Mais que k-pop: conheça Peggy Gou, DJ de música eletrônica mais 'hypada' do momento
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Mais que k-pop: conheça Peggy Gou, DJ de música eletrônica mais 'hypada' do momento

A DJ sul-coreana Peggy Gou tem a vida que muitos millennials gostariam de ter: ela é jovem — tem 29 anos —, viajada — já tocou no mundo todo e vive em Berlim —, adorada por um estilista famoso — Virgil Abloh, diretor artístico da Louis Vuitton —, tem sua própria grife de roupas — a linha de streetwear Kirin —, é incrivelmente bem-sucedida — é dona de uma gravadora, a Gudu Records, e tem seu próprio festival em Londres, o Pleasure Gardens — e admirada — no Instagram, Peggy Gou está prestes a completar 1 milhão de seguidores.

Como ela dá conta disso tudo? Bem, esse é um mistério que o "Guardian" tentou descobrir, em entrevista com Peggy. Para a repórter Aimee Cliff, a artista contou que antes de se tornar DJ, ela era uma frequentadora assídua de raves.

"Adorava os DJs de Detroit, como Maurice Fulton. Os sets dele propõem um som mais techno, mas do nada ele toca algo mais disco", disse ela que, também antes de se dedicar ao ofício musical, estudou moda — daí o antigo interesse em ter sua própria marca fashion.

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Aos moldes de Anitta, Peggy administra tudo isso por conta própria, sem a ajuda de um empresário ou um agente. A pergunta que fica é: quantas horas ela dorme por dia? Vamos ter que dormir sem essa resposta.

Enquanto crescia, Peggy era uma grande fã de k-pop, mas, hoje, nem tanto. "O k-pop de antigamente era bem melhor do que aquele que é feito atualmente", avalia. Seus horizontes musicais só se expandiram para além da música feita em seu país de origem quando se mudou para o Reino Unido, aos 14 anos. Na terra da Rainha, a artista estudava e vivia com uma família inglesa, que foram seus "guardiões" por três anos. "Na juventude, eu me rebelei. Mentia para eles, chegava tarde de festas e não avisava nada", disse ela.

Aos 18, ela passou para o London College of Fashion e, quando não estava na faculdade, Peggy podia ser encontrada em boates como a Plastic People ou Corsica Studios. Foi nesse ambiente que ela foi "descoberta" por um organizador de festas da casa noturna Cirque Le Soir. Ele viu uma foto da jovem no Facebook atrás da cabine de DJ e a chamou para tocar. Sua sorte é que tinha aprendido os princípios para mexer na aparelhagem, graças a uma amiga da Coréia do Sul. Assim ela começou sua residência na Book Club, enquanto aproveitava o tempo livre para aprender o software Ableton.

Peggy Gou tocando em Roma, na Itália, em julho deste ano/Reprodução/instagram
Peggy Gou tocando em Roma, na Itália, em julho deste ano/Reprodução/instagram

Por conta da nova atividade, o curso de moda acabou ficando para trás. "Meus pais não queriam que eu voltasse para meu país porque fui reprovada. Eles estavam chateados porque era uma faculdade cara", lembra. Peggy não deu muito bola para isso e se mudou para Berlim, onde a atividade como DJ foi ficando cada vez mais séria.

"Nessa época, minha vida em Berlim se resumia a trabalhar numa loja de discos, fazer música em casa e ir à (discoteca) Berghain nos domingos", descreveu. "Meus pais não botavam fé, não. Eles falavam: 'Antes era a moda, agora é a música. O que vem na sequência?'". De fato, eles estavam certos, muitas coisas vieram na sequência: reconhecimento profissional e sucesso.

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