Laima, mulher e parceira de Iggor Cavalera no Mixhell, estreia solo com disco inspirado na vida doméstica
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Laima, mulher e parceira de Iggor Cavalera no Mixhell, estreia solo com disco inspirado na vida doméstica

Produtora, música, artista, ativista, professora e mãe. Ou melhor, uma "mãe-performance", como ela se autodenomina na biografia de seu Instagram. Esta é Laima Leyton, brasileira de São Paulo radicada em Londres, mulher de Iggor Cavalera, ex-Sepultura, e parceira do marido nos projetos Mixhell e, no mais recente, Soulwax. Ela acaba de se lançar em carreira solo num disco conceitual, feito a partir de poemas enviados a seu companheiro de vida quando ele estava no Brasil a trabalho.

Nesta sexta-feira (8), "Home" foi lançado como álbum duplo, com faixas eletrônicas e letras inspiradas em sua vida doméstica e na criação dos cinco filhos do casal — apenas Antônio é fruto do relacionamento entre Laima e Iggor. Em entrevista ao "Guardian", a brasileira conta como o processo criativo surgiu em meio a pilhas de louças na pia e crianças correndo pela casa.

"Gosto do palco, de me sentir glamourosa, de ser o centro da atenção e ter champanhe no backstage", contou ela. "Mas, aí, você volta para casa e precisa lavar roupar e arrumar a louça. A maioria dos músicos no mundo faz isso, a não ser que você seja um superstar. Mas isso não é sempre algo ruim. Na verdade, me fez refletir sobre o que o 'lar' significava."

O Brasil, onde seu marido está constantemente trabalhando, não era mais sua casa. Tampouco Londres, onde vive atualmente, por achar a cidade "deprimente". Restou então apenas a existência isolada em sua casa e, não é que de lá surgiram altas ideias?!

"Comecei a enviar mensagens e e-mails para Iggor com poemas recitados em cima de sintetizadores", disse Laima. Assim, ela compôs "Home", que por motivos óbvios, também tem a colaboração do marido e de membros do Soulwax.

O título das dez faixas de "Home" chamam a atenção por serem substantivos, ou pequenas sentenças, que falam sobre futuro, vida, sonhos, gravidez, ansiedade e lar. Uma das canções, "Poem Song for Iggor", foi a primeira a ser composta. Ela trata sobre a solitude dos dias em que o marido esteve fora.

As faixas favoritas de Laima, entretanto, são as inspiradas por seus filhos, como "Power". A letra da música surgiu após uma conversa com o filho Antonio, de 13 anos, sobre a morte.

Além de tocar os projetos musicais, Laima trabalha na ONG In Place of War, como diretora musical do Grrrl Project. Nos últimos anos, ela foi responsável por "curar" novas expoentes de países como Brasil, Venezuela, Zimbábue, Reino Unido, Gana e Bangladesh. Nesta função, ela afirma também sentir-se "acolhida como se estivesse em casa".

"Quando estou viajando, as vezes, fico desesperada para voltar. Depois, choro no avião por ter deixado geral para trás. Os homens têm facilidade com isso, eles simplesmente vão. As mulheres não, geralmente falta confiança. Mas, sinceramente, nunca me senti tão forte desde que tive um filho", avaliou.

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