No dia 27 de janeiro de 1984, a cabeça de Michael Jackson pega fogo durante um comercial de TV
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No dia 27 de janeiro de 1984, a cabeça de Michael Jackson pega fogo durante um comercial de TV

Michael Jackson estava no auge da fama quando sofreu um dos maiores baques de sua carreira. Com apenas 26 anos, ele era o maior popstar da história do show business, surfando no sucesso de sua obra-prima, "Thriller", lançada dois anos antes, em 1982. E foi ao som do maior hit daquele disco, a imbatível "Billie Jean", que ele passou por um dos piores momentos de sua vida, quando sua cabeça pegou fogo no meio da gravação de um comercial de TV, no dia 27 de janeiro de 1984.

O acidente aconteceu durante as gravações da peça publicitária, quando Michael Jackson descia uma escada do Los Angeles Shrine Auditorium, nos Estados Unidos, ao som de seu maior hit, "Biilie Jean", e fogos de artifício explodiram antes da hora. Michael ainda estava próximo das faíscas, que o atingiram e colocaram seu cabelo em chamas por alguns segundos. A equipe de produção só se deu conta do que estava realmente acontecendo quando Michael - que só foi sentir o fogo depois que ele queimou quase todo seu cabelo - deu um grito de dor. O segurança do cantor, Miko Brando, filho do ator Marlon Brando, voou em direção a Michael, apagando o fogo com as mãos. O rei do pop ficou bem mas seu couro cabeludo sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau - e um trauma que mudou completamente a sua visão de carreira, tornando-o uma pessoa ainda mais reprimida e assustada.

O comercial era a peça central de uma campanha publicitária do refrigerante Pepsi, que tentava se vender como "a nova geração" usando a imagem do cantor. Pelo trabalho como garoto-propaganda, ele recebeu cinco milhões de dólares. A marca também bancaria a turnê "Victory" que Michael faria com seus irmãos no grupo que agora chamava-se apenas The Jacksons, coroando o sucesso do cantor e compositor como o ápice de sua carreira de músico. Foi um marco na história da publicidade que efetivamente mexeu com a popularidade do patrocinador.

O pior de tudo é que o contrato com a Pepsi não cobria acidentes, mas a empresa se prontificou a ajudar na recuperação de Michael, que ficou internado por um dia no hospital Brotman Medical Center. Logo depois do ocorrido, a casa de saúde criou a ala Michael Jackson Burn Center, especializada em cirurgia de reconstituição para vítimas de queimaduras graves (que durou pouco tempo, fechando as portas em 1987). Michael fez as pazes com o patrocinador e aceitou 10 milhões de dólares para que a empresa colocasse seus logotipos na turnê de seu novo álbum, "Bad", em 1987, e este parâmetro publicitário tornou-se vigente nos anos seguintes.

Assista ao momento a partir dos 0:50 do vídeo abaixo:

Quem nasceu

1906 - Radamés Gnattali, músico e compositor brasileiro (m. 1988)

1918 - Elmore James, guitarrista de blues norte-americano (m. 1963)

1944 - Nick Mason, baterista do grupo inglês Pink Floyd

1949 - Djavan, cantor e compositor alagoano

1951 - Brian Downey, fundador e baterista da banda irlandês Thin Lizzy

1957 - Janick Gers, guitarrista da banda inglesa Iron Maiden

1959 - Marcos Sabino, cantor e compositor brasileiro

1961 - Gillian Gilbert, tecladista do grupo inglês New Order

1961 - Martin Deguille, cantor do grupo inglês Sigue Sigue Sputnik

1961 - Margo Timmins, vocalista do grupo canadense Cowboy Junkies

1968 - Adrian Thawes, o Tricky, cantor e produtor inglês

1968- Mike Patton, vocalista do grupo norte-americano Faith No More

Quem morreu

1972 - Mahalia Jackson, cantora norte-americana e ativista de direitos civis (n. 1911)

2006 - Gene McFadden, cantor e produtor da dupla McFadden & Whitehead (n. 1949)

2014 - Pete Seeger, cantor norte-americano e ativista (n. 1919)

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