Julie Andrews, 84 anos, fala sobre operação que a fez perder a voz: 'Entrei em depressão'
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Julie Andrews, 84 anos, fala sobre operação que a fez perder a voz: 'Entrei em depressão'

A brilhante atriz britânica Julie Andrews, de 84 anos, é mundialmente conhecida por suas performances em musicais de cinema clássicos, como "A Noviça Rebelde" (1965) e "Mary Poppins" (1964) — este pelo qual levou o Oscar. Sua voz, por muitos considerada como "absoluta", ou seja, aquela capaz de ultrapassar três oitavas, ficou marcada no imaginário de muitas gerações que cresceram assistindo a seus filmes. O grande talento da artista, no entanto, nunca mais foi o mesmo após uma cirurgia para a retirada de um nódulo nas cordas vocais, realizada em 1997.

Em entrevista exclusiva à revista " ARP The Magazine", Julie revelou que entrou em depressão depois da operação, que deixou sequelas permanentes em sua voz. "Quando acordei da cirurgia para remover o cisto em minhas cordas vocais, percebi que minha voz de cantora não existia mais", disse ela. "Entrei em depressão por conta disso. Sentia que havia perdido minha identidade."

A atriz começou a perceber que algo andava muito errado com seu mais precioso instrumento de trabalho quando começou a desenvolver uma forte rouquidão após suas apresentações na Broadway em 1997. Neste mesmo ano, ela foi operada em um hospital em Nova York, e saiu da mesa de operação sem a voz com a qual havia entrado. Por isso, em 1999, Julie processou os médicos responsáveis por lesá-la.

Diferente do que muita gente pensava na época, Julie não realizou a operação por conta de um câncer ou algo do tipo. Na verdade, ela havia desenvolvido uma espécie de problema muscular nas cordas após o trabalho no filme "Victor ou Vitória?", de 1982, em que interpreta uma cantora lírica. A comédia musical foi dirigida por seu falecido marido Blake Edwards (1922-2010), e ela, ao que tudo indica, forçou demais as cordas durante as filmagens.

Ao longo dos anos, a atriz e cantora tentou tratar o problema e foi submetida a outras operações. Nenhuma delas foi muito bem-sucedida. O que salvou Julie da depressão foi a relação com a filha, Emma, e a descoberta de um novo ofício: o de escritora. "Eu e minha filha fomos convidadas para fazer livros infantis. Então comecei a me dedicar a essa nova carreira. Foi uma surpresa e tanto", comentou ela, que continua a sentir falta de cantar como antes. "Seria mentira se dissesse que não."

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