Jazz: lista dos dez melhores álbuns do ano do jornal 'The New York Times' inclui o tanguero argentino Guillermo Klein
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Jazz: lista dos dez melhores álbuns do ano do jornal 'The New York Times' inclui o tanguero argentino Guillermo Klein

Nenhuma grande estrela do crossover entre pop e jazz estourou em 2019. O jazz manteve seus próprios dispositivos firmes, embora isso dificilmente signifique ficar estagnado.

Os músicos de improviso estão cada vez mais quebrando os limites que separam narrativa, composição, performance ao vivo e arte visual. O jornal "The New York Times" apontou os 10 melhores lanamentos de 2019:

1. Kris Davis — 'Diatom Ribbons'

Kris Davis, 39 anos, passou anos sem ser reconhecida como pianista talentosa. Não mais. Em “Diatom Ribbons”, suas habilidades como compositora, fundadora de bandas e improvisadora são o destaque. Kris constrói suas composições com padrões tortos e loops fragmentados que, de alguma forma, se tornam uma espécie de imã, reunindo músicos extremamente diversificados que alcançam uma incrível unidade.

2. Guillermo Klein e Los Guachos — 'Cristal'

Desde meados da década de 1990, essa banda formada por 11 músicos é o campo de testes para o estilo de composição do argentino Guillermo Klein, 50 anos, que não esconde que o tango é sua grande influência. "Cristal" está entre os melhores lançamentos de Los Guachos. Klein raramente trabalha com músicas que não foram escritas por ele ou por um colega de banda, mas aqui ele apresenta três faixas do repertório de Carlos Gardel, demonstrando como prestar uma homenagem sem perder sua veia autoral.

3. Joel Ross — 'Kingmaker'

Em uma cidade de Nova York lotada de jovens talentosos jazz, o vibrafonista Joel Ross, de 24 anos, vem apresentando algo refrescante e direto. Mas ninguém estava esperando algo tão completo em seu álbum de estreia. Gravado há três anos com seu quinteto Good Vibes, foi lançado pela Blue Note em maio. Como Roy Hargrove na década de 1990, ele é um raro jovem talento capaz de performar entre os clichês do jazz contemporâneo e, ao mesmo tempo, desafiá-los.

4. Steve Lehman Trio com Craig Taborn — ‘The People I Love'

Steve Lehman é um saxofonista que está sempre em excesso: dedilhando compassos inusitados, forçando seu tom, recusando-se a ficar em um lugar-comum. Craig Taborn é um pianista que toca de forma sutil; com as composições ritmicamente equilibradas e ritmadas de Lehman na ponta dos dedos, esses dois tocam como se estivessem sempre na órbita um do outro, nunca se abraçando, mas sempre conectados.

5. Marquis Hill — 'Love Tape'

Com apenas 30 minutos de duração, “Love Tape” é o mais recente de uma série de lançamentos de Marquis Hill entre álbuns e mixtapes, entre a ambição casual e conceitual, enfim, entre o jazz e o hip-hop e a música beat. O trompetista está mais preocupado em se comunicar com suas inspirações — o álbum inclui discursos falados, retirados principalmente de entrevistas com mulheres negras -, do que simplesmente sinalizar suas influências musicais.

6. Quinteto Marta Sánchez — 'El Rayo de Luz'

Marta Sánchez escreve para seu quinteto pensando primeiramente na melodia — e em segundo e em terceiro também. Ela vai tecendo os saxofones de Roman Filiu e Chris Cheek ao seu próprio estilo de piano. A música deste grupo multicultural - todos os membros vêm de diferentes países — é movida por interseções e atritos rítmicos, mantendo uma fluidez acrobática.

7. Miho Hazama — ‘Dancer in Nowhere’

O terceiro e melhor álbum de m_unit, o conjunto formado por 13 músicos Miho Hazama, mistura jazz a música clássica ocidental. "Dancer in Nowhere" afirma o lugar desse jovem compositor no panteão emergente dos líderes de big band do século XXI. A pequena seção de cordas funciona como uma redoma, e o vibrafone, piano, baixo e bateria se unem para criar uma base firme por baixo de tudo.

8. The Art Ensemble of Chicago — 'We Are on the Edge: A 50th Anniversary Celebration’

Os puristas costumam lamentar que o Art Ensemble, recentemente reformulado, tenha tão pouco em comum com o formato clássico de cinco integrantes dos anos 70 e 80 — a maioria dos membros morreu. Mas, sob a orientação de Roscoe Mitchell e Famoudou Don Moye, a nova linha se torna outra coisa: um habitat onde os instrumentos de sopro e cordas de madeira podem conversar com a poesia radical de Moor Mother.

9. Gerald Cleaver e Violet Hour — 'Live at Firehouse 12'

O baterista Gerald Cleaver gravou essas cinco faixas longas em um bar de jazz em Connecticut em 2006. Ele finalmente decidiu lançá-las como um álbum este ano, trazendo um abordagem mais direta de jazz. É magistral e despretensioso, cheio de composições originais guiadas por um ritmo poderoso, e não por uma complexidade estrutural. Tudo impulsionado pela flexibilidade do baterista.

10. Lea Bertucci — ‘Resonant Field’

Saxofonista, clarinetista e "designer de som", Lea Bertucci transformou o estudo de sons e ressonância em quase toda a sua prática — repleta de implicações sobre o nosso relacionamento com a ecologia, a segurança de nossos corpos no espaço e o potencial curativo dos sons. som. Ela gravou esse álbum solo em um silo de grãos desativado em Buffalo onde um eco de 12 segundos harmonizou com seu clarinete em movimentos lentos e sobrepostos.

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