Grammy 2019: Michelle Obama, BTS e uma noite de primeiras vezes para o rap; o que rolou?
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Grammy 2019: Michelle Obama, BTS e uma noite de primeiras vezes para o rap; o que rolou?

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Em uma noite de discursos inspiradores e performances empolgantes, o Grammy reuniu os melhores do mundo da música no Staples Center, em Los Angeles, na noite do último domingo. O evento foi apresentado por Alicia Keys e espalhou surpresas para todos os lados. Uma delas, foi a aparição da ex-primeira dama dos EUA Michelle Obama

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Destacamos os melhores momentos da festa. Confira:

CELEBRAÇÃO DA MÚSICA LATINA

A 61ª edição dos Grammys começou com sangue latino. Logo nos primeiros momentos da premiação, Camila Cabello subiu ao palco do Staples Center para apresentar seu hit "Havana" ao lado de Young Thug. Em seguida, J Balvin, Ricky Martin e Arturo Sandoval se juntaram à ex-Fifth Harmony para cantar "Mi Gente", música de Balvin com Beyoncé. O momento foi uma celebração da música latina e um recado instantâneo dos Grammys às políticas anti-imigratórias do governo Trump. 

UMA MULHER CHAMADA MICHELLE OBAMA

A ex-primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama fez uma aparição surpresa logo no começo da premiação. Ladeada por Alicia Keys, Jennifer Lopez, Jada Pinkett-Smith e Lady Gaga, ela fez um breve discurso sobre o poder da música e empoderamento feminino. 

“Tanto faz se nós gostamos de country, rap ou rock, a música nos ajuda a dividir nossa dignidade e tristeza, nossas esperanças e alegrias. Nos permite ouvir uns aos outros, nos permite convidar outras pessoas para dentro de nossas vidas”, afirmou. 

É maravilhosa que chama.

A PARTICIPAÇÃO DO BTS

A banda de k-pop BTS também marcou a história dos Grammy ao se tornar o primeiro grupo sul-coreano a apresentar uma categoria na festa. Foram eles que entregaram o troféu para H.E.R., que venceu como melhor álbum de R&B. O grupo concorria na categoria melhor visual de álbum, que premia os designs das versões físicas de um trabalho, mas perdeu para St. Vincent. 

QUEM É KACEY MUSGRAVES?

Quando os indicados a álbum do ano foram revelados, parecia escolha fácil afirmar que "Scorpion", de Drake, a trilha sonora de "Pantera Negra", encabeçada por Kendrick Lamar, ou "By The Way, I Forgive You", de Brandi Carlile estavam entre os favoritos. Mas que levou foi Kacey Musgraves, cantora de pop-country pouco conhecida no Brasil.

"Golden Hour" já havia recebido o prêmio de melhor álbum country, então parecia que a justiça já havia sido feito ali. Porém, acabou que o disco levou a maior premiação da noite, deixando todos, inclusive a própria Kacey, em choque. "Era inacreditável simplesmente estar nessa categoria em meio a tantos álbuns incríveis, obras de arte reais. Que loucura!", disse ao subir ao palco do Staples Center. 

Kacey Musgraves tem 30 anos e "Golden Hour" é seu quarto trabalho de estúdio. A cantora, nascida no Texas e criada em Nashville, lançou seu primeiro single em 2012, mas foi com "Golden..." que mostrou seu trabalho mais ousado, ao inserir pegadas do pop no tradicional gênero norte-americano. 

CADÊ ARIANA GRANDE?

Na quinta-feira, Ariana Grande usou o Twitter para explicar por que não iria ao Grammy. Um dia antes de lançar o álbum "Thank U, Next", a cantora publicou parte de uma entrevista dada por Ken Ehrlich, produtor do evento, que afirmava que Ariana não se apresentaria por achar que ela não teria tempo de preparar uma boa performance. 

A artista, que não é boba nem nada, rebateu: "Eu posso preparar uma apresentação da noite para o dia e você sabe disso, Ken. Mas foi quando a minha criatividade e minha auto-expressão foram sufocadas por vocês que eu decidi não comparecer". 

Segundo a "Variety", produtores do evento queriam ter a palavra final na seleção de músicas que Ariana tocaria. 

Mesmo sem comparecer, a cantora usou o Twitter para comentar a premiação. Ela elogiou Miley Cyrus e se mostrou bastante frustrada com a perda de Mac Miller na categoria melhor álbum de rap. O rapper, que morreu em setembro vítima de uma overdose acidental, era ex-namorado de Ariana.

O PIANO DUPLO DE ALICIA KEYS (QUE EMOCIONOU ELLA MAI)

Alicia Keys era a apresentadora da noite e, durante a cerimônia, mostrou o porquê de estar há tanto tempo no show business. A cantora aproveitou o papel de destaque e preparou um número que chamou de "Club Keys", em que apresentou músicas que ela gostaria de ter escrito. Usando dois pianos ao mesmo tempo, ela tocou "Killing Me Softly", de Roberta Flack, "Lucid Dreams", de Juice World, "Unforgettable", de Nat King Cole e "Use Somebody", do Kings of Leon. 

A cantora também mostrou a sua versão de "Boo'd Up", vencedora na categoria melhor canção de R&B, e deixou Ella Mai, intérprete original da música, com a expressão, emocionada mais fofa que você vai ver nesta temporada de prêmios. 

Para completar, Alicia emendou "In My Feelings", de Drake, e "Doo Wop (That Thing)", um clássico de Lauryn Hill do álbum "The Miseducation of Lauryn Hill" (que completou 20 anos no ano passado), antes de finalizar o momento com "Empire State of Mind", música que ela mesma escreveu. 

DUA LIPA E SEU PRIMEIRO GRAMMY

Para não deixar a cerimônia principal maior do que ela já é, uma espécie de celebração “pré-Grammy” entrega parte dos prêmios no mesmo dia, só que um pouco antes. Dua Lipa estava indicada em uma dessas categorias e, enquanto se arrumava, viu pela televisão a vitória de Electricity, faixa em parceria com Silk City, Diplo e Mark Ronson, levar o prêmio de melhor música disco. A felicidade da cantora — que mais tarde ainda venceria como artista revelação — é impagável. 

 A noite de Dua ainda foi coroada com uma apresentação ao lado de St. Vincent. As duas, inclusive, pareciam gêmeas. 

A cantora britânica de origem albanesa se junta a Adele e Amy Winehouse no seleto hall de "artistas britânicas que levaram mais de um Grammy em uma mesma noite". 

O NETO DA DIANA ROSS

O que dizer de Raif-Henok Emmanuel Kendrick, neto de 9 anos de Diana Ross? O garoto roubou a noite e encantou a todos ao falar sobre a avó antes da própria se apresentar em celebração aos seus 75 anos, que serão completados em março. Fofura pura!

AS PRIMEIRAS VEZES DO RAP

A festa da música do último domingo foi um evento de “primeiras vezes”. Além de Alicia Keys ter sido a primeira mulher a apresentar a premiação em 14 anos, o Grammy 2019 ficou marcado por dar pela primeira vez a uma mulher o prêmio na categoria melhor álbum de rap. Cardi B levou por “Invasion of Privacy”. Além disso, a vitória de “This Is America” como música do ano deu a Childish Gambino a honra de ter sido o primeiro rapper a levar na categoria.

Detalhe sobre Cardi B: a festa da rapper ficou ainda melhor quando ela chegou em casa: a pequena Kulture, sua filha com o rapper Offset, falou “mamãe” pela primeira vez. 

UM GRAMMY DIVIDIDO ENTRE ALICIA KEYS E JOHN MAYER

Alicia Keys e John Mayer compartilharam uma história curiosa com o público durante o Grammy. Alicia contou que, em 2005, ela esperava vencer na categoria música do ano por "If I Ain't Got You". Porém, ao anunciar o nome do vencedor, Stevie Wonder leu, em braille, "Daughters", de John Mayer, no papel que retirou do envelope. 

Surpreso, John concordou que o prêmio deveria ter ido para Alicia. "Ele quebrou o Grammy e escreveu 'If I Ain't Got You', com meu nome, e me deu", contou Alicia no último domingo. Nesse momento, John Mayer surgiu do backstage segurando a outra metade do troféu. Os dois juntaram as duas partes antes de anunciar "This Is America" como vencedora na categoria este ano.

DOLLY PARTON E MILEY CYRUS

Miley Cyrus se apresentou ao lado de sua madrinha, Dolly Parton. Juntas, as duas cantaram "Jolene", sucesso de Dolly, em uma linda performance que era, na verdade, uma homenagem à carreira da cantora e ainda contou com Katy Perry, Kacey Musgraves, Marren Morris e o grupo Little Big Town.

DRAKE, O CAMPEÃO NO VÁCUO

Ao levar na categoria melhor música de rap com "God's Plan", Drake teve seu discurso cortado no meio pela produção. Os organizadores do evento alegaram que a falha aconteceu após o rapper fazer uma "pausa natural" em sua fala, o que foi interpretado como término pelos produtores. Uma pena pois o cantor fazia um belo pronunciamento de incentivo a jovens artistas.  

Pelo menos teremos a oportunidade de ver o rapper ao vivo no dia 27 de setembro, no Rock in Rio. Contando os dias!

J-LO HOMENAGEIA A MOTOWN

Jennifer Lopez ficou responsável pelo tributo à gravadora Motown. A apresentação foi um medley de músicas incríveis, como "Dancing in the Street", de Martha and the Vandella, "Please Mr. Postman", de Marvelettes, e "Money (That's What I Want)", de Berry Gordy. J-Lo ainda convidou Smokey Robinson para cantar "My Girl", dos Temptations. Alicia Keys ainda se juntou à dupla para cantar "Papa Was a Rolling Stone", também dos Temptations, "War", de Edwin Starr, e "Square Biz", de Teena Marie. 

Desde que foi anunciada como a escolhida para a performance, J-Lo recebeu críticas nas redes sociais. Os questionamentos vinham no sentido de a pessoa responsável pela homenagem deveria ser alguém da black music.

E aqui vai uma lista de músicas só com os vencedores do Grammy 2019:                                                                                                     

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