Freddie Mercury: foto do Live Aid postada por Brian May joga luz sobre relação com sua terra natal, Zanzibar
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Freddie Mercury: foto do Live Aid postada por Brian May joga luz sobre relação com sua terra natal, Zanzibar

Os fãs são os melhores "detetives" para se descobrir detalhes imperceptíveis nas carreiras de seus ídolos. Mas, dessa vez, a "descoberta" veio de um companheiro de palco. Ainda no rastro das comemorações dos 34 anos do concerto do Queen no Live Aid, Brian May publicou em seu Instagram uma foto. Nela, chama a atenção para um detalhe curioso na posição de Freddie Mercury.

Durante a marcante apresentação, recriada quase à perfeição por Rami Malek (que venceu o Oscar por sua interpretação de Freddie Mercury) no filme "Bohemian Rapsody", foram feitas um incontável número de fotos. May publicou uma delas destacando a posição do vocalista na imagem: "Aqui estão Freddie e Deacy (o baixista John Deacon) no palco há exatos 34 anos. Alguém reparou que a mão de Freddie está cobrindo o local exato onde fica Zanzibar, lugar onde nasceu, no mapa do cenário?", escreveu o guitarrista.

Realmente é possível perceber que o microfone e a mão do vocalista foram flagrados em cima da região onde fica a Tanzânia, país ao qual é ligada Zanzibar. Destino turístico para quem ama lugares paradisíacos, a ilha é mais conhecida no Brasil por uma música do que por seu ilustre filho. Afinal, quem nunca ouviu A Cor do Som cantar os versos de Fausto Nilo e Armandinho em "Zanzibar"?: "Aliás, bazar da coisa azul, meu only you/É muito mais que o azul de Zanzibar/Paracuru, o azul da estrela, o azul da estrela".

Na foto, é possível ver que Freddie Mercury segura o microfone bem em cima da parte do mapa onde fica Zanzibar, sua terra natal
Na foto, é possível ver que Freddie Mercury segura o microfone bem em cima da parte do mapa onde fica Zanzibar, sua terra natal

Vale lembrar que Freddie Mercury era o nome artístico de Farrokh Bulsara, que nasceu em 5 de setembro de 1946, em Stone Town, Zanzibar. Na época, a ilha era uma das colônias britânicas, o que explica a presença de seus pais ali: Bomi e Jer Bulsara eram da etnia pársi, persas de religião zoroastrista que haviam migrado para a Índia, que entre 1858 e 1947 esteve sob jugo britânico. O sobrenome Bulsara vem de Bulsar, cidade na costa ocidental indiana (também conhecida pelo nome Valsad).

A família morou em Stone Town, zona afluente perto do centro histórico. Hoje é possível fazer um tour por lugares da infância de Freddie Mercury. Ele estudou com freiras anglicanas até os 8 anos, e teve pouco contato com os preceitos religiosos muçulmanos, seguidos pela maioria da população da ilha (que desde 2004 tem leis homofóbicas). Foi para a Índia e ainda voltou a Zanzibar em 1963, quando a ilha se livrou do domínio britânico. No entanto, no ano seguinte, uma revolução derrubou a elite árabe. Mais de 17 mil pessoas morrreram, e a família Bulsara fugiu para Londres.

Brian May visitou Zanzibar em junho e, emocionado, chegou a questionar: "Será que fizemos justiça ao nosso amigo com o recente filme que 'apadrinhamos'?".

O Queen roda os Estados Unidos até agosto com a turnê de Rhapsody - que já tem datas para o início de 2020 na Coreia, Japão, Nova Zelândia e Austrália. May não cansa de afirmar que Adam Lambert, que assumiu os vocais em 2012, é a razão da sobrevivência da banda. "Ele é um fenômeno que só agora começa a ser reconhecido pelo grande público. Foi abençoado com uma voz entre bilhões, é um apaixonado e perfeccionista", elogia.

Casa de Freddie em Zanzibar está no circuito turístico/ Getty/ Mahmut Alakurs
Casa de Freddie em Zanzibar está no circuito turístico/ Getty/ Mahmut Alakurs

Brian May visitou Zanzibar em junho e, emocionado, chegou a questionar: "Será que fizemos justiça ao nosso amigo com o recente filme que 'apadrinhamos'?".

O Queen roda os Estados Unidos até agosto com a turnê de Rhapsody - que já tem datas para o início de 2020 na Coreia, Japão, Nova Zelândia e Austrália. May não cansa de afirmar que Adam Lambert, que assumiu os vocais em 2012, é a razão da sobrevivência da banda. "Ele é um fenômeno que só agora começa a ser reconhecido pelo grande público. Foi abençoado com uma voz entre bilhões, é um apaixonado e perfeccionista", elogia.

Brian May continua: " Adam é um presente para nós, é a razão de ainda funcionarmos como uma banda de rock. É muito bom quando você está em turnê e se sente em família. Tenho certeza que Freddie aprovaria"

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