‘Foda Que Ela É Linda’: 3030 fala da carreira e conta que hit surgiu por amigo que ‘enchia o saco’
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‘Foda Que Ela É Linda’: 3030 fala da carreira e conta que hit surgiu por amigo que ‘enchia o saco’

Por Bárbara Araújo e Verônica Raner

O maior sucesso do 3030 nasceu da insistência de um amigo. Bruno Chelles, um dos três integrantes do grupo carioca, morava com o rapper Tifli CamCam na Ladeira dos Tabajaras, comunidade em Copacabana, no Rio de Janeiro. “Ele chegou com essa frase, ‘F*oda Que Ela É Linda' e falou ‘vamos fazer uma música?’”, relembra Chelles. “Ele me enchia o saco todo dia para fazer, até que, um dia, ele pegou o violão e fez assim: ‘Toma, ‘F*da Que Ela É Linda’”, conta, em entrevista ao Reverb (veja abaixo, na íntegra) movimentando os braços como se entregasse o violão para alguém de forma incisiva. Puxando o tom em lá maior, Bruno começou a cantarolar os primeiros versos do que se tornaria a música, que hoje tem mais de 33 milhões de reproduções no Spotify.

A anedota diz muito sobre a história do 3030, grupo de rap formado por três amigos — Bruno, Rod e Luan (LK) — que queriam fazer música de forma leve, positiva e despretensiosa. Desde 2008 na estrada, eles são um dos pioneiros do que é chamado hoje de rap acústico. Apesar de ter pavimentado sua estrutura no Rio de Janeiro, o grupo começou mesmo no município de Arraial d'Ajuda, na Bahia, onde os três passavam temporadas.

“Desde o início a ideia do 3030 era fazer um som diferente. Quando eu cheguei (no grupo), eu entrei porque eu tocava violão”, diz Bruno. LK explica: “O Bruno não é do rap, a gente trouxe ele para o rap com essa vontade de trazer um ‘elemento estranho’, mas que a gente achasse que fosse a nossa cara. A gente quis fazer essa sonoridade brasileira, mas foi quase que um acaso do destino porque, quando ele entrou, foi natural.”

A sonoridade do grupo mistura um pouco de tudo, da MPB ao jazz, mas o principal foco do 3030 não é exatamente sobre isso. “Nosso objetivo mais importante, que eu acho que foi o que levou nós três para a música, é mexer no coração das pessoas e trazer alguma coisa realmente positiva. A gente já ouviu histórias de várias pessoas que conseguiram mudar suas vidas a partir de músicas nossas, ou deixaram de se matar, ou deixar de usar drogas”, diz Rod. Ele lembra de um que parou de usar drogas incentivado por ouvir “Mundo de Ilusões”, do álbum “Quinta Dimensão”.

"(A música) Mexeu com ele de uma forma tão grande que deu a força que o cara precisava para ele parar de usar drogas, que era um problema na vida dele", conta.

Assista à entrevista completa do 3030 ao Reverb:

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