Julgada por tocar bateria, mulher conta como venceu o bullying na escola
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Julgada por tocar bateria, mulher conta como venceu o bullying na escola

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Se em pleno 2019 as mulheres ainda enfrentam todo tipo de preconceito para realizar certos tipos de atividades como, por exemplo, tocar bateria, imagine como era nos anos 1970. As minas daquela época, desde bem jovens, eram constantemente desacreditadas, humilhadas e sofriam bullying da garotada quando tentavam fazer algo "diferente" do padrão imposto. 

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Em um vídeo publicado pelo canal "The Moth", a americana de ascendência italiana Susanne Schmidt, contou como era viver em um ambiente extremamente machista para uma moça que queria aprender um instrumento considerado "de menino".

"Em uma noite do verão de 1972, vi Karen Carpenter (da dupla The Carpenters) tocando bateria na TV. Daí me inspirei a aprender um instrumento e sabia que eu queria ser baterista também", revelou ela. Dentro de casa, ela sofreu represálias do tio, do pai e do avô. Eles se preocupavam que Susanne se parecesse com Karen, pois ela "usava calças". 

"Lembro que meu avô disse: 'acho que essa Karen não é um bom modelo para uma moça'. Minha avó retrucou: 'mas você também não é e está aqui, do lado dela'", brincou Susanne, relembrando as memórias das feministas que fizeram parte de sua criação familiar.

Se, dentro de casa, sua avó e sua mãe, mulheres que ela definiu como "rainhas da argumentação", a defendiam, ela não poderia contar com esse apoio fora dali. No colégio, ela precisou ouvir muita birra de menino tentando atrapalhar seus avanços na bateria. "Eles até roubavam minhas baquetas", contou. Mas nada disso adiantou. Ela se tornou tão boa que foi escolhida como a solista principal da banda da escola.

"Minha mãe ficou tão feliz com o feito que me deu um vestido verde de veludo para a ocasião. Mas ele era péssimo para tocar, e quando subi no palco vestindo aquilo todos riram de mim", continuou ela. "Eu não suportei aquilo e mostrei para eles que o vestido não iria me atrapalhar. Peguei-o pela barra, amarrei na cintura e fiz o melhor solo de bateria que aquele colégio já viu", afirmou orgulhosa. 

Veja o depoimento completo de Susanne:

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