Freddie Mercury: revelações do podcast 'Finding Freddie', sobre a carreira solo do cantor
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Freddie Mercury: revelações do podcast 'Finding Freddie', sobre a carreira solo do cantor

Uma série de podcasts sobre Freddie Mercury foi lançada no canal oficial do YouTube Freddie Mercury Solo. 'Finding Freddie' reúne alguns amigos que conviveram e também trabalharam com ele em seus projetos solo. De forma natural e sem preocupação cronológica ou didática, eles contam histórias divertidas e curiosas sobre o cantor.

O primeiro episódio que foi ao ar há um mês é intitulado "Freddie By His Friends", onde amigos como o diretor de vídeo David Mallet, o compositor e maestro Mike Moran, o fotógrafo Richard Young, o dançarino Wayne Sleep, o letrista Tim Rice e o jornalista David Wigg comentam sobre o senso de humor de Freddie, seu dia a dia, manias, histórias de bastidores e muito mais. Até agora foram disponibilizados sete vídeos.

Depois do sucesso do filme "Bohemian Rhapsody", a sede dos fãs do vocalista do Queen parece interminável. Mas 'Finding Freddie' tem sido um alento. A série de podcasts sobre Freddie Mercury foi lançada no canal oficial do YouTube Freddie Mercury Solo, em março, e reúne amigos que conviveram e também trabalharam com ele em seus projetos individuais. De forma natural e sem preocupação cronológica ou didática, eles contam histórias divertidas e curiosas sobre o cantor.

O primeiro episódio que foi ao ar há um mês é intitulado "Freddie By His Friends", onde amigos como o diretor de vídeo David Mallet, o compositor e maestro Mike Moran, o fotógrafo Richard Young, o dançarino Wayne Sleep, o letrista Tim Rice e o jornalista David Wigg comentam sobre o senso de humor de Freddie, seu dia a dia, manias, histórias de bastidores e muito mais. Até agora foram disponibilizados sete vídeos.

"Freddie era tão famoso que deve ter sido muito difícil para ele entender o que as pessoas realmente queriam dele. Eu acho que, no final, ele estava realmente muito feliz porque sabia que as poucas pessoas perto dele estavam próximas porque o amavam", avalia Tim. "Com tantos novos fãs por aí, é como se ele tivesse um renascimento. Para mim, ainda há muito a aprender sobre Freddie Mercury", observa Wayne. Nos episódios seguintes, temáticos, eles voltam para contar mais detalhes sobre essa convivência. Veja cinco momentos sobre a carreira solo de Freddie sob a ótica de seus amigos:

"Freddie era tão famoso que deve ter sido muito difícil para ele entender o que as pessoas realmente queriam dele. Eu acho que, no final, ele estava realmente muito feliz porque sabia que as poucas pessoas perto dele estavam próximas porque o amavam", avalia Tim. "Com tantos novos fãs por aí, é como se ele tivesse um renascimento. Para mim, ainda há muito a aprender sobre Freddie Mercury", observa Wayne. Nos episódios seguintes, temáticos, eles voltam para contar mais detalhes sobre essa convivência. Selecionamos cinco momentos sobre a carreira solo de Freddie, contados sob a ótica de seus amigos:

'Brasil é nossa casa'

O jornalista David Wigg conta detalhes de várias entrevistas que fez com Freddie. Em uma das primeiras, passou por uma das maiores paranoias de qualquer repórter diante de seu entrevistado: as pilhas do gravador acabarem (ou a bateria do celular descarregar nos dias atuais). "Freddie foi maravilhoso, pediu para o gerente do hotel providenciar pilhas novas. Não conheço muitos artistas que ficariam confortáveis nessa situação. Em outro momento, ele queria dar uma longa entrevista e me chamou. A certa altura, o combinado era ele mandar 'alôs' para alguns países países em que faria shows. No quarto, ele já estava sem paciência", diverte-se o jornalista. Mas Freddie foi bem carinhoso quando perguntado se tinha alguma mensagem para os fãs brasileiros: "Nós já estivemos no Brasil duas vezes, Brasil é como nossa casa". "Você tem uma mensagem para o público do México?", continuou David. "Não", respondeu o cantor, meio que rindo. "Você não podia dizer a Freddie o que ele deveria fazer", lembra o jornalista.

'Brasil é nossa casa'

O jornalista David Wigg conta detalhes de várias entrevistas que fez com Freddie. Em uma das primeiras, passou por uma das maiores paranoias de qualquer repórter diante de seu entrevistado: as pilhas do gravador acabarem (ou a bateria do celular descarregar nos dias atuais). "Freddie foi maravilhoso, pediu para o gerente do hotel providenciar pilhas novas. Não conheço muitos artistas que ficariam confortáveis nessa situação. Em outro momento, ele queria dar uma longa entrevista e me chamou. A certa altura, o combinado era ele mandar 'alôs' para alguns países países em que faria shows. No quarto, ele já estava sem paciência", diverte-se o jornalista. Mas Freddie foi bem carinhoso quando perguntado se tinha alguma mensagem para os fãs brasileiros: "Nós já estivemos no Brasil duas vezes, Brasil é como nossa casa". "Você tem uma mensagem para o público do México?", continuou David. "Não", respondeu o cantor, meio que rindo. "Você não podia dizer a Freddie o que ele deveria fazer", lembra o jornalista.

Direção quente

O diretor David Mallet conta que o segredo para dirigir Freddie nos videoclipes era justamente não dirigi-lo e sim "apontá-lo na direção que você queria e ele fazia o resto sozinho". Segundo o diretor, "I Was Born To Love You" provavelmente foi o mais difícil de se fazer - e que quase resulta em um grave incidente. "Lembro que Freddie estava diante daqueles espelhos e eu queria que ele tivesse uma auréola. Então, colocamos uma iluminação enorme acima da cabeça dele e depois de meia hora, começou a sair fumaça do cabelo. Lembro que gritei 'Fred, saia daí antes que pegue fogo!'", lembra o diretor. David também conta mais um detalhe das filmagens, esse acontecido por um acaso. "O alto-falante estava perto de um dos espelhos e o som do baixo que começou a sacudi-lo. Olhei pela câmera e pensei: 'Deus, isso parece bom!'. Então, colocamos uma pessoa atrás de cada espelho, chutando-o no ritmo da batida. Felizmente, não quebramos nenhum deles", conta.

No set: 'Fred, saia daí antes que pegue fogo!'

O diretor David Mallet conta que o segredo para dirigir Freddie nos videoclipes era justamente não dirigi-lo e sim "apontá-lo na direção que você queria e ele fazia o resto sozinho". Segundo o diretor, "I Was Born To Love You" provavelmente foi o mais difícil de se fazer — e que quase resulta em um grave incidente. "Lembro que Freddie estava diante daqueles espelhos e eu queria que ele tivesse uma auréola. Então, colocamos uma iluminação enorme acima da cabeça dele e depois de meia hora, começou a sair fumaça do cabelo. Lembro que gritei 'Fred, sai daí antes que pegue fogo!'", lembra o diretor. David também conta mais um detalhe das filmagens, esse acontecido por um acaso. "O alto-falante estava perto de um dos espelhos e o som do baixo que começou a sacudi-lo. Olhei pela câmera e pensei: 'Deus, isso parece bom!'. Então, colocamos uma pessoa atrás de cada espelho, chutando-o no ritmo da batida. Felizmente, não quebramos nenhum deles", conta.

Medo de Montserrat

Quatro episódios do podcast são dedicados ao álbum "Barcelona", que começou a ser gravado em 1987 e lançado no ano seguinte. O projeto teve a soprano Montserrat Caballé em quase todas as faixas do álbum. O compositor e maestro Mike Moran conta que o encontro quase não acontece por um certo temor de Freddie Mercury. "Fred me ligou dizendo: 'Recebi um telefonema da produção e eles querem que eu conheça Montserrat e, portanto, vamos ao Ritz em Barcelona'. Fred estava empolgado porque ela era um ídolo absoluto para ele. Mas, por outro lado, disse: 'Podemos não seguir em frente porque, pessoalmente, não sei como ela é", conta Mike. O compositor lembra que eles se prepararam para aliviar a situação caso acontecesse algum desastre. "Claro que eles se deram muito bem, pareciam velhos amigos depois de 10 minutos de conversa. Depois, ela perguntou se Fred poderia escrever algo para eles cantarem juntos", revela. Então, o vocalista do Queen e Mike foram para o estúdio e criaram "Barcelona".

Medo de Montserrat Caballé

Quatro episódios do podcast são dedicados ao álbum "Barcelona", que começou a ser gravado em 1987 e lançado no ano seguinte. O projeto teve a soprano Montserrat Caballé em quase todas as faixas do álbum. O compositor e maestro Mike Moran conta que o encontro quase não acontece por um certo temor de Freddie Mercury. "Fred me ligou dizendo: 'Recebi um telefonema da produção e eles querem que eu conheça Montserrat e, portanto, vamos ao Ritz em Barcelona'. Ele estava empolgado porque ela era um ídolo absoluto para ele. Mas, por outro lado, disse: 'Podemos não seguir em frente porque, pessoalmente, não sei como ela é", conta Mike. O compositor lembra que eles se prepararam para aliviar a situação caso acontecesse algum desastre. "Claro que eles se deram muito bem, pareciam velhos amigos depois de 10 minutos de conversa. Depois, ela perguntou se Freddie poderia escrever algo para eles cantarem juntos", revela. Então, o vocalista do Queen e Mike foram para o estúdio e criaram "Barcelona".

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