Max Cavalera, ex-Sepultura, aos 50: 'Tenho 15 anos quando estou ouvindo metal. Nunca cresci, nem quero!'
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Max Cavalera, ex-Sepultura, aos 50: 'Tenho 15 anos quando estou ouvindo metal. Nunca cresci, nem quero!'

Em 4 de agosto, a lenda do heavy metal brasileiro, o músico Max Cavalera, completou 50 anos. Em homenagem ao aniversário do ex-Sepultura e atual Soulfly, o site "Metal Hammer" publicou uma entrevista em que ele responde perguntas enviadas por fãs via diversas plataformas, como Facebook e e-mail. Um belo presente para os admiradores do cara, né?

Dentre as mensagens enviadas a Max, algumas eram mais sérias, e outras meras bobeiras imperdíveis. Um fã denominado Andrew Stewart perguntou se ele preferia pizza ou hambúrguer, e o músico respondeu na boa. "É uma ótima questão", disse. "Comemos pizza após todos os shows, então vou escolher hambúrguer. Especialmente se for do In-N-Out (rede de restaurantes dos EUA)."

Outra admiradora do cantor e guitarrista é Jenny McAlpine, autora da pergunta: "Qual o show mais doido que você já fez?". Para Max, este foi, definitivamente, um que rolou no festival de música Pol'and'Rock, com o Soulfly.

"Aconteceu no ano passado na Polônia. Tinha umas 500 mil pessoas e era meu aniversário. Os fãs cantaram 'Parabéns para Você' em polonês", declarou ele. "Esse show foi tão incrível como quando abrimos para o Black Sabbath em 2014 no Hyde Park, em Londres. Nada se compara a isso. Eu estava tremendo. Jimmy Page estava andando por ali. Eu senti como se tivesse morrido e chegado ao céu."

Max Cavalera em um show do Soulfly em Moscou, na Rússia, em março de 2016/Getty Images
Max Cavalera em um show do Soulfly em Moscou, na Rússia, em março de 2016/Getty Images

Brennon Hayes, um admirador de Max ligado em seus projetos paralelos, questionou quando o novo disco do Killer Be Killed (superbanda formada por Max, Greg Puciato, Troy Sanders e Dave Elitch) será lançado. O músico não deu uma data, mas disse que o grupo tem algum material guardado na gaveta. "Fizemos algumas demos. Temos 12 músicas prontas que são boas. Uma delas soa como as antigas canções do Judas Priest. É foda", revelou.

O brasileiro Ricardo Tavares da Silva colocou Max na parede ao perguntar se o heavy metal tem o mesmo papel na vida do músico como antigamente. Ele não hesitou em responder que sim. "Sou um fã de coração. Sinto que ainda tenho 15 anos quando estou ouvindo heavy metal. Eu nunca cresci e nem quero! Não ligo para o que as pessoas digam, eu apenas as ignoro. Não sou como esses caras nostálgicos que falam sobre os 'dia de glória' do metal. Eu esto vivendo esses dias agora", afirmou.

Quando questionado sobre projetos futuros, Max contou que deseja fazer algo com os filhos. "Do tipo Rush encontra Venom", divertiu-se. "Também gostaria de fazer algo realmente pesado e muito louco. E nem ligo que ninguém gostar."

Ao fim, Max contou que seu disco de não-metal favorito é "Spiritchaser", da banda australiana Dead Can Dance. "Escuto esse álbum o tempo todo", garantiu ele, que pretende escrever mais livros, mas, para isso, ele cogita voltar a beber. Preciso colecionar mais aventuras, fazer mais merdas. Estou mais lento porque não bebo mais, então minhas histórias têm menos confusão. Talvez eu volte a beber", riu. "Ou, talvez, conte histórias dos tempos antigos do Sepultura."

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