'Led Zeppelin II': faixa a faixa do álbum que há 50 anos inspira gerações de músicos
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'Led Zeppelin II': faixa a faixa do álbum que há 50 anos inspira gerações de músicos

Há 50 anos, Robert Plant, John Bonham, Jimmy Page e John Paul Jones lançavam "Led Zeppelin II", o segundo disco da banda, no dia 22 de outubro de 1969. Para comemorar o emblemático aniversário deste clássico, o site "Ultimate Classic Rock" fez um faixa a faixa contando detalhes e curiosidades de cada uma das nove canções do álbum.

O que torna "Led Zeppelin II" mais interessante que o "Led Zeppelin", o álbum anterior, é — além da sonoridade mais hard rock e menos blues — o fato do primeiro ter sido construído em um curto período de tempo. Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, revelou, em entrevista à "Rolling Stone", que os músicos criaram as canções do segundo disco em quartos de hotéis, enquanto estavam promovendo a turnê do primeiro álbum.

"Foi bem louco", contou. "Nós não tínhamos tempo, então trabalhávamos onde dava. Quando o álbum foi lançado, eu já estava farto dele. Não aguentava mais ouvi-lo, e por isso perdi a confiança nele."

Se Jimmy não aguenta mais escutar "Led Zeppelin II", nós temos tempo e vontade de sobra. Abaixo, confira o faixa a faixa do disco:

‘Whole Lotta Love’

"Whole Lotta Love" tem um dos riffs mais marcantes de todos os tempos. Agora, se tem algo na música que não recebe o reconhecimento que deveria é o eco da guitarra, um som totalmente ambicioso e avançado para a época. Em entrevista ao "Guitar World", Jimmy contou que o efeito foi criado durante a mixagem, com a ajuda do engenheiro de som Eddie Kramer. "Utilizamos efeitos e osciladores de baixa frequência para conseguir esse eco", disse ele.

‘What Is And What Should Never Be’

"What Is And What Should Never Be" é uma das primeiras composições de Robert Plant para o Led Zeppelin e tem uma pegada bastante psicodélica em seu hibridismo blues, jazz e rock. O famoso produtor musical Rick Rubin considera esta faixa uma das melhores da história da banda.

‘The Lemon Song’

"The Lemon Song", para quem não sabe, tem trechos "emprestados" da música "Killin' Floor", de Howlin' Wolf (1910-1976), maior ídolo de Robert Plant no blues. Acredita-se que o baixista John Paul Jones improvisou a linha de baixo durante toda a faixa, que tem forte influência do funk e do blues.

‘Thank You’

"Thank You" é outra composição de Robert Plant, mas, desta vez, uma baladinha. Infinitas vezes copiada, mas jamais alcançada em termos de profundidade. Tem a cara do que o Led Zeppelin iria apresentar em seu disco "Led Zeppelin III", com toques de órgão e guitarras de 12 cordas.

‘Heartbreaker’

"Heartbreaker" tem um dos solos de guitarra de Jimmy Page mais emblemáticos de todos os tempos. O músico conseguiu esse feito usando "apenas" uma Les Paul e um amplificador Marshall, que viriam a se tornar seus equipamentos favoritos. Vale ressaltar que o solo de "Heartbreaker" foi feito no improviso, e a faixa foi gravada em um estúdio diferente daquele em que foram feitas as outras canções do álbum.

‘Living Loving Maid (She’s Just A Woman)’

Se você ouvir "Led Zeppelin II" na ordem correta das faixas, terá a impressão que "Heartbreaker" e "Living Loving Maid (She's Just A Woman)" são duas partes da mesma música. Mas não, cada uma é uma faixa diferente. "Living Loving Maid" tem um riff tão inovador que influenciou as gerações que vieram a seguir, prenunciando a cena de glam metal dos anos 1980.

‘Ramble On’

"Ramble On" tem uma sonoridade muito específica graças a um equipamento de efeitos de "sustain" pilotado por Roger Mayer para Jimmy Page. É graças a ele que a faixa dá a impressão de ser tocada com diversos instrumentos de cordas.

‘Moby Dick’

Em "Moby Dick", quem brilha é o baterista John Bonham (1948—1980). Ele foi o responsável por criar toda a base percussiva da música. Ah, e detalhe: de improviso. Segundo o livro de Dave Lewis sobre a banda, Jimmy Page gravou John tocando de improviso e, no fim, a edição deu conta de juntar tudo.

‘Bring It On Home’

"Bring It On Home" é baseada em uma composição de Willie Dixon de mesmo título. Ela começa com a gaita de Robert Plant em um trecho que, aliás, foi gravado em Vancouver, no Canadá, enquanto a banda viajava em turnê. A música começa como um blues despretensioso, mas depois segue para uma base hard rock, mostrando que o Led Zeppelin, de fato, extrapolou todos os limites do gênero e criou uma sonoridade muito própria.

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