Mary Wilson, das Supremes, revê em livro o glamour do grupo mais bem vestido dos anos 1960
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Mary Wilson, das Supremes, revê em livro o glamour do grupo mais bem vestido dos anos 1960

A ex-Supremes Mary Wilson e o autor de biografias Mark Bego se juntaram para escrever o livro "Supreme Glamour", um catálogo que mapeia o estilo do famoso trio (além de Mary, Diana Ross e Florence Ballard, na formação clássica) da gravadora Motown e que, em breve, se tornará essencial para todo estudante de moda interessado em figurinos de estrelas da música. A obra, a ser lançada em inglês pela editora Thames & Hudson, começa a ser vendida no dia 15 de agosto e já está em pré-venda em alguns sites brasileiros.

"Supreme Glamour" tem 240 páginas com 400 ilustrações e 32 imagens de vestidos icônicos das Supremes, fotografados no palco do Museu do Grammy, em Los Angeles. Cada imagem vem seguida de uma legenda bastante detalhada, com informações sobre design, tecido e a marca de cada peça. Além do mais, o texto revela em quais ocasiões as vestimentas foram usadas pela primeira vez.

Mas nem só de moda fala o livro. "Supreme Glamour" também traz um roteiro sobre a ascensão do trio até a fama nos anos 1960. Por isso, Mary é acompanhada de Mark, um experiente escritor responsável por biografar a vida de Linda Ronstadt, Aretha Franklin, Whitney Houston, Madonna e Michael Jackson.

Mary Wilson, Diana Ross e Florence Ballard, as Supremes em janeiro de 1964/Getty Images
Mary Wilson, Diana Ross e Florence Ballard, as Supremes em janeiro de 1964/Getty Images

"Esse projeto foi um trabalho feito com muito amor", garante Mary na introdução da obra. "Tudo que vestíamos realmente importava. Nós influenciamos nossos fãs ao longo das décadas, passando por diversos estilos."

Em entrevista ao "Guardian", Mary, atualmente com 75 anos, explicou como acabou ficando com boa parte dos vestidos do grupo para si, diferentemente de outras integrantes que passaram pelo trio ao longo dos anos (as mais notáveis foram Cindy Birdsong e Jean Terrell). "Os vestidos eram das Supremes. Cada membro que deixava o grupo, também deixava o figurino para trás. Como era um dos membros fundadores e não saí do trio, acabei ficando com eles. Até hoje tenho o 'Queen Mother', vestido de aproximadamente 15 kg que usamos no London Palladium em 1968", disse ela.

A cantora ainda revelou que, apesar de conter boa parte dos figurinos das Supremes, alguns vestidos acabaram perdidos por aí. "Quando a Motown fechou e se mudou para Los Angeles, em 1972, muitas peças desapareceram e outras foram guardadas em Detroit. Acabei encontrando algumas delas tempos depois, em sites online. Precisei comprá-los de volta, mas ainda restam vários. Alguns estão em exposições de museus e não tenho a menor ideia de quem os comprou", finalizou.

Capa do livro 'Supreme Glamour', de Mary Wilson e Mark Bego/Divulgação
Capa do livro 'Supreme Glamour', de Mary Wilson e Mark Bego/Divulgação

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