos

Imagine ir a 300 shows de seu cantor preferido e ainda dançar três vezes com ele no palco? Pois Jeanne Heintz realizou esse sonho em vida com seu ídolo Bruce Springsteen. Foram mais de três décadas acompanhando suas turnês e a superfã, que morreu na sexta-feira (28/2) aos 95 anos, ainda esperava dançar com The Boss mais uma vez."Ela queria uma quarta dança com ele", diz Jackie Heintz ao "Star Tribune", sobre sua mãe, que chegou a ser amiga dos membros da E Street Band.

Jeanne já tinha mais de 60 primaveras quando foi ao primeiro show de Bruce, em 1988, no antigo Met Center, em Bloomington, dez anos depois de se apaixonar à primeira audição pelo álbum "Darkness on the Edge of Town". "Meu pai gritava comigo, pensando que era eu quem tocava a música. Eu dizia: 'Não, pai, não sou eu. É a mãe'. E lá estava ela dançando e cantando", lembra Jackie em entrevista ao "Twin Cities".

Jeanne Heintz com seu ídolo no Xcel Energy Center em 2016. Foto: Reprodução
Jeanne Heintz com seu ídolo no Xcel Energy Center em 2016. Foto: Reprodução

Jackie diz que prometeu à mãe, depois da separação de Bruce Springsteen da E Street em 1989, que se eles voltassem a se reunir, a acompanharia a todos os shows que ela quisesse. Foi a deixa para a maratona em 1999, quando seguiram a turnê pelos Estados Unidos, quase sempre sentadas na segunda fila e indo aos bastidores. "Além da família e dos netos, sua segunda vida era viajar pelo país indo aos shows de Bruce Springsteen", diz Jackie, a caçula dos quatro filhos de Jeanne.

Esses foram os primeiros dos mais de 300 shows de Springsteen que Jeanne assistiu. O relacionamento de décadas com a banda começou quando o saxofonista Clarence Clemons (1942-2011) notou sua presença constante na plateia. Quando ele morreu, em 2011, mãe e filha foram convidadas para seu funeral na Flórida. Foi quando o guitarrista Steven Van Zandt se aproximou e acabou se tornando amigo da família.

Jeanne subiu ao palco pela primeira vez em um show em Des Moines, Iowa, em 2009. Na ocasião, ela fez um cartaz com a frase “Bruce, I drove all night to dance with you” (“Bruce, eu dirigi a noite inteira pra dançar com você”, frase que remetia a um verso da canção “Drive All Night” (“I swear I’ll drive all night just to buy you some shoes”). O cantor não resistiu ao apelo, claro.

Em 2012, Springsteen encontrou a superfã no Xcel Energy Center, em Minnesota, para uma segunda dança. O mesmo local foi palco para a última e mais memorável dança em 2016. Aos 91 anos, ela tirou a jaqueta e conduziu o ídolo dançando polca, para delírio da multidão. Quando perguntaram de onde ela tinha tirado forças para assistir a um concerto de três horas, respondeu: "Eu poderia fazer qualquer coisa com Springsteen. Poderia ter durado para sempre."

Jeanne também conheceu a mãe de Springsteen, Adele, num show no Madison Square Garden, em 2000. Adele, que tem a mesma doença que acometeu Jeanne, o mal de Alzheimer, escreveu "love, Bruce’s mom" (algo como "com amor, a mãe do Bruce", em tradução livre) em seu ingresso e achou tocante alguém de sua idade ser uma superfã de seu filho.

Jeanne estava hospitalizada desde 16 de fevereiro no hospital St. Joseph's, onde Jackie a visitava frequentemente para fazê-la ouvir a E Street Radio, rádio com músicas, entrevistas e histórias do cantor e sua banda. Mesmo doente, ela acompanhava atenta à programação. O velório está marcado para o dia 9 de março no Mueller Memorial, em St. Paul, e a família disse que todos são convidados a usar camisas de Springsteen.

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