Livro sobre Charlie Chaplin revela a faceta musical do ídolo do cinema mudo
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Livro sobre Charlie Chaplin revela a faceta musical do ídolo do cinema mudo

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Ícone do cinema mudo, Charlie Chaplin é reconhecido mundialmente por ser um homem de dois extremos. Se dentro das telas era o gênio da atuação, brilhante em sua técnica e carisma, fora delas ele é lembrado como workaholic, um homem perfeccionista que levava sua equipe ao extremo cansaço ao repetir seguidas vezes as mesmas cenas. Fora isso, ele também tinha uma faceta musical pouco conhecida por seu público, mas evidenciada em "The Music of Charlie Chaplin", do biógrafo Jim Lochner. O livro ainda não está disponível em português, mas pode ser comprado em inglês pela Amazon, que entrega no Brasil. A obra custa US$ 39,95. 

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Em "The Music of Charlie Chaplin", Jim revela que o ator, morto em dezembro de 1977, aos 88 anos, tinha seu lado compositor. Mas, como ele era incapaz de ler ou escrever partituras, pois não teve educação formal como músico, transmitia suas ideias de maneiras pouco ortodoxas aos profissionais que faziam parte de sua equipe. 

Para criar, por exemplo, "Smile", umas das trilhas de "Tempos Modernos", longa de 1936, Chaplin tentou de tudo: fez zumbidos com a boca, cantarolou sem nenhuma afinação e se arriscou ora no piano, ora no violino. Tudo isso para tentar traduzir os sons que tocavam em sua cabeça.  

Infelizmente, isso não se traduzia de uma forma positiva. Charlie Chaplin não dava créditos aos que lhe ajudavam a realizar as composições — para isso, ele pedia que os músicos assinassem um contrato prévio, na qual asseguravam os direitos autorais apenas para ele. 

Em uma das passagens do livro, Jim conta que ensaiar com o ator era como participar de uma "sessão de tortura". As informações fazem parte do depoimento de Charlie Chaplin Jr, um dos filhos do artista. 

Pelo menos duas histórias foram publicadas em uma reportagem do site "Atlantic": uma envolvendo o maestro Edward Powell, que quase perdeu a visão por passar muitas horas escrevendo uma trilha, e outra relacionada ao músico David Raksin. Este, na época um jovem contratado por Powell para se juntar a equipe, perdeu 25 quilos, trabalhava 20 horas por dia e, de tão exausto, dormia no estúdio. 

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