Manu Chao relança 'Clandestino' com três faixas inéditas sobre fronteiras e imigrantes
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Manu Chao relança 'Clandestino' com três faixas inéditas sobre fronteiras e imigrantes

O cantor e compositor Manu Chao vai relançar este ano "Clandestino", seu aclamado álbum de estreia e de maior sucesso até hoje. A reedição traz três novidades além das 16 faixas originais de 1998, entre elas “Minha galera”, “Mentira…” e “La despedida”. Vale lembrar que suas letras soam ainda mais oportunas nos dias de hoje, ao falar sobre imigrantes e refugiados, por exemplo. Fora que a música-título já ganhou inúmeras releituras, como mais recentemente a da atriz e a cantora mexicana Lila Downs.

O single "Bloody Border", primeiro a ser lançado e que Manu "acrescentou" ao título do disco — agora é "Clandestino/Bloody Border" —, foi escrito em 2011, logo depois de uma visita a um campo de imigrantes no Arizona. Em um dos versos, Chao canta "Let the people come and go" ("Deixe as pessoas irem e virem", em tradução livre), reforçando o refrão que diz "Nunca mais" às péssimas condições nos acampamentos.

Outra faixa nova é "Roadies rules”, parceria de Chao com Renaud Letang, que ficou de fora das sessões originais do álbum. Refeita pela dupla, a música é um blues meio autobiográfico que fala de desorientação e falta de esperança.

Para completar as novidades, a própria "Clandestino" que chega repaginada 21 anos depois. Ela ganhou a participação da cantora Calypso Rose, de Trinidad e Tobago que, além de dividir os vocais, enriqueceu a letra com versos como "A terra à frente não me quer, a terra atrás de mim arde". O relançamento oficial de "Clandestino/Body Border" acontece em 30 de agosto em edições limitadas em CD e vinil triplo.

Manu Chao é francês de ascendência espanhola, um pacifista que sempre aliou ativismo à música. Ele é um dos fundadores do importante Mano Negra, grupo multirracial formado ao lado de seu irmão Antoine e seu primo Santiago Casiriego em 1987. Eles começaram a tocar no metrô de Paris e foram amadurecendo a mistura musical que marca seu trabalho: rock, rumba, hip-hop, salsa, raï e punk, cantada ora em francês, espanhol, inglês e ainda árabe.

Chao não lança disco inédito desde 2007 - o último foi "La Radiolina" - mas, em 2017, surgiu com três canções novas: “No Solo En China Hay Futuro”, “Words Of Truth” e “Moonlight Avenue”, a última do projeto Ti.Po.Ta., com a grega Klelia Renesi.

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