Fotógrafos dão dicas para clicar shows com o celular
Entretenimento

Fotógrafos dão dicas para clicar shows com o celular

Você pode até não saber muito de fotografia, mas com certeza já tentou registrar imagens bonitas dos shows de seus artistas preferidos para guardar de recordação. Por isso, já deve ter percebido que fatores como iluminação, distância do palco e qualidade da câmera tornam a missão muito mais difícil, ainda mais quando se usa o celular (afinal, quase nunca é possível entrar com câmeras mais robustas).

Para te ajudar a melhorar a qualidade desses registros, o Reverb perguntou a Bléia Campos, Helena Yoshioka, Marcelo Paixão e Diego Padilha, do coletivo I Hate Flash, com larga experiência em coberturas de festivais como o Rock In Rio, e a Filipa Aurélio, uma das fundadoras do projeto We Are Not With The Band, de empoderamento de mulheres na música, o que é preciso para conseguir cliques bons e memoráveis de shows. As fotos profissionais deles estampam esta matéria.

ESCOLHA UM BOM ÂNGULO

A distância do palco limita bastante a possibilidade de ângulos, mas não fique triste se acabar ficando longe dele: fotos abertas permitem guardar uma visão mais homogênea da banda, do palco e da iluminação.

Para Helena Yoshioka, “ângulo é um dos desafios criativos”. Então vale experimentar, mas sempre garantir o básico - fotos abertas, mostrando o todo, que podem ser frontais ou diagonais - para depois procurar novas perspectivas.

Para quem é baixinho, a Bléia Campos dá a dica: “Vale subir na grade ou ficar em um local um pouco mais alto”. Mas é como Filipa Aurélio lembra: “O lance é se adaptar ao espaço, à luz e às possibilidade de ângulos, além de se movimentar o máximo possível se quiser cliques diferentes”.

Diego Padilha/Divulgação
Diego Padilha/Divulgação

NÃO FOQUE SÓ NO VOCALISTA

Quando estiver fotografando bandas, olhe para todos os integrantes. Filipa, Bléia, Marcelo, Diego e Helena lembram que é fundamental não focar apenas no vocalista - alô, baterista! -, e prestar atenção nos movimentos da banda, na interação com o público e em todo o conjunto visual do show. Às vezes, os melhores cliques estão nos detalhes.

Filipa Aurelio/Divulgação
Filipa Aurelio/Divulgação

ATENÇÃO À ILUMINAÇÃO

Por melhores que sejam, câmeras de celular tendem a entregar piores resultados em ambientes com pouca luz. Para lidar com isso, Leo Neves, fotógrafo e coordenador do I Hate Flash, dá uma sugestão: “Espere os momentos de maior iluminação, como naquelas explosões de luz no clímax das músicas”. Além de melhorar a imagem, esses são os momentos em que “o artista tende a estar mais expressivo”.

“Nossas câmeras, assim como nossos olhos, têm limitações para perceber detalhes em certas frequências de cor”, explica. O segredo é escolher a iluminação mais adequada. “É possível conseguir maiores detalhes em tons de verde, detalhes moderados em tons de azul, e um pouco menos de detalhes em tons vermelhos”.

Bléia Campos/Divulgação
Bléia Campos/Divulgação

EDIÇÃO

Como a qualidade de câmeras de celular não costuma ser alta, é muito importante que o clique seja o mais certeiro possível, para evitar muitos retoques na hora da edição (veja dicas de aplicativos abaixo).

Mas, claro, sempre dá para melhorar uma foto. Marcelo Paixão indica “equilibrar as luzes para que a imagem fique mais homogênea”. Como a iluminação costuma variar bastante em shows, normalmente é necessário ajustar a exposição - configuração de iluminação presente em aplicativos - e “dar vida às cores” - mexendo na saturação -, mas sem exagerar.

No geral, a edição é um aspecto particular de cada fotógrafo. Diego Padilha gosta de fotos mais contrastadas e vibrantes; Filipa acha que o preto e branco “dá uma carga mais documental e mais intimista”; Bléia prefere deixar a foto fiel ao que testemunhou ao vivo e Helena busca equalizar as variações de luz, contraste e cor do palco. Você pode, e deve, encontrar a sua estética.

Helena Yoshioka/Divulgação
Helena Yoshioka/Divulgação

APLICATIVOS

Para a edição, os aplicativos queridinhos dos fotógrafos são o Snapseed, VSCO e Huji ou Kamon. Os dois primeiros oferecem diversas opções de configurações e filtros, possibilitando ajustes mais específicos como de luz, contraste e saturação. Já o Huji e o Kamon são aplicativos que simulam fotos analógicas e dão um ar mais intimista aos registros. Experimente!

Marcelo Paixão/Divulgação
Marcelo Paixão/Divulgação

NÃO ESQUEÇA DE CURTIR

Shows são experiências coletivas, momentos mágicos que despertam inúmeras sensações. Ao registrá-los, lembre-se que você não está sozinho, e tente não atrapalhar quem está ao seu redor. E não se esqueça: registre os momentos mais especiais e aproveite todo o resto com a melhor lente já inventada: os seus olhos.

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest