Inglês rebaixado? Entenda por que o espanhol e o coreano estão entre as línguas mais faladas dos principais hits
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Inglês rebaixado? Entenda por que o espanhol e o coreano estão entre as línguas mais faladas dos principais hits

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Não é de hoje que os brasileiros têm certa resistência em curtir artistas internacionais em outra língua que não o inglês. Para se ter uma noção da nossa preferência por músicos e bandas com letras anglo-saxônicas, basta analisar os headliners do principal festival de música mainstream do país, o Rock in Rio. Nas últimas duas edições (2015 e 2017) apenas uma banda que tocou no palco Mundo (o principal do evento) cantava em outro idioma: trata-se do supergrupo de heavy metal De La Tierra (cujas canções são em espanhol). Mas, enquanto por aqui esse jogo está sendo mudado lentamente, o resto do mundo segue em ritmo acelerado no consumo de músicas latinas em espanhol e de k-pop, majoritariamente cantado em coreano — ainda que algumas letras sejam em japonês ou chinês.

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Em 2018, por exemplo, oito das dez canções mais reproduzidas no YouTube tinham letras em espanhol — "Te Boté", de Casper, Nio García, Darell, Nicky Jam, Bad Bunny, Ozuna; "X", de Nicky Jam e J Balvin; "Dura", de Daddy Yankee; "El Farsante", de Ozuna e Romeo Santos; "Sin Pijama", de Becky G e Natti Natasha; "Dame tu Cosita", de El Chombo; "Me Niego", de Reik; e "Vaina Loca", de Ozuna e Manuel Turizo. Além disso maior boyband da atualidade não é mais um Backstreet Boys da vida, nem um N'Sync, mas os rapazes do BTS, grupo coreano que esgota shows em estádios tão rápido quanto o piscar dos olhos — eles, aliás, vêm ao Brasil neste ano.

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Lá em 2017, "Despacito", de Luis Fonsi e Daddy Yankee, já mandava o recado que o reggaeton, com suas letras fáceis e dançantes, iria dominar o mundo. E foi exatamente isso que aconteceu no ano seguinte, quando Ozuna, a estrela porto-riquenha do ritmo latino, se tornou o músico com maior número de streams no YouTube. Há outros nomes que valem a pena destacar, como J Balvin, colaborador cativo de Anitta (que, como sabemos, tem dado muita atenção às canções em espanhol nos últimos anos) e Maluma, outro com quem ela já fez um feat

Não apenas Anitta tem feito esforço para colaborar com estrelas da música latina. A mesma coisa está acontecendo com Cardi B ("La Modelo", com Ozuna), Beyoncé ("Mi gente", com J Balvin), Justin Bieber (no remix de "Despacito"), entre outros. Já na música coreana, alguns artistas já começaram a preparar feats de sucesso, como Dua Lipa e o grupo BlackPink (leia nossa matéria sobre a girlband). O mesmo aconteceu com as parcerias do BTS com DJ Steve Aoki ("Wast It On Me") e Nicki Minaj ("Idol").

Em um podcast para o "New York Times", o crítico de música Jon Caramanica se pergunta: "Será que as antigas estrelas vão acompanhar o novo ritmo do pop?". Se sim ou se não, é melhor andar no passo da música para não ficar para trás. Afinal, até mesmo nos EUA, o que mais toca não é mais em inglês.

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