Há 50 anos, os Carpenters entravam pela primeira vez na parada Billboard, com uma cover dos Beatles
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Há 50 anos, os Carpenters entravam pela primeira vez na parada Billboard, com uma cover dos Beatles

Em abril de 1969, os jovens irmãos Karen, 19 anos, e Richard, 23, assinavam seu primeiro contrato com uma gravadora (A&M Records). Menos de um ano depois, os Carpenters conseguiram entrar na tão almejada "Billboard Hot 100" com o cover "Ticket to Ride" dos Beatles, do álbum "Offering". O hit transformado em balada levou cinco semanas para atingir o número 54 justamente no Valentine's Day (14 de fevereiro de 1970). Essa foi a primeira de muitas vezes que a dupla frequentou a parada em seus 14 anos de carreira.

Pouco tempo depois dessa primeira incursão na "Billboard Hot 100" , os Carpenters voltaram com mais força com o single "(They Long to Be) Close to You". Sucesso imediato, ele ficou em primeiro lugar entre 25 de julho a 15 de agosto e se tornou a canção do verão da Billboard.

Em abril de 1969, os jovens irmãos Karen, 19 anos, e Richard, 23, assinavam seu primeiro contrato com uma gravadora (A&M Records). Menos de um ano depois, os Carpenters conseguiram entrar na tão almejada lista Billboard Hot 100 com uma cover de "Ticket To Ride", dos Beatles, que seria incluída no álbum "Offering". O hit transformado em balada levou cinco semanas para atingir o número 54, justamente no Valentine's Day, o Dia dos Namorados (que na maioria dos países, é comemorado em 14 de fevereiro) de 1970. Essa foi a primeira de muitas vezes em que a dupla frequentou a parada em seus 14 anos de carreira.

Pouco tempo depois dessa primeira incursão na Billboard Hot 100, os Carpenters voltaram com mais força com o single "(They Long to Be) Close to You", composição de Burt Bacharach que já havia sido registrada por grandes nomes. Sucesso imediato, ele ficou em primeiro lugar entre 25 de julho a 15 de agosto e se tornou a canção daquele verão nos Estados Unidos.

Curiosamente, depois do estouro do álbum "Close to You", a gravadora relançou "Offering" com uma nova capa e mudou o título para "Ticket To Ride", e ainda assim é o álbum menos conhecido e talvez o mais subestimado da dupla.

Na edição de fim de ano da Billboard em 1970, "Close to You" foi classificado como o segundo single do ano, logo atrás de "Bridge Over Troubled Water", de Simon & Garfunkel. Na mesma edição, a Billboard concedeu aos Carpenters um prêmio por liderar "uma tendência em direção às harmonias mais suaves e melódicas do rock que influenciaram, por sua vez, muitos outros grupos". Realmente a música da dupla parecia abrir portas para outros como Bread e Anne Murray.

Curiosamente, depois do estouro do álbum "Close to You", a gravadora relançou "Offering" com uma nova capa e mudou o título para "Ticket To Ride"; ainda assim, é o álbum menos conhecido e talvez o mais subestimado da dupla.

Na edição de fim de ano da Billboard em 1970, "Close to You" foi classificado como o segundo single do ano, logo atrás de "Bridge Over Troubled Water", de Simon & Garfunkel. Na mesma edição, a Billboard concedeu aos Carpenters um prêmio por liderar "uma tendência em direção às harmonias mais suaves e melódicas do rock que influenciaram, por sua vez, muitos outros grupos". Realmente a música da dupla parecia abrir portas para outros nomes do soft rock, como Bread e Anne Murray.

"Top of the World", do álbum "A Song For You" (1972), foi o segundo hit número 1 no Hot 100. Em janeiro de 1974, "The Singles 1969-1973" se tornou seu único álbum número 1 na Billboard 200. A coletânea foi um sucesso ainda maior no Reino Unido, liderando a parada oficial por 17 semanas, a terceira mais longa de todos os álbuns da década de 1970.

Em janeiro de 1975, os Carpenters conseguiram seu terceiro e último número 1 no Hot 100 com o cover de "Please Mr. Postman", das Marvelettes.

"Top of the World", do álbum "A Song For You" (1972), foi o segundo hit número 1 no Hot 100. Em janeiro de 1974, "The Singles 1969-1973" se tornou seu único álbum número 1 na Billboard 200. A coletânea foi um sucesso ainda maior no Reino Unido, liderando a parada oficial por 17 semanas, a terceira mais longa de todos os álbuns da década de 1970.

Em janeiro de 1975, os Carpenters conseguiram seu terceiro e último número 1 no Hot 100 com o cover de "Please Mr. Postman", das Marvelettes.

Os Carpenters no American Music Awards de 1975. Foto: Getty Images
Os Carpenters no American Music Awards de 1975. Foto: Getty Images
Os Carpenters no American Music Awards de 1975. Foto: Getty Images
Os Carpenters no American Music Awards de 1975. Foto: Getty Images

A partir de 1976, a rádio começou a tocar cada vez menos as músicas dos Carpenters e sua imagem de "certinhos" afastaram alguns fãs. E a dupla Captain & Tennille, formada pelo casal Daryl Dragon e Toni Tennille, que já surgiram com o sucesso "Love Will Keep Us Together", acabou os deixando os irmãos ainda mais de lado.

Mesmo que seus hits tenham diminuído, Karen e Richard tiveram ainda muitos sucessos notáveis. Seu álbum de 1978, "Christmas Portrait", tornou-se, por exemplo, um eterno favorito da época de Natal.

A partir de 1976, a rádio começou a tocar cada vez menos as músicas dos Carpenters e sua imagem de "certinhos" afastou alguns fãs. A concorrência da dupla Captain & Tennille, formada pelo casal Daryl Dragon e Toni Tennille, que já surgiram com o sucesso "Love Will Keep Us Together", os atingiu em cheio.

Mesmo que seus hits tenham diminuído, Karen e Richard conseguiram outros sucessos notáveis. Seu álbum de 1978, "Christmas Portrait", tornou-se, por exemplo, um eterno favorito da época de Natal.

Em 1981, quando eles lançaram "Made in America", o primeiro álbum de estúdio depois de quase quatro anos e o último da carreira - que tinha "Touch Me When We Dancing", um dos 20 melhores hits do Hot 100 -, Richard explicou sua longa ausência em uma entrevista à "Rolling Stone". "Sempre gostei do nosso trabalho e, quando você chega a um ponto em que não está gostando, precisa parar, pois isso mostra se você está cansado", disse.

Karen concordou com o irmão sobre a folga: "Fiquei bem por um tempo, mas estava ansiosa para voltar ao trabalho". Só que ela já havia retornado ao trabalho antes, numa tentativa frustrada de lançar um disco solo. Em 1979, ela foi a Nova York gravar com o produtor Phil Ramone, que havia trabalhado com Paul Simon, Billy Joel, Barbra Streisand e Chicago. O álbum demorou tanto a ser gravado que coincidiu com a época em que Richard chamou a irmã para retomar a dupla. Karen, dividida, preferiu que seu projeto solo não atrapalhasse e seu álbum foi arquivado. Na biografia de Ramone, "Gravando! Nos bastidores da Música", ele fala que nem Richard nem a gravadora teriam gostado que Karen tivesse uma carreira solo. Um dia antes de morrer (em 4 de fevereiro de 1983, aos 32 anos, de anorexia nervosa), a cantora ligou para ele para reafirmar o quanto adorava o disco. O trabalho, intitulado "Karen Carpenter" foi lançado apenas em 1995 em CD.

Em 1981, quando eles lançaram "Made in America", o primeiro álbum de estúdio depois de quase quatro anos e o último da carreira - que tinha "Touch Me When We Dancing", um dos 20 melhores hits do Hot 100 —, Richard explicou sua longa ausência em uma entrevista à "Rolling Stone". "Sempre gostei do nosso trabalho e, quando você chega a um ponto em que não está gostando, precisa parar, pois isso mostra se você está cansado", disse.

Karen concordou com o irmão sobre a folga: "Fiquei bem por um tempo, mas estava ansiosa para voltar ao trabalho". Só que ela já havia retornado ao trabalho antes, numa tentativa frustrada de lançar um disco solo. Em 1979, ela foi a Nova York gravar com o produtor Phil Ramone, que havia trabalhado com Paul Simon, Billy Joel, Barbra Streisand e Chicago. O álbum demorou tanto a ser gravado que coincidiu com a época em que Richard chamou a irmã para retomar a dupla. Karen, dividida, preferiu que seu projeto solo não atrapalhasse e seu álbum foi arquivado. Na biografia de Ramone, "Gravando! Nos bastidores da Música", ele conta que nem Richard nem a gravadora teriam gostado que Karen tivesse uma carreira solo. Um dia antes de morrer (em 4 de fevereiro de 1983, aos 32 anos, de anorexia nervosa), a cantora ligou para ele para reafirmar o quanto adorava o disco. O trabalho, intitulado "Karen Carpenter" foi lançado apenas em 1995.

Na recapitulação Greatest of All Time Hot 100 mais recente da Billboard, eles ocupam a 36ª posição, enquanto que na Greatest of All Time Artists da Billboard - que combina as atividades Hot 100 e Billboard 200 - eles ocupam a 54ª posição. Eles são o segundo duo nas duas listas, atrás apenas de Daryl Hall e John Oates.

Todos esses números apenas confirmam que os Carpenters venderam toneladas de discos no auge da carreira. "Close to You", "We've Only Just Begun," "For All We Know," "Rainy Days and Mondays," "Superstar" e "Hurting Each Other" - uma sequência de seis álbuns que ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas.

Felizmente, esses discos eram tão bons e Karen tão única e talentosa como vocalista que os Carpenters foram descobertos por uma nova geração de fãs, mesmo com tanto tempo passado do lançamento do último disco e da morte de Karen. São jovens fãs não se incomodam com a imagem limpa, as fotos publicitárias bregas e os registros ruins que eles fizeram no final.

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