Keith Moon, aniversariante do dia, inspira espetáculo sob supervisão do diretor musical do Who
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Keith Moon, aniversariante do dia, inspira espetáculo sob supervisão do diretor musical do Who

O rock e o pop não vivem sem nostalgia. Mesmo com o Who ainda em atividade (quem não lembra do Rock in Rio 2017?), a demanda dos fãs parece insaciável e a importância da banda exige. Não é nada como caso do Queen, mas é uma inspiração bastante incomum: "Keith Moon: The Real Me", espetáculo musical, misto de peça teatral com one man show, em torno do mítico baterista Keith Moon (1946-1978). Assim pode ser definida a montagem em cartaz neste mês, durante o Festival de Edimburgo, na Escócia. Moon The Loon, apelido do músico, nasceu em 23 de agosto de 1946, em Wembley, Reino Unido.

Mick Berry, ator e músico americano, trabalhou desde 2013 para criar e aprimorar a homenagem a Keith Moon, morto aos 32 anos em decorrência de uma irônica overdose de medicamentos para combater seu alcoolismo. Citado pelo "San Francisco Chronicle" como um "fenômeno local", o ator — que também é comediante de stand-up — é conhecido por trabalhar em monólogos aclamados pela crítica, como "What’s My Mantra?", "Dad Fought Hitler, the Bottle & Me" e "Beats Working (A Young Man’s Show Biz Journey from Insecurity to Low Self-Esteem)".

Para além do teatro e da bateria (lógico que ele é baterista também), o americano radicado em São Francisco, na Califórnia, se dedica à escrita, tendo publicado três livros, entre eles o bem-sucedido "The Drummer’s Bible" (2003), que vendeu mais de 20 mil cópias desde seu lançamento.

Mick Berry como Keith Moon no espetáculo 'Keith Moon the Real Me'/Reprodução/Instagram
Mick Berry como Keith Moon no espetáculo 'Keith Moon the Real Me'/Reprodução/Instagram

"Keith Moon: The Real Me" conta com um aval importante do Who: a direção musical de Frank Simes, guitarrista e tecladista conhecido por colaborar com o grupo inglês (toca ao vivo com eles desde 2011, na turnê comemorativa da ópera rock "Tommy", de 1969) e Roger Daltrey (de cuja banda foi maestro por muitos anos), além de ter gravado com Mick Jagger, Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, Rod Stewart, Roger Waters e outros artistas de renome.

Frank Simes ocupa atualmente o invejável cargo de diretor musical do Who, e tocou teclados na recente turnê do grupo que recriava "Quadrophenia".

Sobre o espetáculo em si, "Keith Moon: The Real Me" é descrito como "um mergulho na mente de Keith Moon, que viveu tentando salvar-se do fardo insuportável de ser conhecido como uma lenda mas, também, como um lunático". Em ordem cronológica, a peça mostra o começo da vida do músico, bem como sua entrada no Who e sua ascensão como um dos maiores bateristas do mundo — ele figura na lista do Rock and Roll Hall of Fame, claro.

"Ao fim do espetáculo, o público sente-se mais próximo e íntimo do homem por trás do mito — descobrem como era vulnerável, inseguro e cheio de problemas pessoais", é o que diz o site oficial do musical. A filha de Keith, Mandy Moon, avaliou a peça como "simpática e divertida". Vale a dica para produtores interessados em trazer o espetáculo ao Brasil, onde não faltam fãs de Who e devotos de Keith Moon: como one man show, não deve ter custos de produção altos.

Keith Moon/Getty Images
Keith Moon/Getty Images

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