Jovem canadense encanta Paul McCartney com versão de 'Blackbird' cantada no idioma indígena Mi'kmaq
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Jovem canadense encanta Paul McCartney com versão de 'Blackbird' cantada no idioma indígena Mi'kmaq

Uma jovem de 16 anos, radicada na cidade de Eskasoni, na província da Nova Escócia, no Canadá, gravou a canção dos Beatles "Blackbird", que acabou viralizando. Em vez de cantá-la em inglês, como seria de praxe, a menina, chamada Emma Stevens, decidiu interpretá-la no idioma de seus ancestrais, da etnia nativa canadense Mi'kmaq.

A cover da canção de Paul McCartney — lançada em 1968 em homenagem ao movimento dos direitos civis — fez parte de uma tarefa passada pelo professor de música Carter Chiasson, docente do colégio Allison Bernard Memorial High School. Os responsáveis por traduzir a letra foram Katani Julian e seu pai, Albert "Golydada" Julian, amigos de Carter.

Emma Stevens, de apenas 16 anos, cantando 'Blackbird', música inspirada no movimento dos direitos civis e escrita por Paul McCartney/Reprodução/YouTube
Emma Stevens, de apenas 16 anos, cantando 'Blackbird', música inspirada no movimento dos direitos civis e escrita por Paul McCartney/Reprodução/YouTube

A tarefa escolhida pelo professor tinha como intuito "conscientizar as pessoas sobre as línguas nativas que estão em risco de desaparecer" e "mostrar a cultura indígena local". E ele, com a ajuda da belíssima voz de Emma, conseguiu chamar atenção da melhor forma. Tanto que o próprio Paul McCartney ficou encantado pela interpretação da música na voz da jovem.

Em um show realizado em Lexington, no Kentucky, o ex-Beatle elogiou a cover inédita de "Blackbird". "Há uma versão incrível feita por uma menina canadense. Está no YouTube, em seu idioma nativo", disse o músico. "É genial."

O vídeo foi publicado em 25 de abril, no YouTube, e já alcançou mais de 600 mil pessoas. Mas, segundo Emma, seu objetivo era atingir, principalmente, os ouvidos de Paul McCartney, músico da qual se declarou . Ela e seu professor, Carter, ficaram sabendo que o músico assistiu à gravação quando estavam em Nairóbi, capital do Quênia, como convidados de uma assembléia da ONU.

"Mal conseguíamos acreditar no que estava acontecendo", disse ela em entrevista à rádio "CBC"."Quase chorei de tão feliz que fiquei. Cresci ouvindo aos Beatles", explicou a menina, que recebeu a notícia de seu pai, um grande fã da banda. "É uma honra que alguém como o Paul reconheça o nosso trabalho. Isso é muito importante e especial para todos nós."

Ouça "Blackbird" em Mi'kmaq abaixo:

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