'Mulan': nova versão tem música de Christina Aguilera e adaptação à era #MeToo
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'Mulan': nova versão tem música de Christina Aguilera e adaptação à era #MeToo

"Mulan" é o mais novo personagem de desenho animado da Disney a ganhar carne e osso. A nova versão ganha as telas em 27 de março e traz Christina Aguilera de volta à trilha sonora. A cantora, que na animação de 1998 gravou a canção "Reflection", interpreta agora a nova "Loyal Brave True".

"É incrível voltar a um filme tão cheio de poder e significado, e que sobreviveu ao teste do tempo", diz Christina à "Rolling Stone". Ex-apresentadora mirim do "Clube do Mickey", onde esteve entre 1993 e 1994, a cantora tinha 16 anos quando participou da trilha da produção original. "O filme e a música 'Reflection' coincidiram com o meu primeiro contrato de gravação", disse ela, ressaltando que 'Loyal Brave True' representa um bom equilíbrio entre vulnerabilidade e força.

Em setembro de 2019, a cantora lançou a balada “Haunted Heart”, do divertido reboot de "A Família Addams". Sobre a nova empreitada em trilhas sonoras, ela postou no Twitter na semana passada que, além da nova canção, também gravou uma versão atualizada de "Reflection" para o remake. Mas, diferente de outras produções, "Mulan" não é um musical. "Garanto que haverá músicas que você reconhece e lembra", diz o produto Jason Reed ao site "Bustle".

Diferente das últimas adaptações live-action da Disney, como "Aladdin" e "O Rei Leão", "Mulan" não será fiel ao filme de animação. A história baseada na lenda chinesa de Hua Mulan, onde uma mulher (interpretada pela atriz chinês-americana Liu Yifei) se disfarça de homem para lutar no lugar de seu pai no exército imperial da China, ganhou adaptações "politicamente corretas". "Voltamos ao original 'Ballad of Mulan' (poema narrativo chinês do século VII) e às muitas variações desde que foi criado", diz Jason.

Dois personagens do desenho foram excluídos na nova versão. O dragão Mushu, companheiro de Mulan, que era dublado por Eddie Murphy. "Usar um dragão como um parceiro bobo não pegou muito bem com o público tradicional chinês", justifica o produtor. E o o general Li Shang, que se envolve emocionalmente com a protagonista. Neste segundo caso, foi a questão do assédio que falou mais alto. "Acho que, particularmente na época do movimento #MeToo, ter um oficial se interessando por alguém subalterno seria muito desconfortável e não achamos apropriado", disse Jason em entrevista à "Collider". A solução foi "dividir" o personagem em dois. Um é o comandante Tung, que serve como seu mentor no filme, e o outro é Honghui, que tem a mesma patente que Mulan no esquadrão.

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