Música não tem idade: 9 artistas que ficaram famosos depois dos 30 anos
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Música não tem idade: 9 artistas que ficaram famosos depois dos 30 anos

Existe uma certa pressão para que artistas sejam famosos desde muito cedo — tendência que ficou mais acentuada entre os millennials. Um bom exemplo são os iniciados da Disney: Miley Cyrus, Selena Gomes, Demi Lovato, Britney Spears, Justin Timberlake, os Jonas Brothers, entre outros. Acontece que, diferentemente desses nomes, nem toda banda ou cantor faz sucesso antes ou durante os 20 e poucos anos. E não há nada de errado nisso.

A música é, felizmente, um espaço democrático onde todos têm seu lugar, independentemente de cor, sexo, gênero, religião, cultura, nacionalidade e faixa etária. Portanto, é sobre celebrar a diversidade e respeitar individualidade de cada um. Falando nisso...

Há diversos cantores, músicos e compositores que iniciaram suas carreiras musicais "tardiamente", enquanto outros investiram desde cedo, mas apenas se tornaram famosos depois dos 30. É sobre isso que iremos tratar na lista abaixo. Acompanhe a história de nove artistas que se encaixam nesse perfil:

Dona Onete

Diva do Carimbó — gênero musical amazônico de origem indígena, com influências da cultura negra e portuguesa —, Dona Onete foi descoberta nos anos 2000, aos 61 anos. Na época, a mulher nascida no interior do Pará estava aposentada da carreira como professora e pôde finalmente se dedicar à música, sua grande paixão. Seu primeiro disco, "Feitiço Caboclo", foi lançado em 2012, quando ela tinha 73 anos. Desde então, a cantora já divulgou mais um disco "Banzeiro" (2016) e ganhou um documentário, "Flor da Lua" (2018).

Leonard Cohen

O canadense Leonard Cohen se mudou para os Estados Unidos após ver sua carreira como escritor ruir. Na terra do Tio Sam, ele perseguiu o caminho como cantor e compositor em 1967, quando tinha 33 anos. Foi nessa época que lançou seu álbum de estreia, "Songs of Leonard Cohen". O disco logo se tornou um sucesso e fez a carreira de Cohen despontar.

Debbie Harry

Blondie, a banda de Debbie Harry, foi uma das mais bombadas do fim dos anos 1970. O primeiro trabalho de estúdio do grupo saiu no ano de 1976, quando a vocalista estava com 31 anos. O sucesso no mainstream, no entanto, veio apenas em 1978, mais precisamente com o lançamento de "Parallel Lines", o terceiro disco do Blondie. Na época, Debbie tinha 33.

Susan Boyle

Quem lembra de Susan Boyle no palco do "Britain's Got Talent" em 2009? Ela tinha 48 anos e chamou muita atenção depois que abriu a boca, já que antes ninguém dava nada por ela. Na competição de talentos televisiva, ela terminou em segundo lugar, mas virou um verdadeiro sucesso na internet e na mídia. Seu primeiro álbum foi lançado meses depois de ser descoberta. Ele estreou como álbum número 1 em vendas e recebeu duas indicações ao Grammy, uma em 2011 para Álbum Vocal de Pop e uma em 2012 para Álbum Pop Vocal Tradicional.

Andrea Bocelli

O italiano Bocelli tem uma das vozes mais reconhecidas do mundo, mas até 1992, aos 34 anos, era um cantor totalmente anônimo. Ele teve sua grande chance quando uma demo contendo sua versão da música "Miserere" foi enviada para ninguém menos que Luciano Pavarotti. O tenor ficou impressionado com o músico e a dupla gravou um dueto, que se tornou um grande sucesso em toda a Europa. No ano seguinte, 1993, Bocelli assinou com uma gravadora e lançou seu primeiro álbum, "Il Mare Calmo della Sera" (1994). Não precisa dizer que sua carreira decolou e, aos 41 anos, teve seu álbum mais bem-sucedido comercialmente: "Sacred Arias" (1999) vendeu mais de 5 milhões de cópias.

Sheryl Crow

Antes de ser cantora profissional, a artista trabalhou como professora de música em uma escola primária de Missouri, criou jingles comerciais para uma rede de fast food e uma montadora de automóveis, e atuou como backing vocal de Michael Jackson nos anos 1980. No começo da década de 1990, ela começou a compor seu primeiro álbum, que foi rejeitado pela gravadora. Mesmo com um "não", ela se recusou a desistir. O disco acabou sendo compartilhado pela internet da época (imagine, em 1993!) e lentamente se tornou um sucesso. Sheryl tinha 31 anos nesse período.

James Murphy

James esteve em várias bandas no fim dos anos 1980 até o fim dos anos 1990, mas foi apenas aos 30 anos que iniciou seu projeto musical mais conhecido, o LCD Soundsystem, datado de 2001. A banda começou a ganhar atenção com seu primeiro single, “Losing My Edge”, lançado em 2002. O álbum de estreia do grupo só saiu anos depois, em 2005, quando o músico tinha 35. Foi nessa época que o sucesso veio de fato.

2 Chainz

Uma das coisas que todo rapper deve saber: o nome como você é conhecido faz toda a diferença. 2 Chainz que o diga. Ele só ficou famoso depois que desistiu de ser chamado como Tity Boi (algo como "cara dos peitos") e adotou um nome "mais adequado" para a "família tradicional americana". Aos 34 anos, em 2011, ele adotou o título de 2 Chainz e lançou sua sétima mixtape, "T.R.U. REALIGION". Aí sim ele decolou e viu seu trabalho chegar às paradas da "Billboard".

Vinícius de Moraes

O poetinha já fez de um tudo nessa vida: cursou a faculdade de Direito, lançou livro de poemas, trabalhou como censor de filmes, crítico de cinema, seguiu a carreira diplomática, se meteu com teatro e, finalmente, com a música. Nos anos 1960, com mais de 45 anos, ele voltou de uma viagem ao exterior na qual promovera o filme "Orfeu Negro", que continha canções suas e de Tom Jobim. Ao retornar ao Brasil, ele se debruçou totalmente ao que viria ser conhecido como bossa nova.

Criolo

Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo, é um dos grandes exemplos de perseverança do rap brasileiro. Ele sempre esteve metido com música, tendo começado a participar de batalhas de rap em 1989, aos 14 anos. Em 2004, aos 29, o músico começou a divulgar suas faixas no MySpace e, dois anos depois, divulgou seu primeiro disco, "Ainda Há Tempo" — o trabalho não fez muito barulho na época, tanto que foi relançado tempos depois. Nesse mesmo período, Criolo fundou, junto ao DJ DanDan, a Rinha dos MC's, projeto existente até hoje em São Paulo.

De 2006 a 2011, o rapper andava desacreditado, mas não deixou de lançar, de forma gratuita, seu segundo álbum "Nó Na Orelha" na internet. De maneira surpreendente, o disco atingiu enorme sucesso de crítica e os fãs de hip-hop de outros estados começaram a conhecê-lo melhor. Desde então, a história fala por si só e Kleber é reconhecido internacionalmente como Criolo.

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