John Williams, o incansável criador de emoções, rouba a cena em 'A Ascensão Skywalker'
Na Trilha do LEÃO

John Williams, o incansável criador de emoções, rouba a cena em 'A Ascensão Skywalker'

Chegou outro filme da série Star Wars na área: “A Ascensão Skywalker”. É o nono (e, parece, o último) da saga estelar iniciada em 1977, portanto há mais de 40 anos. Desde então, foram três trilogias, nas quais conhecemos o passado, o presente e o futuro (não necessariamente nesta ordem) dos Skywalker (Luke, Leia, Anakin) e seus amigos. Em comum a todos, o tema principal e a trilha musical (score) a cargo de John Williams. Como não se emocionar quando a sala escurece e a fanfarra anuncia o início de mais uma aventura?

Williams é, de fato, o autor das trilhas sonoras várias gerações, nos últimos 50 anos (ele completa 88 anos em fevereiro), na TV e, sobretudo, no cinema. Quando você se lembra da musiquinha-tema de Indiana Jones, saiba que ela é de autoria do JW. Aquela clássica do "Superman" com Christopher Reeves? Dele, também. E o "som" arrepiante do tubarão se aproximando? Dele. Os maravilhosos arranjos de “E.T.” (de fazer chorar) e climáticos de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”? Tudo do mesmo John Towner Williams.

John Williams com George Lucas, criador da saga 'Guerra nas Estrelas' em 2005/ Kevin Winter/Getty
John Williams com George Lucas, criador da saga 'Guerra nas Estrelas' em 2005/ Kevin Winter/Getty

Antes de consolidar seu nome em filmes de aventura e fantasia marcantes da história do cinema (sobretudo, os de Spielberg), John Williams também compôs temas bacanas para séries cult/clássicas da televisão. É dele, o tema e a música incidental de “Perdidos no Espaço” (1965, que teve duas versões distintas). Lá, ele está creditado como Johnny Williams. Afinal, ainda era um novato. Para o mesmo produtor, Irwin Allen, ele ainda compôs o tema de “O Túnel do Tempo” (1966) e, também, a para o primeiro grande filme catástrofe do produtor, “O Destino do Poseidon” (1972). No embalo, fez a trilha de mais dois disaster movies da época, “Terremoto” (1974) e “Inferno na Torre” (74).

Mas foi a partir da trilha para “Tubarão” (1975), de Spielberg, que ele começou a sua jornada de criador das mais marcantes e memoráveis trilhas e temas de filmes de todos os tempos. Foi uma sequência de sucessos: “Guerra nas Estrelas” (1977), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (77), “Superman, o filme” (1978), a marcante marcha imperial, que precede a entrada em cena de Darth Vader, em “O Império Contra-Ataca” (1980), “Caçadores da Arca Perdida” (1981), “E.T.: o Extra-Terrestre” (1982), bem como as demais sequências mequetrefes de “Superman” e “Tubarão” (além das para Indiana Jones), que usavam trechos de seus temas originais com novos tons.

Até hoje, tanto Williams como maestros e orquestras de todas as partes do planeta realizam concertos baseados em cima de seus temas mais marcantes, enchendo teatros pelo mundo afora, seja no Lincoln Center, em Nova York, ou no Municipal do Rio de Janeiro. É sempre garantia de casa cheia. Se for com o próprio, dá esgotado meses antes. Em alguns desses concertos, os maestros locais fazem questão de incluir também o melancólico tema de “A Lista de Schindler”, que ganhou Oscar.

John Williams já foi indicado para mais de uma centena de prêmios por suas trilhas, tendo ganhado, até hoje, cinco Oscars, das dezenas a que concorreu (“A Lista de Schindler”, “E.T.”, “Star Wars’, “Tubarão” e “Um Violinista no Telhado”, em 1971). Neste último “Star Wars”, “A Ascensão Skywalker”, rola um tributo a ele, com trechos de vários de seus temas para os filmes da série, no final. O que provoca mais emoção na plateia do que o (fraco) filme em si. Viva Johnny!

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