João Gilberto ganha ação de R$ 173 milhões por direitos autorais de seus primeiros discos
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João Gilberto ganha ação de R$ 173 milhões por direitos autorais de seus primeiros discos

Há 20 anos, corre um processo no Tribunal do Rio de Janeiro pela disputa dos direitos autorais dos primeiros discos de João Gilberto, célebre músico e compositor da bossa nova. De um lado, estava a ex-gravadora do artista, a Universal Music. De outro, o próprio cantor, que saiu "vitorioso" com uma ação estipulada em R$ 173 milhões.

Unânime, a sentença obriga o selo a devolver os royalties dos três primeiros álbuns — "Chega de Saudade" (1959), "O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960) e "João Gilberto" (1961) —, que deixaram de ser pagos ao artista desde 1964. Além do mais, João também receberá uma quantia em danos morais, como informou o "El País". Isso, claro, se a Universal não entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), o que arrastaria ainda mais o processo — que, de tão antigo, visava a editora EMI no passado. Ela, entretanto, foi comprada pela Universal.

Diferentemente das glórias do passado, João Gilberto, atualmente com 87 anos, vive recluso, há tempos sem se apresentar e lotado de dívidas — motivo pelo qual perdeu seu apartamento no Leblon, bairro de luxo no Rio, em 2018. Se, por fim, ganhar batalha judicial, ele ficará apenas com uma parte dos royalties. O que "sobrar" irá diretamente para o Banco Opportunity, que, a exemplo de seu nome, viu uma oportunidade de ganhar dinheiro em cima do músico.

Há seis anos, a instituição financeira e o João realizaram um acordo. Eles pagariam R$ 10 milhões ao artista e sua família se, em troca, ficassem à frente da ação que corria na Justiça. Se os royalties fossem recuperados, eles ficariam com metade da grana, e o artista com a quantia restante.

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