Na Trilha do Leão: Rob Zombie continua tocando o terror nos palcos e nos cinemas
Na Trilha do LEÃO

Na Trilha do Leão: Rob Zombie continua tocando o terror nos palcos e nos cinemas

Por Tom Leão

A banda americana White Zombie (que esteve aqui, uma vez, no Hollywood Rock de 1996) pode não existir mais - oficialmente, encerrou carreira em 1998; mas, nunca se sabe. Contudo, o seu mentor, Rob Zombie (nascido Robert Bartleh Cummings, em 1965), segue em carreira solo, dividindo o seu tempo com a música, lançando discos solo, e com o seu hobby favorito, o cinema. Especialmente, o de terror.

Tanto, que, em sua carreira solo, grande parte dela é dedicada a criar trilhas para filmes. Ele tem uma batelada de trilhas no currículo, seja – na maioria das vezes - emprestando músicas suas ou da banda White Zombie (“More Human Than Human” e “Thunder Kiss ´65” são as mais requisitadas) para cinema e diversas séries de TV (desde “As Panteras: Detonando” a série “Californication”), seja compondo material original para filmes (como “O Justiceiro: em zona de guerra”, 2008, ou “Matrix Reloaded”, 2005). E, também, para trilhas de videogames (como “Kickbeat” e “The Darkness II”). Ou, até mesmo, aparecendo nestes, como ator.

Mas, começando pelo começo, Zombie sempre gostou de filmes de terror, desde criancinha. Tanto que, o nome de sua banda vem de um clássico filme de Bela Lugosi, “White Zombie” (1932), um dos primeiros – se não o primeiro – a usar o termo “zumbi” no título. Ainda que, nesta época, zumbis se referissem a pessoas enfeitiçadas, geralmente por vudu ou hipnotismo, tipos sonâmbulos. Não os comedores de cérebro popularizados (e copiados até hoje) por George Romero, no clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (1967).

Então, quando criou a banda, seus álbuns e músicas mais se pareciam com trilhas para filmes jamais realizados, a partir dos nomes e das artes das capas, que pareciam cartazes de filmes vintage. Dava até para enganar algum incauto. A inspiração maior são os filmes exploitation dos anos 1960, não apenas de terror. Mas, também, os psicodélicos, de motoqueiros, sci-fis B e que tais. Como os seus mais conhecidos (e lançados no Brasil), “La sexorcisto: devil music, volume 1”, de 1992 (jamais houve o volume 2) e “Astro-creep: 2000”, de 1998. Mas, a banda funcionava melhor nos clipes do que ao vivo, como vimos aqui.

Com o fim do White Zombie, Rob se dedicou mais e mais ao cinema, como diretor. Depois de dirigir todos os clipes de sua banda, e até para nomes como Ozzy Osbourne (“Dreamer”, 2003), chamou a atenção em sua estreia com o longa “A casa dos mil corpos” (“House of 1000 corpses”, 2003). Mas, foi em 2005, que se destacou na cena, com “Rejeitados pelo Diabo” (“Devil´s rejects”, 2005), estrelado por sua musa e esposa Sheri Moon Zombie. O filme, passado nos anos 70, trazia um grupo de psicopatas, meio influenciados pela Manson Family.

Agora, mais de uma década depois (na qual ele dirigiu uma prequel para a série “Halloween” e a continuação deste “H2: halloween 2”), finalmente chega a sequência, “Os 3 infernais” (“3 from Hell”), em cartaz no Brasil, apesar de o primeiro nunca ter passado nos cinemas daqui (foi direto para vídeo). Como sempre, com trilha original de Zombie e canções de vários artistas (raramente, alguma do White Zombie). Como “In A Gadda Da Vida”, do Iron Butterfly, que toca numa cena bem pesada. Este, se passa nos anos 80, depois que personagens do primeiro filme fogem da cadeia. Tem a sangueira de sempre. E uma boa trilha, do glam (Suzi Quatro) ao country (Slim Whitman). Vale ouvir.

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