Mötley Crüe: o que os integrantes originais estão fazendo da vida após o fim da banda
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Mötley Crüe: o que os integrantes originais estão fazendo da vida após o fim da banda

A banda californiana de glam metal Mötley Crüe ficou oficialmente na ativa de 1981 até 2015 — apesar de que houve um hiato entre 2000 e 2004, mas isso é assunto para outra hora. No ano da "despedida final", o grupo finalizou os trabalhos com sua última turnê, como é de praxe entre muitas bandas, como o próprio Kiss e o Slayer estão fazendo recentemente.

Em 2018, entretanto, os ex-companheiros de banda voltaram a fazer música novamente por um breve período — eles gravaram três músicas novas e um cover de Madonna. Isso, por conta do lançamento do filme biográfico do Mötley Crüe, batizado de "The Dirty" — disponível na Netflix.

O retorno para os estúdios acendeu um sentimento de esperanças em muitos fãs de Nikki Sixx, Tommy Lee, Mick Mars e Vince Neil. Mas, infelizmente, não está nos planos dos músicos retomar o Mötley Crüe. Eles querem, mesmo, é focar em suas carreiras solo.

De acordo com a "Billboard", o vocalista Vince Neil está viajando em turnê pelos EUA tocando músicas do catálogo de sua ex-banda. Já o guitarrista Mick Mars, o baixista Nikki Sixx e o baterista Tommy Lee estão trabalhando em novos projetos. Dois deles são álbuns solo. O terceiro é um musical.

Após anos vivendo em Los Angeles, Mick encontrou uma nova casa em Nashville, onde mora há seis. Atualmente, ele está se dedicando ao álbum solo, de metal para "pessoas mais velhas", com lançamento previsto para o começo do ano que vem. "Espero que não perca muitos fãs com esse novo trabalho", disse ele. "Mas não quero viver para sempre em 1985."

O baterista Tommy está há dois anos batendo cabeça em seu disco solo, descrito por ele como "algo totalmente insano". O álbum foi batizado de "Trans Genres" porque "metade da energia dele é masculina e metade é feminina", considerou. "É um trabalho muito eclético, acredito que as pessoas irão gostar."

"Trans Genres" está previsto para ser lançado em março de 2020. Segundo o músico, tem uma pegada parecida com "Tommyland: The Ride", de 2005. Ele também declarou que o álbum tem "ótimas" colaborações femininas, como a rapper sul-africana Push Push, Julia, da banda PLYA, e uma cantora chamada Ellie.

O baixista Nikki, um dos principais compositores da banda, está seguindo uma direção diferente de seus ex-companheiros. Ele está adaptando sua autobiografia, "The Heroin Diaries", para um espetáculo musical na Broadway, com estreia prevista para abril de 2020. Com a peça, o músico quer chamar atenção para o abuso de drogas lícitas e os excessos cometidos durante sua carreira na música.

"Muitas pessoas estão elogiando meu trabalho. Quero passar uma mensagem para alertar as pessoas sobre o abuso de substâncias farmacêuticas", afirmou Nikki. "É claro que tem gente que precisa disso para viver, por conta de dores e outras coisas. Mas não quero criticá-las. Meu intuito é falar sobre essa epidemia que vivemos hoje e criticar as empresas farmacêuticas."

Registro da banda Mötley Crüe em janeiro de 1990/Getty Images
Registro da banda Mötley Crüe em janeiro de 1990/Getty Images

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