História de ex-escrava que ajudou a libertar seu povo é contada em ópera
Inspiração

História de ex-escrava que ajudou a libertar seu povo é contada em ópera

A companhia de teatro flamenca Muziektheater Transparant se prepara para apresentar, nesta terça-feira (20), na cidade de Huddersfield, na Inglaterra, uma ópera baseada na incrível história de Harriet Tubman, uma ex-escrava nascida nos EUA no século XVIII que ajudou a libertar seu povo. Coincidentemente, a performance cairá no Dia da Consciência Negra no Brasil. Depois, o espetáculo seguirá para outras cidades europeias, como Lyon, na França, Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda. Veja as datas aqui.

Batizada de "Harriet", a ópera — composta pela compositora mexicana Hilda Paredes — contará a história de ex-escrava e abolicionista que utilizava as conexões da Underground Railroad (trilhos subterrâneos) para levar seu povo até os estados livres, aqueles onde a escravidão não era mais permitida. O papel principal está a cargo da soprano Claron McFadden. Por seu ativismo inspirador, Harriet acumulou admiradores, mas também inimigos. Por seus seguidores, ela recebeu o título de "Moisés de seu povo". Já por seus adversários, ela foi caçada sob a recompensa de US$ 40 mil.

Segundo o jornal britânico "Guardian", esta não é a primeira vez que a história de Harriet se transforma num ópera. Em 1985, o compositor escocês Thea Musgrave criou um espetáculo de dois atos chamado "A Mulher que se Chamava Moisés", apresentada pela Ópera de Virgínia.

A importância de Harriet para a história americana é tão grande que, durante o governo do presidente Barack Obama, ela foi cotada para ter seu busto ilustrado na nota de US$ 20 — a mulher substituiria a foto do sétimo presidente dos EUA, Andrew Jackson, que atualmente estampa a nota. O projeto, no entanto, está parado desde que Donald Trump assumiu o mandato.

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