Huminutinho: a trajetória da fita cassete, que possibilitou a mobilidade da música
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Huminutinho: a trajetória da fita cassete, que possibilitou a mobilidade da música

A fita cassete surgiu, primeiramente, para facilitar a gravação de locuções que dependiam de aparelhos grandes e pesados. Mesmo com uma qualidade de som pouco satisfatória para a reprodução de música, a invenção da holandesa Philips chegou ao mercado em 1963 e revolucionou a forma de registrar áudio em meios físicos. Foi com o K7 — apelido da fita no Brasil —, de 10 cm x 7 cm, que se tornou possível gravar faixas do rádio para escutar a qualquer hora sem precisar adquirir o álbum completo do artista. Nos anos 1970, houve até campanha das gravadoras contra esse hábito, com o slogan "home taping is killing music" — "gravar fitas caseiras está matando a música". Mas o costume de gravar uma seleção de faixas, com ordem pensada, para amigos, pessoas amadas (e pretendentes, claro) se impôs como ato de carinho. André Vasco conta mais sobre esta história em apenas Huminutinho.

Prática e compacta, a fita cassete conquistou o público geral nos anos 1970 pela possibilidade de tornar a música móvel e portátil. O problema da baixa qualidade do áudio aos poucos foi superado logo pela competição de outras marcas, além da própria Philips, na busca de melhores materiais (como o cromo) e tecnologias. Mas foi com o lançamento do Walkman pela japonesa Sony, em 1979, que o consumo de música mudou e nunca mais foi o mesmo.

As fitas cassete foram o ponto de partida para uma relação cada vez mais individual com a música. A partir da opção de ouvir canções em qualquer lugar, com fones de ouvido, o som especial dos discos de vinil perdeu um pouco do espaço para a praticidade e mobilidade das fitas. Hoje, ambos são itens queridos por amantes da nostalgia e de estilos vintage.

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