‘Homecoming’: 6 impressões sobre o documentário de Beyoncé
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‘Homecoming’: 6 impressões sobre o documentário de Beyoncé

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A essa altura do campeonato é difícil você ainda não saber que “Homecoming”, o esperado documentário sobre o show de Beyoncé no Coachella, em 2018, já está disponível para quem quiser na Netflix. O filme foi lançado na quarta-feira, 17, e o espetáculo retratado também se transformou em um álbum ao vivo. A melhor notícia é que, pasmem, ele está nas principais plataformas de streaming — não só no Tidal

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As 2h17 da produção são um presente para quem não pôde presenciar a apresentação marcante de um dos maiores nomes do entretenimento atual. Aqui vão seis impressões sobre o filme, que exalta a cultura negra e leva também os fãs de volta para “casa”.

INSPIRAÇÃO PARA O 'BEYCHELLA'

A concepção do show histórico no Coachella, em 2018, foi levar a cultura negra para um palco que nunca antes havia recebido uma headliner também negra (Beyoncé, aliás, foi apenas a terceira mulher a fechar uma noite do festival americano). Para isso, a cantora se inspirou nas universidades historicamente negras dos Estados Unidos. 

Ela conta que sonhava em ir para a Texas Southern University, localizada em Houston, sua cidade natal, mas, quando a carreira com as Destiny's Child decolou, o grupo se tornou uma espécie de faculdade para a cantora. "Eu sinto que as pessoas queriam que eu ficasse na minha pequena caixa, mas era mais importante para mim levar a nossa cultura para o Coachella". 

"Homecoming" começa com uma frase de Toni Morrison, famosa autora formada na turma de 1953 da Howard University. Além dela, outros autores e negros de destaque como Maya Angelou, Marian Wright Edelman e Reginald Lewis — o primeiro negro a construir uma empresa no valor de US$ 1 bilhão — também são citados. O filme transmite a força dessas escolas como quem diz que elas devem ser celebradas e protegidas. 

Beyoncé no Coachella: show histórico virou filme da Netflix / Foto: Divulgação
Beyoncé no Coachella: show histórico virou filme da Netflix / Foto: Divulgação

A MENTE POR TRÁS DE TUDO

Beyoncé é creditada como roteirista, produtora e diretora do documentário. A cantora foi o ponto-chave de todos os processos de pré e pós produção do show histórico no Coachella. Ela observou e coordenou cada pequeno detalhe e intenção por trás do espetáculo, até à sua finalização enquanto documentário. 

A preparação incluiu quatro meses de ensaios com o diretor musical, Derek Dixie, e a banda, antes mesmo de acrescentar os bailarinos. "Isso é o coração do show", diz Beyoncé. Os espectadores de "Homecoming" podem mergulhar no exaustivo processo de criação do concerto. Em determinado momento do filme, é possível ver Beyoncé motivar e, ao mesmo tempo, pressionar os membros do staff: "Nós estamos na metade do caminho, mas precisamos progredir mais rapidamente", diz. 

'Homecoming': filme mostra bastidores do show no festival / Foto: Divulgação / Parkwood / Netflix
'Homecoming': filme mostra bastidores do show no festival / Foto: Divulgação / Parkwood / Netflix

BEYONCÉ BAIXA A GUARDA E SE MOSTRA HUMANA

Todos sabemos que Beyoncé é humana, mas ela dificilmente deixa isso transparecer para o público. Quem não lembra do episódio do elevador e da forma como Queen B deixou o New York City's Standard Hotel? Depois de ver sua irmã, Solange, agredindo o marido, Jay-Z, ela finge se recompor e ainda sorri para os fotógrafos que a esperavam do lado de fora. 

"Homecoming" mostra o quão doloroso foi para a cantora o processo de recuperação pós-gravidez dos gêmeos Sir e Rumi. Ela havia justamente cancelado sua apresentação no Coachella de 2017 por conta da gestação. "Houve dias em que eu senti que a minha resistência e a minha força física nunca mais voltariam a como elas eram antes", diz. O filme mostra que 65 dias antes da performance, a dieta de Bey excluía pão e demais carboidratos, açúcar, laticínios, carne, peixe e bebidas alcoólicas. "Eu estou com fome", ela grita em um momento. 

O documentário mostra que, pouco mais de um mês antes do show, Beyoncé liga para Jay-Z para celebrar que ela cabe no figurino do espetáculo. 

FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

Beyoncé coloca a sua família em um patamar elevado. Ela a considera seu "santuário e força". "Homecoming" mostra como é essa relação da cantora com os seus durante os ensaios e os momentos antes e depois do show no Coachella. É possível ver os gêmeos em vários momentos, assim como Tina Lawson, mãe da cantora, Solange, sua irmã, além de Kelly e Michelle — suas parceiras de Destiny's Child. 

Isso sem falar em Blue Ivy — que parece estar se tornando a versão em miniatura da mãe — ensaiando os passos da coreografia com a Beyoncé e os bailarinos. A menina também canta em uma versão particular de "Lift Every Voice And Sing"

Blue Ivy aparece ensaiando a coreografia junto com a mãe e os bailarinos / Foto: Reprodução
Blue Ivy aparece ensaiando a coreografia junto com a mãe e os bailarinos / Foto: Reprodução

MÚSICA INÉDITA

Beyoncé aproveitou o lançamento do filme para lançar uma faixa inédita. "Before I Let Go" aparece como trilha para os créditos do documentário e também como música bônus. A canção é um cover para o single de 1981 do Maze. Como bem destacou a revista "Variety", o Destiny's Child já havia gravado a música anteriormente, mas a faixa nunca foi lançada. O álbum ao vivo de "Homecoming" também traz uma versão de estúdio de "I Been On".

NÃO HÁ NADA COMO A BEYHIVE

Difícil comparar os fãs de Beyoncé a qualquer outro fandom na indústria musical. A BeyHive, como é conhecida a base, é descrita pela própria Beyoncé como extremamente leal. Ver suas reações ao longo de "Homecoming" é um dos melhores momentos do filme. Um fã que recebe a toalha usada por Bey no palco quase desmaia quando a diva joga o objeto para ele após enxugar o rosto. Eles sabem todas as músicas de cor e cada movimento da coreografia. 

Beyoncé termina "Homecoming" mandando uma mensagem poderosa para todos os que a seguem: "Irmãos e irmãs ao redor do mundo. Que isso ilumine a visão nas pessoas para mostrá-las que elas podem alcançar coisas. Se a minha bunda do interior pode, eles também podem".

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