Mötley Crüe, Def Leppard e Poison juntos em turnê para provar que 'os anos  80 não são ridículos'
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Mötley Crüe, Def Leppard e Poison juntos em turnê para provar que 'os anos 80 não são ridículos'

Os integrantes do Def Leppard, Mötley Crüe e Poison se reuniram na quarta-feira (4/12) na sede da SiriusXM em Los Angeles para anunciar oficialmente as datas da The Stadium Tour. Serão 22 dias no verão de 2020 em que os titãs do glam metal oitentista se apresentarão juntos. A banda Joan Jett And The Blackhearts também vai participar da turnê.

Slim Jim Phantom, baterista do Stray Cats, foi quem mediou o encontro, que levantou questões como o contrato que o Mötley Crüe teria impedindo a banda de se reunir após o final da turnê em 2015.

“Ei, me dá um segundo?”, interrompeu Bobby Dall, baixista do Poison. "Os contratos devem ser quebrados", brincou. "E, além disso, você sabe que gostamos de explodir tudo!", reforçou o baterista do Crüe, Tommy Lee.

Com a nova turnê, as bandas querem provar que os anos 80 não são ridículos. Crédito: Getty Images
Com a nova turnê, as bandas querem provar que os anos 80 não são ridículos. Crédito: Getty Images

"Honestamente, acho que nenhum de nós pensou que voltaríamos a nos reunir", disse o baixista do Crüe, Nikki Sixx. "Nós não estávamos realmente nos dando bem naquele momento. Estávamos juntos há 35 anos e não tivemos muito tempo para nós mesmos. Terminamos a banda e todos seguiram seus próprios caminhos, acho que realmente precisávamos dessa pausa", conta.

Sixx lembra que foi durante a produção da cinebiografia da banda, "The Dirt", que eles começaram a sair juntos novamente. “E acho que meio que percebemos o quanto sentíamos falta um do outro ... falta de estar em uma banda juntos”, diz.

Nikki Sixx, do Motlëy Crüe, diz que nenum dos companheiros pensava em se reunir novamente. Crédito: Getty Images
Nikki Sixx, do Motlëy Crüe, diz que nenum dos companheiros pensava em se reunir novamente. Crédito: Getty Images

No entanto, ninguém parecia mais empolgado com a turnê do que o vocalista do Poison, Bret Michaels. Michaels vibrou quando a entrada para Rock and Roll Hall of Fame do Def Leppard foi mencionada. No final do encontro, ele organizou as cadeiras para que todos pudessem tirar uma foto juntos. "Bret estava me dizendo há pouco tempo que se ele não estivesse na turnê, ele iria ao show", falou Sixx.

"São seis horas dos dez principais hits", ressalta Dall. "Se [as outras bandas] cortarem metade do seu set, ainda não há nada além de hits!", confirma Michaels. "Os anos oitenta são muito ridicularizados. Muitas pessoas ainda acham que é uma década ridícula, e estamos prestes a provar o contrário. Se as músicas ainda estão sendo tocadas no rádio, há uma razão para isso. É porque eram boas!", defende Joe Elliott, líder do Def Leppard.

E o melhor, tal qual o contrato de Crüe: essas datas da turnê não são definitivas. "Existem 22 shows em estádios, portanto são os principais. Mas o interesse está crescendo, antes mesmo dos ingressos serem colocados à venda”, diz Elliott.

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