'Game of Thrones': o significado por trás da música de Cersei na queda da Fortaleza Vermelha
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'Game of Thrones': o significado por trás da música de Cersei na queda da Fortaleza Vermelha

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ESTA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS DA OITAVA TEMPORADA DE 'GAME OF THRONES'

Na lista de 20 músicas mais icônicas de todas as temporadas de "Game of Thrones", "Light of Seven" foi eleita como a principal faixa instrumental da série. A melodia composta por Ramin Djawadi ficou marcada por ser apresentada no episódio em que Cersei (Lena Headey) queima o Grande Septo de Baelor com fogovivo, líquido altamente inflamável, ao fim da sexta temporada. Anos — e muitas mortes — depois, poucos perceberam, mas a faixa retornou, reformulada, à série.

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Para o penúltimo capítulo da oitava temporada, os produtores de "Game of Thrones", David Benioff e D.B. Weiss escolheram usar partes de "Light of the Seven" novamente, de forma mais cadenciada e lenta. Ela toca mais uma vez para ilustrar tensões que envolvem a personagem Cersei, que vê a capital de Westeros ruir nas mãos de Daenerys (Emilia Clarke).

A música ainda se mistura a outra velha conhecida dos fãs de "GoT", "The Rains of Castamere". A faixa aparece pela primeira vez no primeiro episódio da segunda temporada, quando Tyrion assobia a melodia. Depois, ela volta em outros momentos da série — como durante o Casamento Vermelho — e também ganhou uma versão gravada pelo The National. No penúltimo episódio da oitava temporada, "The Rains" se mistura a "Light of the Seven" quando Jamie e Cersei ficam encurralados na fuga.

A trilha sonora de Ramin Djawadi guia o espectador por todo o episódio. Quando Dany sobrevoa Porto Real com Drogon, seu último dragão vivo, cuspindo fogo sobre soldados e inocentes, Cersei observa a destruição em sua varanda na Fortaleza Vermelha com o som da melodia ao fundo. Mesmo quando Qyburn, sua Mão, aparece para avisá-la que todas as armas construídas para matar o animal haviam sido destruídas, Cersei se mantém irredutível: "A Fortaleza Vermelha nunca caiu. Ela não cairá hoje", diz. 

É exatamente aí que o espectador consegue ouvir a melodia familiar de "Light of the Seven". Com a sequência de notas soturnas do violoncelo, a história se repete: uma rainha sanguinária e vingativa, que não mede esforços para ganhar poder, destrói tudo o que estiver atrapalhando seu objetivo. Se na sexta temporada Cersei estava no lado "vencedor", desta vez, a herdeira dos Lannister se apresenta como o elo mais fraco do enredo. Daenerys, a Mãe dos Dragões, mergulhada no desejo de poder a qualquer custo e possuída por um espírito de revanche pessoal, coloca fogo em toda cidade para conquistar o trono de ferro. 

Cena do último episódio da 6ª temporada, quando o Grande Septo de Baelor explode com Fogovivo/Reprodução
Cena do último episódio da 6ª temporada, quando o Grande Septo de Baelor explode com Fogovivo/Reprodução

Apesar das mudanças sutis na música, os elementos-chaves que a compõem foram mantidos. A tensão das cordas, o andamento rítmico e toda sua construção ainda passam a sensação de que algo ruim vai acontecer. A ideia era de que o espectador, quando ouvisse a faixa, percebesse que, assim como na sexta temporada, o pior estava por vir.  Daenerys, como Cersei antes dela, não poupou esforços para assegurar que sua vontade fosse cumprida — mesmo que isso envolvesse a morte de inocentes. 

Enquanto o episódio deixou boa parte dos fãs estarrecida, muito por conta da reviravolta da personagem Targaryen, em algum ponto podemos todos concordar: Ramin Djawadi e sua trilha sonora cumpriram, mais uma vez, seu papel.  

Cersei e Daenerys pareciam tão diferentes, mas, ao fim, mostram-se igualmente tirânicas / Foto: Divulgação
Cersei e Daenerys pareciam tão diferentes, mas, ao fim, mostram-se igualmente tirânicas / Foto: Divulgação

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