K-pop: uma breve história do gênero, segundo a 'Teen Vogue'
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K-pop: uma breve história do gênero, segundo a 'Teen Vogue'

Aqui no Reverb, já contamos que, há 20 anos, o termo k-pop chegava à revista "Billboard". Agora, baseados num artigo da "Teen Vogue", vamos explorar o início da revolução musical pop da Coreia do Sul, que começou nos anos 1990. Para quem não sabe, coloquialmente, a onda cultural sul-coreana é conhecida como hallyu. Daí que surgiu o k-pop, gênero que gruda mais que chiclete e tem grupos e bandas para todos os gostos.

O propósito do k-pop é justamente esse: ficar na cabeça ad eternum, com batidas e misturas com outros gêneros, como rap, rock, música eletrônica, e também o pop americano. Esse produto vem "embalado" com exatamente tudo que a meninada gosta: rostinhos bonitos, bem vestidos, muito talentosos e, claro, dancinhas contagiantes.

Então, vamos começar pelo início de tudo, nos anos 1990. Naquela década, o k-pop ainda era um embrião, e foi amadurecendo graças ao surgimento de um artista em questão, o sul-coreano Seo Taiji, hoje com 47 anos. Ele fazia parte do grupo conhecido como Seo Taiji and Boys, que fez sucesso imediato em 1992 — apesar de não agradar muito a crítica.

Antes disso, em 1988, os cidadãos do país tinham restrições de viagens e de acesso a conteúdo estrangeiro. Isso explica porque, durante muito tempo, a música sul-coreana era apenas influenciada pelo folclore do próprio país e pela cultura japonesa.

Não existe uma data exata para dar conta do surgimento do k-pop, mas a maioria dos pesquisadores atribuem o surgimento do gênero a partir do trio formado por Seo, Yang Hyun-suk e Lee Juno. Depois dele, uma avalanche de artistas e grupos surgiram, sendo gerenciados por empresas e gravadoras grandes — como a SM Entertainment, YA Entertainment e a JYP Entertainment—, responsáveis por criarem a cultura dos "idols", como são conhecidos os atos de k-pop hoje em dia.

A massificação do gênero, assim como tudo, tem prós e contras. Pelo lado positivo, bandas de k-pop começaram a explodir logo na estreia, graças ao exaustivo trabalho de divulgação. Por outra perspectiva, os artistas estavam atrelados a contratos um tanto restritivos, que proibiam a exposição de relacionamentos amorosos, longas jornadas de trabalho e total disposição para os desejos dos fãs.

Uma curiosidade sobre o k-pop é que os artistas do gênero começam a ser "caçados" logo na adolescência, assim como a Disney, americana, faz com seus prodígios. Isso fez com que alguns artistas desenvolvessem problemas severos durante a adolescência, como contamos na reportagem sobre a cantora Sulli, do grupo F(X), encontrada morta neste mês.

Após o surgimento do trio Seo Taiji and Boys, em 1992, outro grupo bombou nas paradas sul-coreanas, o H.O.T., em 1996. A boy band tinha basicamente todas as características dos artistas de k-pop dos dias de hoje: dançam, cantam, são bonitos e populares. Eles influenciaram a geração seguinte, que tem como destaque o BTS, boy band mais popular do mundo.

Nos anos 2000, atos como o Shinhwa e Fin.K.L. estavam dominando a cena de k-pop. Eles, assim como o H.O.T. eram considerados como "experimentos" de uma fórmula que seria aperfeiçoada ao longo dos anos, com grupos como B.A.P. e Apink.

Outra grande estrela dessa época foi a cantora BoA, considerada a "rainha do k-pop". Ela ajudou a abrir as portas da indústria para as mulheres, vistas como potenciais "produtos" para serem investidos.

Seguindo essa linha, surgiram as girl bands, como a Girls 'Generation, 2NE1 e Wonder Girls. O sucesso destas garotas foi tão grande que influenciou a criação de outros grupos femininos, como o Blackpink — que você pode conhecer melhor clicando aqui. A indústria americana, percebendo o crescimento do k-pop, não demorou muito para começar a absorvê-lo. Lá em 2009, as Wonder Girls foram convidadas para tocarem na turnê dos Jonas Brothers pelos EUA.

Em 2012, um certo Psy chegou com tudo com seu hit de k-pop "Gangnam Style". Foi o vídeo mais assistido daquele ano no YouTube, ultrapassando "Baby", de Justin Bieber. Ainda assim, Psy não é considerado um "idol" do gênero, uma vez que o cara é "engraçado demais" para se encaixar em padrões de beleza e comportamento tão rígidos. Mas isso é outro assunto. Graças também a "Gangnam Style", os anos 2010 foram completamente dominados pelo k-pop no mundo inteiro. E, como já citamos acima, um grupo em questão foi extremamente essencial para isso: o BTS.

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