Mariana Nolasco, fenômeno no Youtube, começa turnê antes de brilhar no Palco Supernova do Rock in Rio
Rock in Rio 2019

Mariana Nolasco, fenômeno no Youtube, começa turnê antes de brilhar no Palco Supernova do Rock in Rio

Numa época em que o termo youtuber ainda nem era muito difundido, uma menina de Campinas, interior de São Paulo, praticamente se jogou à frente do que viria a ser uma febre. Isso nem faz tanto tempo: o ano era 2012 quando Mariana Nolasco, então com 13 anos, resolveu fazer uma cover de voz e violão do funk "Ai meu deus como é bom ser vida loka" (MC Rodolfinho) e publicar o vídeo no Youtube. O resultado: 1 milhão de visualizações no dia seguinte. "Isso não era comum na época, então eu pensei que tivesse bugado! Mas fui vendo que as pessoas estavam compartilhando mesmo", conta a cantora.

Hoje com 21 anos, Mariana está prestes a estrear a turnê de seu primeiro álbum. "Planeta Borboleta" vai ser apresentado no Rio de Janeiro no dia 6 de setembro no Teatro Clara Nunes, na Gávea. Depois, segue por Belo Horizonte, Salvador, Belém, Florianópolis, Curitiba e São Paulo, onde mora atualmente. Em 5 de outubro, chega ao Palco Supernova, no Rock In Rio. "Ano passado toquei no Solar de Botafogo, mas queria agora um local maior. No início tive receio porque a estrutura do Clara Nunes é para peças teatrais, mas cheguei à conclusão que isso não importava. Afinal, a função da arte é levar sensações às pessoas, independente de qual formato! O que importa é a mensagem", conta a jovem cantora.

Mariana faz show no Teatro Clara Nunes, no Rio. Divulgação
Mariana faz show no Teatro Clara Nunes, no Rio. Divulgação

A primeira aparição de Mariana não foi no Youtube, e sim em vídeos no Facebook, onde apresentava covers. "Eu também participava de uma rede social chamada Ask.FM, onde respondia tudo cantando e tocando violão. Aí as pessoas começaram a sugerir que eu criasse um canal no Youtube, mas nem tinha ideia de como funcionava. Até então tudo era um passatempo para mim", lembra.

Com o impacto daquele 1 milhão de visualizações, Mariana disse que teve um estalo e começou a perceber que cantar poderia, sim, se tornar meta de vida. "Passados uns dois anos desde o primeiro vídeo, comecei a levar a sério. Comprei uma câmera, microfone, comecei a gravar em estúdio e me mudei para São Paulo", conta.

Mariana ficou conhecida por versões de músicas como "Me Namora" (Edu Ribeiro), "Ela Só Quer paz" (Projota), "The Scientist" (Coldplay) e "Sorri, Sou Rei" (Natiruts). E também pela "resposta", que fez para o funk "Baile De Favela" em 2016, que alcançou 16 milhões de visualizações. Para os versos machistas do MC João, Mariana canta "respeita o seu par" e "pra florir com a vida delas", feitos em parceria com Pedro Pascual. "Eu fiquei um pouco insegura, com medo da reação das pessoas, mas acabei percebendo que o que importa é o que você está sentindo e para o que você está dando atenção", afirma.

Conforme foi ficando mais famosa, a cobrança por músicas autorais começou. "As pessoas pediam músicas minhas, mas eu achava tudo que escrevia muito ruim! Além disso, sempre toquei em formato voz e violão e nem imaginava como seriam os arranjos. Comecei a me perguntar do que eu realmente gostava e fui encontrando meu caminho. A primeira canção veio em 2017: 'Poemas Que Colori'", conta.

Logo em seguida vieram mais dois singles - "Sons De Amor" e "Que Seja Pra Ficar" - e o álbum homônimo com 10 faixas, lançado em 2018. "No início da produção do disco até pensei em incluir algumas versões, mas percebi que não seria mais necessário", diz, confiante.

O trabalho, que foi lançado em todas as plataformas e também em formato físico, tem a participação de Rael, Mar Aberto e Pedro Pascual. "Eu sempre gostei do Rael e o conheci pessoalmente em um de seus shows. Um dia perguntei se ele não queria fazer uma música comigo. Eu já tinha a primeira parte de 'Sons de amor' e achava que ficaria legal com um rap. Nos encontramos e foi incrível ver o cara escrevendo, dando um sentido a mais em algo que eu tinha escrito!", diz, emocionada.

Com o duo Mar Aberto, formado por Gabriela Luz e Thiago Mart, Mariana diz que aconteceu uma coincidência incrível. "Sempre admirei o trabalho deles e temos uma trajetória parecida, com a diferença que eles já começaram autorais. Eu pedi para fazerem uma música para o disco, e eles disseram que já tinham uma que era minha cara: 'Constelação'. Com esse nome, só poderia ser minha!"

Já o youtuber e cantor Pedro Pascual, de quem Mariana se separou recentemente — eles namoravam desde 2015 —, participa cantando na faixa "Me Sinto Eu". "Ele fez parte do projeto inteiro, a maior parte das músicas é parceria nossa - 'Planeta Borboleta', aliás, é só dele. O legal é que, mesmo depois da separação, nossa amizade permanece", conta, feliz.

A resposta a "Baile De Favela" deixou claro o posicionamento feminista de Mariana. Mas ela diz que hoje se volta mais para o lado espiritual, analisando seus sentimentos e prioridades. "Às vezes ouço coisas do tipo 'ah, mas é tão banal falar de amor com tantas outras coisas importantes acontecendo'. Mas amor é só o que importa! A gente aprende pelo amor e não pela violência e raiva", pondera.

Com mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, Mariana diz que tenta não se afetar por isso. "Isso é só um número, meu dia a dia é igual ao de qualquer pessoa. Falar e fotografar coisas pessoais não faz diferença para mim. Eu faço o que faço por causa do meu fã, então quero ter uma relação de reciprocidade e aproximação com ele", diz ela, que abriu recentemente o perfil @turneplanetaborboleta, dedicado à turnê. "Tem uma galera fanática por shows, então, até mesmo por questão de organização, criei essa conta para poder mostrar tudo sobre os ensaios, bastidores, apresentações e itens da lojinha", explica.

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