George Michael é homenageado em biografia escrita por seu parceiro no duo Wham!
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George Michael é homenageado em biografia escrita por seu parceiro no duo Wham!

Em 1980, George Michael (1963-2016) e Andrew Ridgeley criaram o Wham!, um duo de pop britânico que viria a se tornar um dos maiores nomes do gênero daquela década. Ficaram na ativa durante seis anos e venderam milhões de discos no mundo inteiro, mas decidiram se separar para seguir carreiras solo. Enquanto George alavancava seu status de ídolo pop, Andrew preferiu se afastar da vida de celebridade. Ele virou surfista, passou a se interessar por causas ambientais e hoje vive em uma fazenda no interior da Inglaterra.

Aos 56 anos, Andrew estreia como escritor na autobiografia "Wham!: George Michael and Me". Na obra, ele fala sobre a amizade com George, que teve início na época de escola, quando tinham entre 12 e 13 anos, e dos anos de sucesso da dupla. A história ganha ainda mais tons nostálgicos por conta de uma seleção de fotografias raras que foram incluídas no livro.

Em "Wham!: George Michael and Me", Andrew conta que o parceiro de duo, quando adolescente, era esquisito, usava óculos, e tinha um sobrenome grego (Georgios Kyriacos Panayiotou) difícil de pronunciar. Todas estas características foram deixadas para trás, e sequer fazem sentido para muitos fãs de George que o pintam como um símbolo sexual e gay fundamental dos anos 1980.

No livro, Andrew explica que, no começo, a amizade entre os dois não dava nenhum sinal de ir para frente. Eles eram muito diferentes, mas a paixão pela música acabou por juntá-los. Compartilhavam a mesma admiração pelo Queen, Elton John e David Bowie. E assim a parceria musical dos dois teve início.

Capa de 'Wham!: George Michael and Me'/Divulgação
Capa de 'Wham!: George Michael and Me'/Divulgação

Antes de fundar o Wham!, Andrew e George tocaram numa banda chamada The Executive. O projeto não foi para a frente, e o fracasso fez com que os dois criassem o Wham!, que logo estourou com a faixa "Wham! Rap". Em questão de tempo, a dupla alcançou um enorme sucesso, começou a tocar em grandes estádios (no primeiro show em Wembley, George não havia completado 23 anos), aparecer em programas de TV, conceder entrevistas no rádio e a viajar para países estrangeiros, como a China.

Outro ponto que Andrew aborda na autobiografia é a sexualidade de George, que por muito tempo permaneceu desconhecida pelo público. Ele afirma que sabia que o amigo era gay há pelo menos 15 anos antes da notícia oficial ser confirmada. "Lembro que fiquei um pouco surpreso com a informação", contou Andrew. George decidiu falar com o amigo durante as gravações de "Club Tropicana".

Em entrevista para a rádio "Smooth", Andrew contou porque decidiu lançar o livro somente agora: "Queria homenagear George e apresentar uma parte da vida dele que muitos jovens da nova geração não sabiam que existia".

"Seu legado não podia ser definido pela sua morte. Minha ideia é mudar a perspectiva e mostrar ao mundo que ele era um cara muito vivo e cheio de energia", declarou ele.

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