K-pop e pop americano 'aliciam' cidadãos da Coreia do Norte
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K-pop e pop americano 'aliciam' cidadãos da Coreia do Norte

Uma pesquisa divulgada em junho de 2019 pelo Unification Media Group (UMG) mostrou que 90% dos 200 dissidentes da Coreia do Norte, que agora vivem no país vizinho, a Coreia do Sul, assistiram a programas e filmes estrangeiros, além de consumir músicas de outras nações, enquanto viviam sob a ditadura de Kim Jong-un. O estudo também revelou que boa parte dos entrevistados conheceram indivíduos que foram punidos por se "envolver" com produtos midiáticos que não os nacionais.

De acordo com o "Washington Post", desde a ascensão do ditador Kim Jong-un, que assumiu o poder no lugar do pai, Kim Jong-il, em 2011, a censura no país tem sido ainda mais restrita. O jornal americano conversou com alguns dissidentes da Coreia do Norte, como uma mulher chamada Ryu Hee-jin. Ela disse que decidiu colocar a vida em risco e deixar sua nação para seguir sua paixão pela música sul-coreana, em especial, o k-pop, e a música americana.

"Sempre fomos ensinados que os americanos eram lobos e que os sul-coreanos eram seus fantoches", disse Hee-jin, que saiu da Coréia do Norte em 2015, aos 23 anos. "Mas quando ouvi as músicas desses países, senti uma vontade muito forte de conhecê-los."

Nos headphones da moça, ela costuma escutar Celine Dion, Nigel Kennedy, Westlife, TVXQ!, Girls' Generation e T-ara. "É incrível como o k-pop me fez chegar tão longe", avalia Ryu. "A música sul-coreana desempenhou um papel central para me guiar nessa jornada."

A Coreia do Norte vive um regime totalitário extremamente fechado, seus cidadãos praticamente não têm contato com o resto do mundo. Para consumir conteúdo estrangeiro, os norte-coreanos precisam contrabandear todo tipo de conteúdo pelo mercado negro. Outra saída é se associar a ONGs como a Flash Drives for Freedom, responsável por divulgar música, filmes e programas de TV internacionais.

Além de Ryu, Kang Na-ra, 22 anos, é outra mulher dissidente da Coreia do Norte que foi entrevistada pelo "Washington Post". Ela explicou que deixou seu país de origem em 2014 para "expressar-se livremente". Na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, Na-ra trabalhava como cantora e, uma vez que imigrou para o país vizinho, tentou seguir carreira na música, como artista de k-pop. Não conseguiu realizar seu sonho mas, hoje, é atriz de TV.

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