‘Jesus is King’: abstinência sexual, participação de Kenny G e outras curiosidades por trás do álbum de Kanye West
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‘Jesus is King’: abstinência sexual, participação de Kenny G e outras curiosidades por trás do álbum de Kanye West

Kanye West e Tim Maia talvez tenham algumas semelhanças. Assim como o "síndico" brasileiro na sua fase religiosa, em 1975, quando se converteu à Cultura Racional e produziu três discos apenas sobre o tema, Kanye está seguindo a mesma onda. Mas, em vez de ler o livro "Universo em Desencanto", o rapper e produtor americano de 42 anos usou a Bíblia como base para "Jesus is King", álbum de inspirações gospel lançado nesta sexta-feira (25) (ouça abaixo).

A fé e a religião se tornaram mais presentes na vida de Kanye desde que ele começou a organizar cultos dominicais em sua casa conhecidos como "Sunday Service". O sucesso dos eventos foi tanto que o rapper, sua banda e seu coral foram parar no line-up do Coachella deste ano.

"Jesus is King" é menor do que um álbum tradicional. O novo trabalho de Kanye tem "apenas" 27 minutos e está disponível nas plataformas de streaming. A capa do disco, sóbria, traz um LP azul com letras inscritas em dourado, que muito se parece com os vinis de música gospel do passado. Abaixo, o Reverb conta algumas curiosidade sobre o nono disco de Yeezy.

‘Jesus is King’ tem participações especiais, como Kenny G e Ty Dolla $ign

Além do próprio coral, o Sunday Service Choir, Kanye também trouxe para o 'Jesus Is King' o saxofonista Kenny G e os rappers do duo de irmãos Clipse, Pusha T e No Malice, em "Use This Gospel"; Ty Dolla $ign e o artista de R&B Ant Clemons em "Everything We Need", e o cantor gospel Fred Hammond em "Hands On".

Segundo o site "Pitchfork", outros músicos foram creditados na produção do disco, como Timbaland, Pi’erre Bourne, E*vax (do Ratatat), CyHi The Prynce, Ronny J, Labrinth, Francis and the Lights e Mike Dean. Para ver a ficha completa de cada uma das 11 faixas do disco, basta clicar aqui.

As letras das músicas são inspiradas nos versos bíblicos favoritos de Kanye

Em diversas músicas de "Jesus Is King", Kanye faz menção direta a trechos da Bíblia. Um de seus favoritos está no versículo Marcos 1:15, que diz: "O tempo é chegado. O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!". Este trecho é especialmente importante porque é a primeira "fala" de Jesus em todo o livro. A versão favorita da Bíblia para Kanye é a do Rei Jaime I, feita no século 17. O motivo para isso? Ela usa muito a palavra "ye".

Além do álbum, um documentário

Para acompanhar o lançamento de "Jesus Is King", Kanye preparou um documentário de mesmo título sobre o seu culto, o Sunday Service. O filme foi gravado durante o verão americano de 2019, em Roden Crater, uma instalação artística de James Turrel, localizada no deserto do Arizona, nos EUA. O longa-metragem está sendo exibido no país americano e na Europa. Por enquanto, não há previsão de chegada nas salas de cinema brasileiras.

Kanye ‘careta’ e sem palavrões

Como "Jesus Is King" é um álbum gospel, e não somente de rap e hip-hop como seus trabalhos anteriores, Kanye disse que não permitiria palavrões e termos de baixo calão nas letras. Em uma palestra na George Washington University, em Washington, o músico disse que se converteu recentemente e que, neste ano, ele foi "salvo pelo Senhor".

O pastor que acompanha Kanye também declarou que o artista não gosta que as pessoas ao seu redor pronunciem qualquer tipo de ofensa verbal. "Já ouvi ele dizer algumas vezes para as pessoas: 'Ei, cara, você não pode xingar na minha presença. Eu sou um cristão nascido de novo'", falou o pastor Adam Tysin ao podcast "Pure Flix".

Participação de Nicki Minaj ‘limada’

Antes mesmo do álbum ser lançado oficialmente, uma das músicas que estariam nele, "New Body", vazou. Ela, que acabou nem entrando no disco, tinha a participação da rapper Nicki Minaj. Ao que tudo indica, a faixa e o trecho de Nicki foram cortados porque havia palavrões. Até poderiam ter regravado, mas não rolou.

Kanye West e Nicki Minaj no VMA de 2015/Getty Images
Kanye West e Nicki Minaj no VMA de 2015/Getty Images

Kanye pediu a colaboradores para que não fizessem sexo

De acordo com a "CNN", Kanye pediu a seus colaboradores para que, durante a produção do álbum, não tivessem relações sexuais caso não fossem casados com seus parceiros. Ele também fez questão de que as pessoas envolvidas no projeto não estivessem atuando em trabalho paralelos. "Falei isso para meus parceiros enquanto desenvolvia o álbum", contou Kanye em entrevista à "Beats 1". "Havia pessoas trabalhando em projetos além do meu. Eu disse a eles: 'Podem, por favor, trabalhar nisso daqui e se concentrarem?'".

A intenção do rapper era de que todos estivessem em "sintonia". "Quem ora junto, permanece junto", afirmou o músico. "Quando as pessoas oram e jejuam juntas, o poder é elevado consideravelmente."

Atrasos e mudanças de datas

Muita gente desacreditou que "Jesus is King" iria ver a luz do sol por conta de diversos atrasos de lançamento. Antes, a data oficial era 27 de setembro. Depois, mudou para 29 do mesmo mês. Quase 30 dias de expectativa se passaram até que o disco fosse finalmente divulgado. Segundo o site "Complex", o processo demorou mais do que o previsto porque Kanye não parava de fazer "pequenos ajustes" nas músicas.

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